30/10/2006

POLÍTICAS



JOAQUIM JORGE

Para lá das reformas na justiça, na segurança social,na educação e na saúde é necessário fazer uma reforma moral que estabeleça o primado da cultura sobre a economia,do ser sobre o ter,da comunidade sobre a sociedade. Uma sociedade que saiba aliar a inovação com a tradição,modernização com equilíbrio ecológico e respeito pela estética da paisagem,incremento da tecnologia com o respeito pela originalidade e individualidade de cada pessoa,sem cair na tentação de robotizar ou serializar.Uma sociedade plural em que o conflito dê lugar ao debate sério,em que a uniformização dê lugar ao respeito pela diferença e pelo acolhimento sereno do outro.
Urge que se opere uma verdadeira palingenesia, através de uma nova educação e a importância de combater os chamados vícios-atavares,contudo nenhuma política singrará sem o envolvimento das pessoas ou contra elas.

CORRUPÇÃO: haverá outro modo de vida?


Rodrigo Costa

É inseparável, a nossa condição de bicho social, com a de animal, ainda que humano, porque as traves que nos sustentam são as mesmíssimas que tramitam a existência de todas as espécies. É o Instinto que nos impõe o jogo de sedução; que nos impõe a luta pela comodidade e pela sobrevivência, sempre como partículas que devem obediência ao estabelecimento do Universo. Daí as inconstâncias, entre paixões e tédio. Até que, gastos, a Vida nos recicla e nos transforma –por mais plásticas que façamos– e nos substitui por outros que, mais capazes, mais fortes, se apaixonam e se entediam, suportando inconstâncias, na manutenção dos ciclos de mimetismos e de disputas.

Não há, sem corrupção, nem marcha nem progresso –chamemos-lhe assim– . Ninguém está disponível sem que haja prémio. O altruísmo é uma necessidade de recebimento que não tem mistério; é a razão por que eu, agora, vos escrevo. Porque recebo, em troca, amadurecimento e alívio –não pensem que isto não é matéria–. Damos, porque nos damos. Não chega, a nossa autonomia, à independência. Nós somos, sempre, vítimas, carecidas, de matéria e de afecto.

Não há reis nem ministros nem presidentes sem troca de cedências. Há-de haver, no mínimo, a empatia do aspecto. No cerco que só aparentemente se aperta, só corruptos, divididos em três espécies: activos, passivos e os que não têm outra saída. Um dia, se a Vida permitisse que todos fossem presos, quem, impoluto, faria os julgamentos?

A esperança dos poderes esteve na educação e em Deus. Na falta de percepção e de leitura –ah, maldição! São tantos os que percebem e sabem ler!... Já não é possível roubá-los às escuras–. Por isso, sem evasivas e por falta de meios, aquele Secretário de Estado, sem poder esconder-se nem esconder a truta, teve o descaramento de atribuir as culpas.

P.S: Eu quero acreditar, sem nem alimentar a esperança de mudar o mundo, que este espaço se manterá aberto, e que a sua razão de aparecimento há-de manter, como alicerce, as ideias e as palavras sem medo. É preciso que os falsos e os fantasmas se habituem ao destemor do pensamento, e que encarem as palavras, mais do que como veneno, remédio.

Estou grato, porque posso ser eu em espaço aberto, ao invés de me fechar numa caneta sem préstimo, por não poder dar voz às palavras que me pareçam certas.

A paixão é uma flor, Joaquim Jorge, que não pode viver de secura. Continua.


artista plástico

29/10/2006

ELEIÇÕES INTERNAS NO PS





Como diz Michele Maffesoli existe uma” ideologia diferenciada que se deve à indiferença”.


Joaquim Jorge


A vitória esmagadora de José Sócrates ( único candidato), era o esperado e não me surpreende .Ninguém no seu perfeito juízo quereria destronar Sócrates porque ao fazê-lo incorreria na leitura que estaria a tentar derrubar o governo.
Porém é de louvar a coragem de Helena Roseta,com escassos meios e tempo, ao tentar que a sua moção tivesse no mínimo 50 delegados,até à poucas horas tinha eleito 9 delegados ,o que convenhamos é insuficiente, para ser discutida em congresso.Porém a sua tenacidade, contra a acomodação e a chamada de atenção, funcionando como uma consciência crítica louvável.Para quem não se revê nesta forma de funcionamento do partido, em que quando toca a ir vai tudo, sem se parar para pensar.Poderá ser no futuro algo interessante e a ter em conta. Mas mais uma vez o aparelho trucida tudo e as melhores das intenções.Temos que no futuro delinear uma estratégica ,que obste a este estado de coisas, cíclico e eternizado pelos donos dos votos, que não fazem outra coisa que não seja denegrir , praticar a maledicência e expurgar quem pensa diferente , sem amarras ou sem o seu beneplácito. O poder tolhe a mente das pessoas ou de quem gravita à sua volta.Uma coisa eu sei, é preciso mudar e mais tarde ou mais cedo há-de acontecer. Vencer eleições não quer dizer que se tenha razão e que tudo está bem.Como diz Michele Maffesoli existe uma” ideologia diferenciada que se deve à indiferença”. Nesta votação interna do PS ,votaram muito menos de 50% dos seus militantes,isto é, a abstenção é maioritária. Eu não fui votar ,porque na minha secção, não existia a possibilidade para além da moção de Sócrates,daí não me ter deslocado à mesa de voto.Muitos socialistas ainda não perceberam o que diz António Aleixo “contigo em contradição,pode estar um grande amigo,duvida mais dos que estão sempre de acordo contigo”

TÉCNICA do GOVERNO





Joaquim Jorge


A estratégia é lançar para a comunicação social ou omitir nas cansativas reuniões de mais de seis horas com os representantes das várias classes que se retirou um qualquer privilégio ( educação) ou há um aumento significativo ( electricidade) ou dá-se um dado estatístico da previsão do défice e mais tarde rectificasse essa posição dando a ideia que se deu algo,porém já estava implícito e dado ,a isto chama-se, “arte de negociar e comunicar com a opinião pública”, porém os cidadãos cada vez apreciam menos estas deambulações.
A última do governo, sobre as pausas pedagógicas ( Natal, Carnaval e Páscoa), para quem lecciona nas Escolas.Primeiro lança esse anátema, para colocar os professores, como os que tem regalias em relação a outras classes profissionais,esquecendo-se da especificidade desta profissão. Não informando, que na primeira semana de férias dos alunos, há reuniões de avaliação que se podem prolongar pela segunda semana.Depois na outra semana, de recuperação anímica , física e preparação de aulas; com os feriados do Natal e Páscoa resume-se a 3 ou 4 dias porque todos os funcionários gozam das tolerâncias de ponto inerentes, antes da sexta-feira Santa e no Natal (antes ou depois),que quase estão institucionalizadas.Mais tarde deu o dito por não dito e parece que deu algo,que já estava dado há muito tempo,estando consagrado na lei.
Não vamos confundir guarda dos alunos com leccionar.Os alunos também precisam de actividades lúdicas , de brincar e de tempo livre supervisionados por técnicos especializados (animadores culturais) e não por professores. Se os Pais não tem aonde deixar os filhos,tem que se resolver esse problema, mas não pôr os professores a fazer de “amas”.Os professores também precisam, por que não dizê-lo, sem sofisma, de descansar e recuperar forças para enfrentar o novo período escolar.

28/10/2006

BOM OU MAU HUMOR




Joaquim Jorge


José Sócrates não pode vir dizer que encara com bom humor manifestações de desagrado, em relação às medidas tomadas pelo seu governo. Ao dizê-lo, não mostra respeito por quem não concorda com ele.Deve sim,tentar perceber os sinais dados pelos cidadãos e até porventura tentar explicar as suas posições. Ignorar, o que se passa à sua volta, não é correcto e mostra sobranceria. Actualmente existe muitos portugueses no limiar da pobreza e com muitas dificuldades para subsistir.

SÉGOLÈNE ROYAL




Joaquim Jorge


Esta candidata, a candidata à Presidência da República Francesa.Antes de ser indicada, tem de vencer as primárias no seu partido,o PS francês,contra Dominique Strauss-Kahn e Laurent Fabius.Fez uma proposta audaciosa, que vem de encontro ao que eu sempre penso, numa cultura de exemplo,prática e de avaliação de todos.
A criação de “júris populares” para julgarem a acção dos políticos.Estes júris serviriam até para julgar os conselhos de ministros.Talvez a desconfiança que predomina em relação aos políticos diminuísse. Com este ou outro nome seria um passo importante na participação cívica e não como eu chamo os picos de cidadania de quatro em quatro anos quando vamos votar.Trata-se de criar observatórios associados aos cidadãos para fazerem uma avaliação da aplicação dos programas e das promessas da campanha eleitoral.Era importante para os políticos saberem como os eleitores sentem as politicas seguidas.Isto é que é um exemplo de democracia participativa - que conta com a participação activa dos cidadãos.
A avaliação deve ser para todos e a sua responsabilização, senão a culpada morre sempre solteira. A celeuma em França está instalada, mas é importante existir alguém, que faça dessas propostas inovadoras,porém em Portugal talvez daqui a trinta ou mais anos.

27/10/2006

HÁ PROTESTOS E PROTESTOS...


JOAQUIM JORGE


Eu tenho sido um acérrimo opositor de algumas medidas do governo Sócrates. Pois gostaria que ele me ouvisse e inflectisse as suas políticas. Os sinais da rua são claros,a sondagem hoje publicada no DN mostra a queda abrupta da sua popularidade. Ao acontecer isto não fico contente, gostava que fizesse uma política com exemplos vindos de cima e prática de quem nos governa.É fácil falar dos outros e pedir sacríficios.Todos mas mesmo todos temos que os executar. A teimosia , a inflexibilidade , a fuga para a frente não são boas conselheiras.
Como se viu os professores tem toda a razão para protestar, assim como os funcionários públicos,as suas manifestações foram um êxito, mas calma aí, não vamos cada vez que o primeiro-ministro vai a um local de visita em que é convidado fazer “arruaças” , “pressões” e chamar-lhe “nomes”.Os protestos demasiados podem ser contraproducentes e perder por excesso.Vamos continuar a fazer-lhe ver, que por vezes exagera , tem que parar e reformular, assim como recuar ,mas deve ser planeado com elevação e dignidade.Espero que os sindicatos e os trabalhadores me entendam.Senão, o que temos feito pode ir por água abaixo e nos tempos que correm uma greve mexe muito no bolso das pessoas,daí se a fazem como protesto é porque realmente estão por tudo no limite da indignação.A eficácia dos protestos não pode ser constante mas marcantemente faseada.

A CIDADE QUE TEMOS; A CIDADE QUE QUEREMOS




César Costa



É um dado adquirido que o Sec. XXI será o das cidades. Dados da O.N.U. atestam que mais de metade da população mundial vai viver em espaço urbano.
O êxodo das áreas rurais é um fenómeno à escala global, e nada parece detê-lo. Vários aglomerados urbanos espalhados pelo planeta têm hoje um número de habitantes superior aos 10 milhões.
À dimensão do nosso país este é também um fenómeno presente com o abandono do “campo” em prol de uma vida na cidade.
Temos feito “alargar” as nossas cidades à custa de expansões sucessivas mais ou menos planeadas, mais ou menos previstas, ocupando cada vez mais território.
Faz sentido continuar com este comportamento? Será razoável continuar a expansão de infra-estruturas pesadas (rede viária, transportes públicos, redes de água, electricidade, gás, tratamento de lixos etc.) onerosas para toda a população?
Faz sentido perder duas, três, ou mais horas por dia em movimentos pendulares de casa-trabalho-casa?
É razoável continuar com cidades ao áreas metropolitanas com grandes áreas mono funcionais, isto é, onde só existem habitação, ou serviços?
Será justo deixar exclusivamente entregue à especulação a criação de novos pólos de atracção?
Não será altura, e de uma vez por todas, se discutir e pensar de forma estruturada o planeamento e desenvolvimento do território?


arquitecto e membro do clube

26/10/2006

ABORTO

JOAQUIM JORGE



Uma coisa é a inocência outra é a ignorância. O conhecimento sexual não é sinónimo de perda da virgindade!


A paixão exacerbada que exaspera nas pessoas falar neste assunto, provocando fracturas na sociedade portuguesa não se devia pôr .Cada um, neste caso cada mulher, deveria decidir se faz o IVG ( interrupção voluntária da gravidez ).É um assunto de foro íntimo e que ninguém teria nada haver com isso, quando muito o seu parceiro deveria opinar assim como o seu médico de família informaria,quanto aos riscos para a sua saúde . A decisão é da sua consciência e individual. Aliás a autorização da pílula abortiva nos hospitais decretada pelo Governo é uma medida sensata e vem ao encontro da necessidade de esbater este “pseudo-problema”. Por causa de situações de malformação do feto assim como a detecção de doenças hereditárias e congénitas é importante permitir a despenalização do aborto.
Deveremos apostar na prevenção como forma de evitar o IVG. Se os adolescentes tiverem uma educação sexual correcta em que se fala em sexo naturalmente e sem preconceitos atávicos e passadistas ,irá contribuir pelo conhecimento dos vários métodos de contracepção para a diminuição de gravidezes indesejáveis assim como o flagelo das DST (doenças sexualmente transmissíveis ),HIV, hepatite B, herpes genital, etc. A premência deste tema ser abordado nas escolas de uma forma transversal nas diversas disciplinas contribuirá para diminuir drasticamente este problema global à escala mundial. O conhecimento deste tema e o falar-se de uma forma aberta e franca no crescimento e desenvolvimento sexual, relações pessoais, gravidez e parto, não deve ser preocupação para os pais e encarregados de educação, como ser cedo de mais educar sexualmente os seus filhos e ao falar-se de sexo aos jovens vão querer experimentá-lo.
O contrário é que parece ser verdade. As pesquisas sugerem que a educação sexual não encoraja uma actividade sexual precoce. De facto, um estudo recente realizado nos EUA, pelo instituto Guttmacher, indicou que o número de casos de gravidez de adolescentes era consideravelmente baixo em países industrializados que tinham uma atitude liberal face ao sexo, serviço acessível de contraceptivos para os jovens e programas eficazes e formas de educação sexual. Uma coisa é a inocência outra é a ignorância. O conhecimento sexual não é sinónimo de perda da virgindade!

25/10/2006

4000




Joaquim Jorge

O nosso blogue continua de vento em popa. Tem sido um complemento de informação para as iniciativas do Clube dos Pensadores,temos um novo colaborador que eu cataloguei com o nome de “Vasco Pulido Valente do blogue”,refiro-me ao Rodrigo Costa que actualmente é quem mais participa , comenta e diz mal. A Marta Costa não tem aparecido tantas vezes.A Isabel Joaninha também, mas são assíduas na sua participação.O Nuno Linhares desapareceu mas tem um passado marcante neste espaço.O António Vilaça todas as manhãs vai ao blogue e participa.A todos, além destes ,existem outros que consultam e não participam com comentários, o muito obrigado por tornarem este espaço tão agradável e interessante,sendo livre sem espartilhos e cartilha.
Temos de continuar a divulgar e aumentar a participação,tornando este espaço de todos que queiram participar.

FRAUDE na SAÚDE nos SERVIÇOS CONVENCIONADOS


Joaquim Jorge



Já não chegava o estado financiar os sistemas particulares de protecção social ou de cuidados de saúde ,como mais, o aparecimento de situações ilícitas noutros serviços .Há mesmo quem estime que 20 por cento do valor pago aos convencionados será por serviços nunca prestados,ou seja,por uma actividade ficticia. Parabéns à Entidade Reguladora da Saúde que detectou estas anomalias execráveis no lesa todos( quem paga impostos).O modelo das convenções enferma de problemas que, acima de tudo,lesam “os interesses dos utentes”.Um exemplo simples:uma senhora que mora no Algarve, pretendia fazer uma ecografia específica, queixou-se de ficar meses à espera e de ter que ir a Lisboa fazer o referido exame. Sabem porquê? Porque o que o Estado pagava não era atractivo para o convencionado, que ia adiando a realização do exame. Eu penso que isto é um caso de polícia e de falta deontológica miserável. Os médicos não saem bem neste filme.
Não chegando este exemplo, as Misericórdias tem servido de “barrigas de aluguer “ a entidades privadas.A Misericórdia dá o nome,apesar de, na prática o serviço é prestado por uma entidade privada.
Nestes e noutros casos, quem sai prejudicado é o desgraçado do utente,que já não lhe chega estar doente e precisar de cuidados médicos.A corrupção alastra e lastra neste país sem emenda.Eu penso que com esta mentalidade, salve-se quem puder e primeiro eu e depois eu, e só depois vamos ver por especial favor os outros,não poderemos aspirar a ser um pais europeu e limpo.Temos de fazer uma auditoria ao sistema e a todas as entidades de Portugal.Ninguém acredita em ninguém e o descrédito é total.Já agora não há responsáveis? Vão ser penalizados?Meus amigos claro que não,é Portugal no seu melhor...

FINANCIAMENTO DE CAIXAS PRIVADAS






Joaquim Jorge



A extinção das caixas de previdência é uma medida sensata em prol da equidade de todos os cidadãos.O orçamento de estado deixa de suportar essas despesas médicas, que podem ser reembolsos ou inclui protocolos de compensação financeira.
Quem beneficiava destas “regalias” adicionais eram a Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas, os Serviços de Assistência Médico-Social ( SAMS ) do sector bancário.sempre os bancos já não chega os seus lucros e ainda temos de pagar para eles.A Associação de Cuidados de Saúde da Portugal Telecom ( PT-ACS), a Caixa de Previdência de Advogados e Solicitadores ( CPAS).
Como vêem tudo gente pobrezinha e necessitada.As suas regalias em alguns casos ia entre 75% a 100% a excepção regia-se pela ADSE.
Sinceramente depois os funcionários públicos é que são os privilegiados.Os bancários usufruíam destas regalias além de pagarem muito menos juros na compra de casa ou bens.O governo fez muito bem em cortar nestes favorecimentos à custa do erário público.Se querem manter estas regalias que o façam em seguros de saúde privados subsidiados pelas entidades que os tutelam ( bancos, advogados,etc).

24/10/2006

MINISTRA





Joaquim Jorge



A ministra sueca do Comércio,Maria Borelius demitiu-se ,uma semana depois de assumir o cargo no novo Governo devido a informações que denunciavam que tinha mantido um comportamento fiscal irregular durante anos: não pagou taxa de televisão; não informou o fisco da venda de acções ;efectuou operações imobiliárias fiscalmente duvidosas, contratou irregularmente durante anos cangurus para os seus filhos.
Perante as denúncias divulgadas e informações esta ministra demitiu-se.Claro e límpido que não podia fazer outra coisa,honra lhe seja feita.Lá como cá as falcatruas existem,porém os lugares dos nossos governantes tem cola que não despega “araldite”.Valha-nos o exemplo deste país que é a Suécia. Evoluído nos seus actos e na sua mentalidade de combater a corrupção. A vergonha e o repúdio da opinião pública é de tal ordem que a única saída é sair.
Aqui a lata e o assobiar para o lado como se nada fosse com “eles”,mostra que a nossa sociedade civil tem que se envolver e pressionar para que quando acontecer algo semelhante o caminho é demissão sem remissão.

PESCA




Joaquim Jorge



O mar está exausto,25% das espécies marinhas exploradas comercialmente vivem no limite da sobrevivência está simplesmente a esgotar-se. Outros 52% suportam uma pressão mais alta do que é sustentável,estão no limite do tolerável .O atum vermelho, a anchova, o bacalhau são os nomes que simbolizam este saqueio.
Porém há muitos mais espécies que estão a ponto de ser excluídos devido há actividade pesqueira. A pressão pesqueira está a levar à extinção de muitas espécies marinhas.
Os cientistas denunciam que as capturas anuais do atum vermelho alcançam,as 50.000 toneladas.O triplo do que se considera sustentável.
A maior frota da União Europeia, que é espanhola, reduziu o número de pescadores,entre 1990 e 2003,de 98.000 para 50.000.
É um segredo “público”, que o limite de cavalos para os motores dos barcos é de 500.Porém poucos os respeitam,alguns tem 2000!Desta forma tornando-se armas mortíferas.
Eu compreendo que muita gente vive desta actividade, mas não podemos destruir o mar e no fundo lentamente o nosso planeta, de tudo que é belo,bonito e sustentado. Aconselho vivamente a verem o documentário de AL Gore “ Verdade inconveniente”, que mostra também a nível ambiental, o que se está a passar, e os EUA nesta questão estão alheados a nível governamental.

23/10/2006

CONVENÇÕES ou CONVULSÕES SOCIALISTAS?


JOAQUIM JORGE


É uma pena o PS “ to follow the same system”


1- As duas últimas convenções autárquicas socialistas realizadas ,uma pela concelhia de Matosinhos e outra pela concelhia do Porto, mostra que os seus dirigentes actuais finalmente mostraram a verdadeira face à qual não posso ficar indiferente. Na convenção de Matosinhos, ficou límpido para quem exprovasse, que os seus dirigentes julgam-se donos e senhores dos militantes e utilizam-nos a seu bel-prazer para os seus desígnios pessoais. O ostracismo e desprezo a que foi sujeito Narciso Miranda que lhe sirva de lição. O actual poder das concelhias e das distritais facilita situações indesejáveis. Esta é uma questão a que não podemos fechar os olhos. Eu não me acredito que a maioria dos militantes socialistas de Matosinhos estejam de acordo que se esqueça e procure ignorar o trabalho de uma pessoa que tanto deu ao partido e à cidade de Matosinhos. Moral da história o homem que era do aparelho foi trucidado pelo próprio aparelho. Narciso deverá tirar as devidas ilações, das transformações tão velozes de quem ele tanto ajudou e acarinhou. O processo de candidatura à CM Matosinhos já está em marcha. Aqueles que detêm lugares nas estruturas concelhias ou distritais do partido, permite que se proponham a si próprios, fechando cada vez mais o partido. Uma coisa é o aparelho vencer dentro do PS outra é a batalha da opinião pública e aí Narciso em qualquer eleição vence de forma eloquente, para gáudio da população matosinhense e tristeza dos acantonados e ensimesmados que só vêem o seu umbigo. Por este andar, O PS em Matosinhos vai ter três candidatos à CM Matosinhos. É mau de mais para ser verdade. Narciso Miranda que foi impossibilitado pelo seu partido (fez um hiato) e que é o seu pretendente natural, Guilherme Pinto por ser o actual presidente da CM Matosinhos e Manuel Seabra porque é o presidente da concelhia. Mas só pode ser escolhido pelo partido, um deles. Vamos ver se a relação de amizade e de trabalho realizado durante anos entre Narciso (o indelével de Matosinhos) e Guilherme (tem tido uma conduta louvável) prevalecem ou a imposição do partido ecoa mais forte.
2 - Na convenção do Porto as declarações proferidas por Assis não me surpreenderam. Nunca duvidei do acordo que foi feito na partilha do poder interno no PS Porto era verosímil. A família Gaspar tomaria conta da concelhia e ficaria Renato Sampaio com a distrital a troco do apoio a nova candidatura de Assis à Câmara do Porto (apesar de em recente entrevista o desmentir). Tudo isto feito nas costas dos militantes. Lembra-me um baralho de cartas, parte reparte e dá e, saem sempre as mesmas cartas. Os mesmos são sempre os mesmos. Ao propor uma coligação de esquerda contra o actual poder na CMP, a sua proposta é interessante mas está desfasada no tempo. Quem tem que fazer essa proposta é o próximo candidato do PS à Câmara em 2009! Que eu saiba ainda vai haver novas eleições internas para a concelhia e distrital em 2008 ( essas eleições realizam-se de 2 em 2 anos),vamos ver se há respeito pelos estatutos do partido. Assis deve-se é preocupar com a oposição à CMP, terá que ter o dom da ubiquidade pois não consegue estar ao mesmo tempo em Bruxelas e Porto; é eurodeputado e vereador. O número dois da lista Manuel Pizarro também tem que ter o dom da ubiquidade estar em Lisboa e no Porto; é vereador e deputado na Assembleia da República. No fundo quem chefia a oposição socialista porque realmente permanece na cidade durante toda a semana é o terceiro vereador que é Palmira Macedo. Não me posso esquecer que o PS ao aceitar a alteração do regimento permitindo as reuniões não de oito em oito dias mas de quinze em quinze esvazia de oportunidade e de acção a oposição a Rui Rio. Nada me move contra as pessoas em apreço mas isto tem que ser dito sem tepidez e com clareza. A vinda de Sócrates duas vezes, num curto espaço de tempo, Novas Fronteiras (início de Setembro) e agora em que deu a conhecer as linhas mestras da sua moção ao congresso do PS (início de Outubro), o que para muitos pode ser entendido como uma prova de influência e de poder do PS Porto, prova a debilidade e a dificuldade das suas figuras actuais têm, em se impor, terem visibilidade pelas suas propostas e ideias. Só o conseguem a reboque do líder. Se as vezes que Sócrates vem ao Porto fossem transformadas em vitórias eleitorais, era óptimo, mas eu recordo-me de ele ter vindo quatro vezes para as eleições autárquicas no Porto e além da derrota do PS, teve a agravante de Rio ter tido uma maioria absoluta.
É uma pena o PS “ to follow the same system” ( ler pela mesma cartilha).



CLUBEDOSPENSADORES.BLOGSPOT.COM

Porque é que a maioria dos socialistas do Porto não se indigna e protesta a ponto de obrigar a inflectir as suas políticas e atitudes? Muitos socialistas em surdina reclamam contra este estado de coisas,. mas o medo imanente e a sua passividade é algo que merece ser estudado.E o medo,é invisível,difuso ,reactivo e permanente. Cada vez há mais proscritos.



artigo publicado no OPJ em 22/10/2006

21/10/2006

Olha para o que eu digo ( mando) mas não olhes para o que eu faço ( obedece)




Joaquim Jorge


Manuel Alegre vem dizer aquilo que eu já digo há muito tempo,são sempre os mesmos a pagar a factura da crise em vários artigos de opinião.
Mas a noticia avançada dos aumentos de gastos com salários nos ministérios,deixa-me estupefacto. Este governo está a perder o rumo. O exemplo que deveria vir de cima, de contenção,poupança e restrições, não acontece ,daí o implodir da contestação a este governo dogmático e arrogante que faz ouvidos de marcador e assobia para o ar como se nada fosse com ele.
À tempos um socialista dizia-me que esta ministra da Educação estava a desempenhar bem o seu papel. Eu perguntei-lhe:
--És professor? Tens algum filho no 11ºano ou 12ºano?
Respondeu ele:
--- Não.Não tenho.
Retorqui:
--- Sabes é fácil falar dos outros. Quando nos toca a nós é que são elas.
Respondeu-me ele:
--- Com essa calaste-me.
É fácil pedir sacrificios aos outros.Mas quando é connosco tudo muda. A insensibilidade, o inaudível e até a forma como as pessoas são confrontadas, como algo descartável, eu pessoalmente nem quero acreditar no que se está a passar.

20/10/2006

AVANÇO E RECUO




Joaquim Jorge


O Governo decidiu usando as prerrogativas previstas na lei reduzir o aumento da electricidade.
A ideia que passa é que o governo fez algo de bom, mas convenhamos que um aumento de 6%, é muito para a maioria das famílias portuguesas.Sendo combinado, ou não, primeiro lança-se um aumento brutal passando para a opinião pública, depois é menor. O alívio e o efeito psicológico é conseguido mas não nos esqueçamos que não deixa de ser um aumento significativo.
A electricidade tem forçosamente que sofrer uma subida de preço, tendo em conta o aumento do petróleo, contudo não deveria sê-lo, mais de que os salários,isto é,1,5%.
A politica de propaganda, cosmética e simulação continua...Não falando da saída desconexada do secretário de estado da energia dizendo que "a culpa dos aumentos da tarifa da luz era dos consumidores".Eu lembro-me de um ministro do Ambiente ter contado uma anedota muito menos mordaz do que esta "tirada" e foi demitido. Que mais irá acontecer aos portugueses,governados por esta "gente" que julga,uma vez em funções,tornam-se uns convencidos e esquecem que são cidadãos perfeitamente normais como todos nós.Em contrapartida,imaginam que tem o direito de se permitir a certos caprichos e de fazer tudo o que querem,sem que ninguém tenha nada a dizer.Isto tem que ser dito sem tibieza e com sinceridade.
Bem fizeram os professores que se insurgiram contra algumas medidas e o Governo não teve outra alternativa senão recuar.

Há um mar e há um círculo de fogo

Rodrigo Costa


Vêm, lá desde mo horizonte, as ondas que apagam outras ondas e vêm naufragar as marcas inseguras na areia, como marcas da infância inocente, nem sempre apetecida; doendo-nos memórias que o arrependimento não esquece, porque ninguém consegue arrepender-se de ter nascido; porque aí é escrita a primeira falácia da democracia, e as marcas –humanas, inseguras– estão condenadas ao desaparecimento sem serem esquecidas.

As vagas sucedem-se, de areia em areia, no mesmo sedimento, porque o Humano se mantém como no princípio: de obsolescência em obsolescência, incoerente e déspota; o pensamento inconsequente e impuro; embriagado de esperança, no desespero da tecnologia que maquilha a Espécie –vejam lá!– mais próxima do suicídio… Com telemóveis de última geração; pillings que corrigem excessos, que afectam mas sem o risco de melhorarem o cérebro; que os indecisos podem mudar de sexo, sem terem que mudar de parceiro, de ideias nem de roupa; que o virtual garante todas as fantasias e todos os encontros a quantos não conseguem tê-los nem encontrar-se na realidade.

Agora, que, através do voto, pode legitimar-se a manutenção da mentira, o cansaço conduz-nos à verdade e à derrota. Contrariado, sem tempo nem saída, o Instinto só aparentemente desfalece, mas porfia: no álcool, na droga, no suicídio, na eutanásia e no aborto. Quando o Instinto é a trave segura da Vida, instintivas, as pessoas discutem o direito à desistência. Fartas, necessitadas e cansadas do lusco-fusco sem perspectiva, rejeitam sofrimentos sem recompensa e temem a responsabilidade, a dor e os abandonos.

Percebemos, então, que, de qualquer estrato e de qualquer idade, todos somos escora de um império em ruínas, porque o progresso nunca será o prometido, e as ascensões não fazem mais que vítimas, porque a sobrevivência e a subida não são alimentados, em regra, por princípios; e, querendo ser apenas abastados e célebres, aniquilamos e aniquilámo-nos, porque a Sociedade, como projecto que não é comum nem é sério, impõe ritmos e separações com o recurso aos antidepressivos. E a psicopatia, a má-fé e a ignorância, com mestrado e com poder, decidem sobre o rumo de Deus, das coisas e das criaturas, sem que alguém se aguente alheado de si e sem ter quota-parte, consciente e sensível, na construção do grupo e do espaço em que se integra.

Poderia dizer-se, apesar, que quem pôde chegar aos privilégios ter-se-ia salvo, justificando e poupando os descendentes e tendo-se tornado em mais de mandar do que de obedecer; com todas as horas como horas esperadas e todos os minutos como o tempo exíguo para louvar a felicidade imensa. Mas não. Os gozos, os dramas, as dúvidas e os esforços desgastam. As obrigações e o esquecimento deixam-nos, e à descendência, periclitantes, tensos e incertos; com um olho na rua e outro olho no beco, por ser nos esconsos que a salvação se ganha, concluindo-se, portanto, que as sociedades são a selva injusta onde o predador e a presa são interessada e estrategicamente demarcados e benzidos, salvo quando a hora, a excepção e o elemento servem as seitas –porque de seitas se trata o comportamento dos círculos que não admitem a dignidade de quem quer fazer uso, legítimo e prometido, da autonomia; que negam o reconhecimento das capacidades a cidadãos que, sem estúpidas marés continuadamente contra, poderiam dar contributo, o veneno, porém, porque provém de estranhos à família.

Se os caminhos já estão programados, os grupos e as sabedorias escolhidos, por que razão, sem que assista o direito à escolha, se há-de querer um filho –corrupto: activo, passivo ou obrigado–, condenado a viver num contexto de jogatina?!...
Como prova de potência e de fertilidade? Como ponto de referência fulcral da felicidade completa dos casais realizados? Como esperança de consecução ou continuação de objectivos perdidos ou interrompidos pelos progenitores? Como grude, hipotético, de uma relação-craquelée… ou porque o Instinto é o melhor aliado na adequação ao sistema? Poderiam as instituições manter o logro?... O Estado existiria e viveria de quê? Quem é que ouviria ao Papa –ou a outro indivíduo qualquer– aceitar, aceitar-se, assumir e assumir-se como representante de um Deus que, de facto, não conhece, e levar uma vida que Cristo –que não inventei nem existiu nababo, guio-me pelo que está escrito e dito– repudiaria? Quem, melhor, para combater o aborto, do que o chefe de uma organização que recebe reis ditadores e que sustém o sémen, o desperdiça na masturbação, na homossexualidade e na pedofilia, ou o gasta nas filhas e nas mulheres dos outros?... Deus deu-lhes o pénis para mais que urinar, ou gastaria a mesma matéria com as santas.

Infelizmente, pouca gente interrompe a gravidez por reflexões profundas; por interesse dos filhos, mas por interesse próprio. Como, por interesse próprio, se esgadanha quem quer que, mesmo sem condições, as criancinhas nasçam: com ou sem saúde, com ou sem babysitter; com ou sem infantário; com ou sem amor, sem mãe… Talvez, até, eternos segregados –excluídos, é o termo em voga–, que, na corrente do tempo, entre prejuízos e proveitos, serão depositados em lares sem condições nem afecto, ou ao relento ou em salões de palácios sem festas, consumidos pelos dias amargos do regresso.

Pergunto pela razão da água-benta e do pecado da origem, e os ladrões de todas as infâncias, saboreando o travo do último ludíbrio, só me dizem ser crime impedir o nascimento às criaturas; que a vontade de Deus tem que ter cumprimento, porque o curso da Vida não pode ser interrompido. E eu digo que o Deus de que padecem não deixou outra escolha, e que apenas agora é possível fertilizar in vitro –também sem autorização da vítimas–, fracassando a razão para o primeiro pecado instituído e para a indiciação e a arguição dos inocentes que carregam, indefesos, o crime que ninguém terá cometido, porque foi o Deus deles quem jogou e perdeu. De tal modo, que o Mundo, onde toda a felicidade seria possível –essa coisa da Alice–, se tornou a felicidade aparente de poucos e o feudo de difícil habitabilidade, porque Deus é satírico –valha-nos isso– e traçou os caminhos de forma que convirjam, sendo penoso observar o esforço dos que procuram ter tudo e que acabam expostos e prensados pela ambição sem tempero.

Que diz ou o que faz tal Deus –ou o que pensam eles –, quando a anormalidade, detendo poderes, coarcta e ostracisa e impõe, interessada e decretadamente, todas as obediências, como se cada qual não tivesse mais que o lugar reservado sob o jugo? Por que razão as mães não podem decidir do útero, se os pais decidem sem consulta, como se a coisa só tivesse vida dez ou doze semanas depois e os testículos ficassem isentos da responsabilidade imposta ao ventre, enquanto outros, nem sequer afins, jogam todas as vidas sem que elas, por qualquer ligação, lhes pertençam?...

A Vida nem começa nem acaba. Tem estádios. A Vida é vida desde o primeiro dia. Assim a borboleta é desde a larva, e a larva desde o ovo, e o ovo desde a matéria dos confins da Vida… Eu sou a criança e o girino, ou o pai era pai de coisa nenhuma e, na conversa, seria só autor de perdigotos.

Agora Deus… O Outro. A Energia que não tem culpa; que não tem nem igreja nem subterfúgio; que vive nos espaços abertos; não restringe audiências nem delega a palavra. Nem rei nem fautor do Universo, por ser Deus, Energia, o Universo mesmo.

O outro é o que inventou e condenou a cópula –de que isentou Maria, conspurcando as outras– e condenou o aborto; que precisou do Adão do Diabo e da Eva; que envenenou a maçã e a árvore, e que obriga ao baptismo, para redenção, os seres sem consciência nem voz para aceitar ou recusar as vontades… Esse Deus mitológico que, em Abraão, duvida de Si mesmo e que, impotente ou sado-filicida, permite, à Igreja, crucificar-lhe e agonizar-lhe o Filho, sofrido, de aluguer, pela mesma Maria e por José, e sem que nenhum dos três tivesse pecado, porque o pecado, por Outrem inventado, sobreviver-lhes-ia.

O Outro, é o Deus isento e verdadeiro; o Engenheiro que deixa, ao escorpião, a dignidade e o suicídio, quando a esperança é o cerco de fogo…


artista plástico

19/10/2006

ETIQUETAS-CHIP




Joaquim Jorge


Estas etiquetas-chip, em que a sua tecnologia baseia-se num sistema de informação por rádio frequência RFID ( Radio Frequency Identification ): Uma pequena antena colocada por exemplo no pacote de arroz do seu supermercado,envia informação a um ou mais leitores que podem seguir à distância o rasto dos artigos dentro do supermercado.
Esta nova tecnologia evita a leitura do código de barras e carrega directamente na conta dos clientes.
Porém esta tecnologia à saída do supermercado tem de ser desactivada pois além de seguir o rasto de arroz, segue o do comprador.
Estar em filas desesperantes é desagradável mas pior ainda é eu não ter privacidade que é dos últimos resquícios da minha liberdade individual.

18/10/2006

ELECRICIDADE



Joaquim Jorge



Estou farto de défices ,odeio a palavra “défice”. Aperto o cinto pelo redução do défice público por imposição da U.E. . Aliás acho que essa redução deveria ser de uma forma faseada e contida. Estamos a lidar com pessoas , espero que algum governante que leia este desabafo perceba o que estou a dizer.
Agora o aumento de electricidade é provocado pelo défice tarifário que é preciso recuperar ( 399 milhões, gerado em 2006).
A factura da electricidade das famílias portuguesas vai subir 15,7 por cento em 2007,voltando a ser o segmento de consumidores mais penalizado.
Esta gente que nos governa, já pensou como é que a maioria das famílias vai pagar a conta da luz? Aonde vão arranjar o dinheiro para pagar se não tem melhoria dos seus salários? Ah já sei vão fazer falcatruas e roubar luz ,viciando o quadro!
Por favor parem com este ataque desmesurado a quem menos tem e menos pode.Façam reformas mas mais lentas e constantes.
Este aumento só beneficia as empresas registadas na ERSE ( Iberdrola,Enel Viesgo,Endesa e Unión Fenosa ,EDP Corporate), permitindo a sua competitividade com a liberalização do mercado. Tirem a quem mais tem, e mais lucros tem ou pode vir a ter...

"PENSO-REFLECTOR" sobre EDUCAÇÃO

António Fernandes da Silva


Parabéns pelos excelentes resultados que, na minha opinião, foram conseguidos pelo colóquio “Penso - Reflector” de ontem, 2.ª Feira 16 de Outubro de 2006, sobre a complexa e motivadora área da educação.Apesar de muitos terem sido os assuntos aflorados, outros ficaram sem o ser, o que é perfeitamente compreensível e aceitável, tal é panóplia de assuntos.Na verdade, dentro dos primeiros, uns ficaram naturalmente com muitas incógnitas e outros até sem respostas, de onde não vem mal ao mundo dado o limite temporal a que estas iniciativas terão de estar sujeitas. Porém, deixaram bem visíveis a razão principal da existência deste evento:
- A reflexão sobre situações que a todos nos tocam, alunos / pais / professores / escola / organização escolar / conteúdos temáticos (das diversas disciplinas e de cada grau de ensino) / responsáveis sindicais, ministeriais e políticos eleitos com o voto expresso de um povo que pretende sair do marasmo em que se encontra, tendo como factor mais referenciado a incontornavel realidade que é a falta de meios financeiros.
- Na verdade, estou convicto que sem estes meios, a almejada paz e justiça social, o legítimo anseio de uma melhor e eficaz educação e, no fundo, o cabal e mais correcto planeamento de todas as áreas de um País, dificilmente (ou nunca) serão conseguidos, independentemente de quem conduz o destino de qualquer estado de direito !

No sector da educação e (insisto) a meu ver, existem vários factores que urge minimizar, a saber:
- A requalificação dos espaços educativos, apetrechando-os com condições de estadia para que os n/jovens e os seus educadores possam minimizar os efeitos diversos dos efeitos climatéricos nas diversas zonas geográficas do País; dotando-os de suficiente e eficaz material educativo (com mais insistência nos estabelecimentos de ensino do interior e das zonas mais desfavorecidas pela sua interioridade, pois é do conhecimento público que estas condições variam territorialmente – do litoral para o interior, dos grandes meios urbanos para os pequenos aglomerados, de Norte a Sul, do Continente para as Ilhas e, nestas, da Madeira para os Açores.
- Aprofundar o alertar das consciências para a responsabilidade que cabe
a cada um dos agentes envolvidos, nomeadamente, nos pais, pois são insubstituíveis na educação dos seus filhos, incutindo-lhes a necessidade e o dever de respeitarem os seus professores, os amigos do lado e, o respeito pela conservação de espaços, materiais manuais, etc., por eles utilizados.
- Para com os educadores, considero um erro crasso, por exemplo, o
acesso ao ensino de qualquer pessoa que, por ser possuidor de um grau académico superior e, por qualquer razão, não encontrar colocação profissional, possa ainda que legitimamente enveredar pela honrosa profissão que é ser professor. Isto porque entendo que é de capital importância a componente PEDAGÓGICA, que não é ministrada em muitos dos cursos superiores. A aceitação na profissão deveria, por tudo isto, ser antecedida dessa componente ainda que feita por sistema intensivo.
Poderei ser um iluminado em matemática, em línguas, etc. etc., no entanto, será que tenho a capacidade pedagógica para saber transmitir esses conhecimentos aos educandos ?
A culpa não pode ser imputada ao candidato a professor, porque precisa como qualquer humano, de subsistência honrada, no entanto, em consciência, a sua auto-estima, será inevitavelmente atingida. Os professores pretendem realização profissional. Apenas o poderão conseguir se obtiverem bons resultado e estes, traduzem-se pelo melhor aproveitamento conseguido por cada aluno. O professor tem de saber encontrar o melhor caminho para o conseguir. Não será através de uma avaliação não transversal que se poderão alcançar patamares desejáveis de consciencialização de estes agentes educativos.
Como em todas as actividades, também existem bons e maus profissionais. Estes últimos logicamente evidenciam medo de qualquer tipo de avaliação, aqueles aceitam uma verdadeira e correcta avaliação, desde que sejam tidos em conta todos os itens e dos vários agentes que gravitam à volta do ensino.
Não sou professor. Acompanhei no entanto, a carreira profissional de uma professora (por acaso e felizmente é minha esposa), ao longo de cerca de 35 anos de ensino no primeiro ciclo, sendo 26 destes exercidos numa pequena freguesia do Concelho da Trofa, outrora do Concelho de Santo Tirso e, por várias vezes foi objecto de inspecções (sem prévio aviso) tendo em todas elas recebido o reconhecimento do bom trabalho, vindo quer dos próprios inspectores, quer dos responsáveis educativos Concelhios quer da comunidade local (o mais gratificante). Foi esta vivência que tive que me levou a escrever tudo o que atrás foi dito. É o que me vai na alma e que reflecte o meu pensar neste domínio. Errado ? Não sei ! Se o estiver, perdoem-me !
Para terminar, uma palavra relativamente a alguns temas que não foram aflorados mas que gostaria de ver debatidos numa futura “Jornada Pensadora”:
- A necessária dinamização (na minha opinião em crescendo) do Ensino Técnico Profissional. É urgente o ressurgimento nas várias áreas profissionais destes técnicos. A sociedade está cada vez mais necessitada. É impensável que um bom mecânico, um bom carpinteiro, etc., etc., para o ser, tenha que frequentar e consolidar um curso superior.
- O Ensino Especial, que infelizmente é mais necessário a cada ano que passa, e que creio que estar a entrar em decadência, por estar a enveredar por um caminho pelo menos pouco lógico, uma vez que se está a assitir à desistência destes agentes nos ensinos secundários a fim de ingressarem no 1.º Ciclo, segundo me consta por falta de condições de funcionamento e de educação primária. Interrogo-me se não serão necessariamente diferentes os métodos incisivos de prestação dos cuidados educativos nas diversas etapas etárias de um ser humano carênciado destas ajudas específicas ? Certamente que sim, pois está provado cientificamente.
Teria sempre mais alguma coisa a dizer sobre este apaixonado tema mas já vou longo. Possivelmente foram escritas asneiras a mais. Mais uma vez, queiram aceitar o meu pedido de desculpas.
Haja confiança e espaços como este “CLUBE DOS PENSADORES”. As minhas sinceras felicitações ao Joaquim Jorge e a todos os fundadores e membros.

É esta a minha tentativa de contributo activo neste espaço social.

Bem hajam !


Membro dos Corpos Sociais daAssociação de Socorros Mútuos de S. Mamede de Infesta

17/10/2006

RESCALDO

Mais um debate com elevação, em que os convidados, Diogo Feio ,João Teixeira Lopes ( substituiu a Alda Macedo), Adriano Teixeira , Arminda Bragança, Rosa Rodrigues ( convidada da plateia) e Joaquim Jorge,estiveram muito bem e respeitaram escrupulosamente o tempo para falar, apesar de serem muitos.
A plateia participaram, professores, empresários, arquitectos , advogados, bancários, psicólogos, etc. Saliente-se a presença do antigo presidente da DREN e actual vereador na CMP , Lino Ferreira .
A realização deste debate,nada teve haver, com a greve dos professores. Reconhecendo , todavia o interesse acrescido pela coincidência ,pois estava agendado para esta data há 4 meses, como noticiou o Público. Porém não posso deixar de registar, a convocação de um outro debate organizado pelo PS Porto, para a mesma hora,21.30h, distando do hotel Egatur ( local dos debates do Clube dos Pensadores), perto de 1Km, em que esteve presente o líder da distrital actual e a presidente da DREN.Não questionando o direito de realizarem debates e de os fazerem como querem e muito bem entendem.Coincidência!
Moral da história se pretendiam esvaziar e o inêxito da nossa iniciativa saiu-lhes o tiro pela culatra.A sala estava completamente cheia,presença de jornais e da Invicta Tv.
Começo achar que os meus amigos têm razão, o Clube dos Pensadores,incomoda e está a tornar-se um fenómeno.O envolvimento da sociedade civil é uma mais valia.
Finalmente o debate foi muito bom e valeu pelo futuro do nosso país a intervenção de dois alunos ; Carlos Filipe ( antigo aluno do 12ºano) e Pedro Miguel ( aluno do 12ºano).Fale-se muito de Educação mas os alunos nunca são ouvidos nem achados.
Obrigado a todos por mais este êxito desta iniciativa que faz com que haja massa crítica e o envolvimento na preocupação em melhorar a Educação. Reconhecidamente...


Clube dos Pensadores

16/10/2006

LOGO à NOITE NÂO FALTE

Além de ter sido noticia durante este fim de semana, em rodapé na RTP,RTPN,SIC,TVI. Nos jornais nacionais: Público,OPJ.Nos jornais regionais: PrimeiraMão ,MaiaHoje,MatosinhosHoje e OGaiense.Rádios: Antena1 , RádioNova ,Rádio Lidador.

Foi também noticia no DiárioEconómico ,DiárioDigital e nos jornais online, do SPZN e FENPROF.

É hoje noticia no JN e Público.

Confirmada a presença da INVICTA TV hoje para o debate.

Não consigo encontrar palavras para expressar o meu contentamento.
Conto consigo,obrigado.

Joaquim Jorge

14/10/2006

TEMPO de CRISE


Joaquim Jorge


O Governo adoptou por publicitar nas páginas centrais dos jornais a proposta de alteração do Estatuto da Carreira Docente. Em tempo de crise , de contenção de despesas é um bom exemplo!Quanto custou esta publicidade paga pelo erário público? É uma tentativa de virar a opinião pública contra a classe mais vexada,vilipendiada e desautorizada em Portugal.Haja decoro.Será que os sindicatos ou os professores tem base económica para publicitar as suas propostas? Alguém me consultou como contribuinte, na forma como se gasta os dinheiros públicos?
Uma coisa eu sei tem que haver reforma no ensino como em todas as actividades,saúde,justiça,segurança social entre outras,mas não podem ser orientadas por politicas económicas. Estamos a lidar com seres humanos não com números.
Mais uma razão para estarmos presentes em massa no debate realizado na próxima segunda-feira,permitindo o esclarecimento de todos que lá se desloquem não dando o seu tempo como perdido e mal empregue.
A manipulação, propaganda e a cosmética assim como ocultar decisões estão-se a tornar algo inquietante.

13/10/2006

GOVERNO de SÓCRATES



por Joaquim Jorge
2006-10-13

Eu não aceito que sejam sempre os mesmos a pagar a factura. Se estamos assim tão mal, por que é que o nosso primeiro-ministro José Sócrates não reduz o seu salário?



Este Governo tem seguido uma política de corte nos gastos públicos sem precedentes. Não nos podemos esquecer que essa política é imposta pela União Europeia.
A despesa tem que diminuir, porém esta fobia do défice com prazos apertados faz com que as pessoas sejam vítimas dessas políticas sufocantes e castrantes. De repente, pelo que me tenho apercebido, o dogmatismo instalou-se e não há outro caminho. Eu penso que poder-se-ia seguir este aperto tão brusco e violento de uma feição mais suave e faseada no tempo, mas o calendário eleitoral mais uma vez é que prevalece e 2009 é já amanhã.
Eu não aceito que sejam sempre os mesmos a pagar a factura. Se estamos assim tão mal, por que é que o nosso primeiro-ministro José Sócrates não reduz o seu salário? Como fez e muito bem o novo chefe do governo japonês, Shinzo Abe (cortou em 30% o seu salário e em 10% os dos seus ministros). Isto é que era uma política de prática e de exemplo. Porque mandar os outros poupar e pedir sacrifícios, nem que seja em nome do Estado, tendo em conta o saneamento das contas públicas, é dócil, admissível, inteligível, evidente e digno, que serviria como modelo para os restantes funcionários públicos, sendo actualmente o primeiro funcionário público (o Presidente da República não tem acção governativa, está noutro patamar). Porém, não é isso que acontece e não vejo o Governo a mandar pessoal embora dos ministérios governamentais adstritos em Lisboa.
A gestão de rigor e o desperdício de recursos nas grandes empresas públicas, com redução do número de administradores e de benefícios (salários, prémios, carro e cartão de crédito) não se praticam. Deve começar-se por cima, numa cultura de exemplo, quem paga sempre com o devido respeito por essas profissões é o porteiro e a mulher da limpeza. Estou de acordo que é necessário encetar reformas em amplos sectores da nossa sociedade, manietada por vícios-avatares e que se opere uma verdadeira palingenesia. Porém, reformas profundas não é tirar regalias àqueles que menos têm, e apertar cada vez mais o cinto, aos que menos podem. É o que tem acontecido?! Estamos a falar de pessoas que têm compromissos, contas para pagar, filhos para educar, família para alimentar, projectos de vida feitos com muito denodo e dignidade. A resolução do défice público é uma questão que diz respeito a todos: governantes, funcionários do Estado, patrões, empregados, jovens, idosos e instituições. Só com o respeito, o reconhecimento e o apoio de toda a sociedade será possível cumprir tal desiderato. Mas o que eu vejo é uma sociedade suprimida e dissociada das medidas do Governo mormente todas as sondagens favoráveis. Os portugueses estarão acabrunhados e medrosos? Não gostam de democracia? Não têm cultura de liberdade? Pouco tempo de democracia? Não têm cultura de indignação?
Uma coisa eu sei, dentro em breve o problema que se põe à nossa sociedade é a clivagem entre empregados e desempregados. Os bancos e as grandes empresas apregoam aos quatro ventos que nunca tiveram tantos lucros. A classe média está a desaparecer lentamente. Os sinais de insatisfação começam a ser objecto de notícia em Guimarães e na Madeira. Não me venham com orquestrações e manipulações políticas, aquela gente é sofrida e prestou-se àquele papel terrível de dizer das injustiças praticadas. Em Portugal existem bolsas de fome a alastrar na nossa sociedade, mas não são conhecidas única e exclusivamente por vergonha das pessoas afectadas.
Que moral tem um político para exigir sacrifícios, se não a exercita e não a abona. A cidadania só tem a possibilidade de votar de quatro em quatro anos. Tendo em conta o estado das contas públicas que, segundo o Governo, desconhecia, deveria ser permitido aos portugueses ponderar vários caminhos a seguir na resolução deste problema, por exemplo, de uma forma drástica como está a ser feito, progressiva ou lenta.
A grandeza não está em procurarmos suprimir os conflitos e desacordos, mas sim na capacidade de lidar com eles, fazendo valer os poderes mediadores do diálogo e argumentação. Os eleitores estão cansados dos guardiões das virtudes, não acreditam em nada, nem em ninguém, votam sem ilusões e no mal menor, sendo a política septicémia.



artigo publicado no jornal Semanário

12/10/2006

DEBATE EXTRA, 2ª feira dia 16 de Outubro, pelas 21.30h

A recente manifestação dos professores e a contestação à politica do Ministério da Educação com a marcação de uma greve geral para 17 e 18 de Outubro. A importância da problemática Educação, que divide as pessoas na forma como deve ser encarada e a revisão do estatuto da carreira dos professores, que está a decorrer com os sindicatos.

São alguns dos factos que originaram o " Clube dos Pensadores" a realizar um debate no local habitual, Hotel Egatur, fora dos debates mensais, já agendados, sobre EDUCAÇÃO tendo como:


Convidados Especiais

Diogo Feio deputado do PP e antigo secretário de estado da Educação

Alda Macedo deputada do BE e responsável pela área da Educação


Painel Habitual

Joaquim Jorge biólogo e fundador do Clube


Como convidados específicos teremos dois destacados dirigentes, dos dois maiores sindicatos envolvidos directamente nas negociações com o Ministério:

Fenprof, Adriano Teixeira


FNE, Arminda Bragança


Este debate contará também com a presença de um representante de um conselho Executivo de uma Escola assim como de Pais (estará presente um Pai que interpôs, uma providência cautelar aquando dos exames de 12ºano), Professores e Alunos (que nunca são ouvidos nem achados).

Um dos lemas deste clube é falar com as pessoas e não para as pessoas. Tendo em conta o envolvimento da sociedade civil, participará neste debate como convidado da plateia Rosa Rodrigues, professora de História que vem fazer o seu depoimento sobre a sua experiência docente nas Escolas.

11/10/2006

3000



São aproximadamente as visitas feitas ao nosso blog. Claro que já foram ultrapassadas as 3000,porém os “ contributors” que são o Joaquim Jorge e o Luis Silva vão lá algumas vezes temos que descontar tal facto.Este blog tem pouquíssimo tempo de vida e começa a ser um hábito ser consultado e opinado.
Aproveito para vos dizer que as 2000 visitas, foram feitas no dia 27 de Setembro.o que se conclui que o ritmo alucinante de visitas assim como o interesse do que se escreve e diz é enorme. Entretanto os jornais, radio e televisão consultam assiduamente este blog. Apelo aos membros e amigos que continuem a escrever para existir pluralidade,diversidade e controvérsia.Obrigado


Clube dos Pensadores

Clube dos Pensadores organiza debate sobre educação dia 16



O Clube dos Pensadores organiza na próxima segunda-feira, dia 16, um debate extraordinário dedicado à «Educação».

O debate, agendado para a véspera da greve geral convocada pelos professores (a 17 e 18 de Outubro), contará com a participação do deputado do CDS/PP e antigo secretário de Estado da Educação Diogo Feio e da deputada do Bloco de Esquerda Alda Macedo.

O evento decorre no Hotel Egatur, na Maia, a partir das 21:30 horas.

O debate contará ainda com intervenções de Adriano Teixeira, da Fenprof, Arminda Bragançada, da FNE, e Joaquim Jorge, biólogo e fundador do clube.

Presentes estarão também um representante de um Conselho Executivo de uma escola, pais (inclundo um pai que interpôs uma providência cautelar aquando dos exames do 12ºano), professores e alunos.
10-10-2006 17:30:49

ACTUALIDADES « Clube dos Pensadores»




O clube vai realizar um debate fora dos debates mensais já agendados tendo em conta, a recente manifestação dos professores e a contestação à politica do Ministério da Educação com a marcação de uma greve geral para 17 e 18 de Outubro. A importância da problemática EDUCAÇÃO ,que divide as pessoas na forma como deve ser encarada e a revisão do estatuto da carreira dos professores que está a decorrer com os sindicatos.

DEBATE - EXTRA,no dia 16 de OUTUBRO,pelas 21.30h,no local habitual,Hotel Egatur, sobre EDUCAÇÃO com dois convidados especiais: Diogo Feyo deputado do PP e antigo secretário de estado da Educação e Alda Macedo deputada do BE e responsável pela área da Educação.

Painel habitual: Joaquim Jorge biólogo e fundador do Clube

Como convidados específicos teremos dois destacados dirigentes dos dois maiores sindicatos envolvidos directamente nas negociações com o Ministério :
Pela Fenprof, Adriano Teixeira e pela FNE, Arminda Bragança.

Contará com a presença de um representante de um conselho Executivo de uma Escola a designar assim como de Pais ( estará presente um Pai que interpôs, uma providência cautelar a quando dos exames de 12ºano),professores e alunos ( que nunca são ouvidos nem achados).

Um dos lemas deste clube é falar com as pessoas e não para as pessoas.Tendo em conta o envolvimento da sociedade civil continuámos a convidar para o painel um convidado da plateia Rosa Rodrigues , professora de História que vêm fazer o seu depoimento sobre a sua experiência docente nas Escolas.

Clube dos Pensadores realiza debate extraordinário sobre 'Educação'


Sociedade 2006-10-10 17:17

O Clube dos Pensadores anunciou hoje que vai realizar na próxima segunda-feira, 16 de Outubro, um debate extraordinário dedicado ao tema 'Educação' que contará com a presença de vários convidados.

Tiago Silva

Segundo um comunicado hoje emitido, o Clube adianta que o debate será realizado no Hotel Egatur, no Porto, no dia 16 de Outubro com início agendado para as 21h30.

“O clube vai realizar um debate fora dos debates mensais já agendados tendo em conta, a recente manifestação dos professores e a contestação à política do Ministério da Educação com a marcação de uma greve geral para os dias 17 e 18 de Outubro”, informa o comunicado.

O debate contará com a presença do deputado do PP e antigo secretário de Estado da Educação, Diogo Feyo, da deputada do BE e responsável pela área da Educação, Alda Macedo, e do fundador do Clube dos Pensadores, Joaquim Jorge.

Como convidados específicos, o debate contará com dois destacados dirigentes dos dois maiores sindicatos envolvidos directamente nas negociações com o Ministério: pela Fenprof, Adriano Teixeira e pela FNE, Arminda Bragança.

O documento adianta ainda que estarão igualmente presentes um representante de um conselho Executivo de uma escola a designar, assim como de pais, professores e alunos, e ainda uma convidada da plateia, a professora de História, Rosa Rodrigues.

O documento acrescenta ainda que no final do debate os convidados estarão à disposição dos jornalistas, nomeadamente os sindicalistas, tendo em conta a greve geral agendada para os dias 17 e 18 de Outubro.

10/10/2006

CATA-VENTO SOCIALISTA

intelligenti pauca ( para bom entendedor meia palavra basta )



JOAQUIM JORGE


O triste episódio passado na convenção autárquica realizada em Matosinhos em que esteve no epicentro Narciso Miranda, prova o porquê dos cidadãos estarem cada vez mais desinteressados da política partidária.Actos deste calibre levam, ao afastamento da vida partidária a quem não se quer sujeitar ao seguidismo, fidelidade acéfala ao chefe ,lambe-botismo e bajulamento. Os chefes partidários “actuais “ em Matosinhos e no Porto ,digo actuais, porque podem deixar de o ser basta que os seus militantes acordem e decidam de uma vez por todas dar um abanão e provocando um sobressalto, dando uma barrela geral .
Na vida de cada um de nós assim como na política, devemos transportar valores de cidadania elevados, ter memória e dar valor ao que foi feito e enaltecer os modos de proceder. A passagem do testemunho sem dor mantendo a CMM nas mãos do PS. Neste acto nobre e magnificente Narciso, marcou pontos que são inquestionáveis cedendo o lugar ao seu delfim de então Guilherme Pinto que se tornou presidente da Câmara e que tem procurado levar a sua tarefa a bom porto, sendo porém delicada.
Goste-se ou não de Narciso, além do respeito pelo seu passado, dando um contributo significativo nas mais diversas campanhas quer para a eleição dos presidentes da República socialistas ( Mário Soares e Jorge Sampaio) quer para a eleição dos vários primeiros-ministros socialistas ,desde Soares, passando por Guterres até ao nosso actual primeiro-ministro José Sócrates. Quem porventura queira ignorar tal facto não está a ser correcto e reconhecido - que é um dos males que enferma a nossa sociedade. A inveja e o ciúme doentio tolhe a mente das pessoas.
Dir-me-ão que quem venceu a concelhia de Matosinhos não foi Narciso Miranda assim como a distrital do Porto. Eu sei mas não lhes dá o direito de ostracizarem e vexarem uma figura ímpar conhecido como o “Senhor de Matosinhos” que querem arrumá-lo, muitos deles devendo-lhe a sua actual “posição”.
O homem que sempre foi do aparelho socialista é agora lançado como uma força centrífuga, excluído e considerado “persona non grata”, vá-se lá saber porquê? É o destino e Narciso tem que aprender com o que lhe fazem e deveria estar prevenido para esta estirpe camaleónica. O actual poder das concelhias e da distritais facilita situações indesejáveis. Esta é uma questão a que não podemos fechar os olhos. Usando uma metáfora que todos podem compreender. Mais importante do que andar atrás de ratos, é fechar as portas ao queijo. Uma coisa é o aparelhismo vencer dentro do PS outra é a batalha da opinião pública e aí Narciso em qualquer eleição dá capote. Ao que chega um militante que tanto deu e trabalhou em prol do partido e da sua terra, Matosinhos.
Mal vai um partido que não respeita o seu passado e que é dominado por uma nomenclatura que se julga dona das pessoas e dos seus militantes coagidos a fazerem o que os seus “chefes” congeminam nos bastidores a seu bel-prazer para as suas carreiras mandando às malvas o interesse partidário e concomitantemente o interesse dos cidadãos e eleitores.
O medo e a possível distribuição de lugares que ainda não forem preenchidos, apesar de agora só restarem migalhas porque o grosso modo já há muito tempo foi dado.
Infelizmente o respeito pelo pensamento diferenciado no Partido não é exequível. A elite dirigente, o pragmatismo radical indiferente a valores é o que caracteriza a vida partidária do PS no distrito do Porto. Esses chefes partidários entrincheirados e donos dos aparelhos lutarão até à morte ou para serem apeados exigirão preços degradantes. A coexistência com a diferença, leva a uma dinâmica do pluralismo, o respeito pela diversidade ( pontos de vista e opções),implica tolerância que é algo que não faz parte do léxico dos velhos elefantes do partido(alguns ainda novos),batidos em mil batalhas e convencidos que o Mundo é sempre igual. É necessário uma catarse.
Narciso respeitou as directrizes do partido, o partido tem que o respeitar. Só quem esteja disposto a perder merece ganhar. Continuem com atitudes pífias e depois não se queixem. Assim não vão a lado nenhum é impossível apagar da memória um trabalho de 30 anos e 2009 está já aí, isto é, intelligenti pauca.




artigo publicado no MatosinhosHoje em 4/10/2006

09/10/2006

LUFA - LUFA SEM SENTIDO

Se meditarmos um pouco dificilmente a qualidade de vida se fundamenta na rapidez e muito menos na urgência ou estar dependente de bens


JOAQUIM JORGE


O quotidiano, sempre a correr, vivendo sem ter tempo para pensar, submergidos pelo excesso de necessidades, tarefas e responsabilidades. Um desejo insaciável de posse, de poder, tal que degenera numa insanidade total, levando à frivolidade, deixando a vida de ter sentido devido à procura incessante demais e mais sem parar. A partir desta forma de viver que impede de distinguir o que é essencial e o acessório.
A ânsia de querer ter cada vez mais, pensar no próximo carro, na próxima casa, no próximo emprego (mais bem remunerado e melhor “posição”). Depois de conseguirem tal desiderato, passados uns tempos já não estão satisfeitos e querem cada vez mais e continuam a correr não sei para onde até encontrar a plena satisfação que não conseguem. A avidez não tem limites e as pessoas não descobrem sentido nas suas vidas. A escravatura da agenda, da pressa, do relógio, do urgente. Será que este estilo de vida vale a pena? Durante o dia não ter tempo para atender um amigo, não poder ler o jornal, ter tempo porventura para ir à casa de banho ou estar doente. No fundo ter algum tempo para a pessoa desfrutar como por exemplo, ter a possibilidade um ou dois dias por semana para praticar um actividade física preferida, ler, ir ao cinema, às compras, etc, isto é, fazer o que lhe apetece que pode passar por não fazer nada. Ouvindo relatos de amigos, para mim é estranho e mete-me muita confusão, temos que parar para pensar se valerá a pena termos tudo que temos. O preço que se paga é muito alto. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há cada vez mais gente deprimida devido a problemas laborais, à pressão a que se está sujeito e à angústia criada pela pressa e urgência na resolução dos problemas. Este é estilo de vida actual, adicionando às dívidas contraídas, leva as pessoas para ganharem mais uns euros, a sujeitarem-se a algo por vezes impensável. Depois quando caem com uma doença no hospital é que pensam que um dia podem morrer e que não são super-homens ou super-mulheres. Só assim temos a noção do indispensável e do anexo e procurámos dar sentido à nossa vida com amor, às pessoas que nos são próximas e por quem temos afectos e laços de amizade .
Se meditarmos um pouco dificilmente a qualidade de vida se fundamenta na rapidez e muito menos na urgência ou estar dependente de bens. Tem mais importância o que se faz e como se faz e a forma como se consegue tendo em conta o frenesim realizado. Na verdade o que deve ser mais importante são as relações humanas, estarmos bem connosco e desfrutarmos a vida podendo contemplar e parar para descobrirmos se valerá a pena o esforço da empreitada e das tarefas a realizar em tempo limitado ou senão será melhor reformular a nossa maneira de actuar e ficar a meio sem estipular prazos.
Muitas vezes os meus amigos perguntam-me:
— O que gostas de fazer? Eu respondo:
— Nada. O espanto é enorme!
— Concluo eu, por que precisamente começo a fazer o que gosto e me apetece.
Os amigos ficam a pensar e acabam depois de uns breves momentos de reflexão por me, dizer. Tens razão mas eu não tenho vida para tal, nem consigo fazê-lo.
Respondo eu:
— Não estejas tão dependente de possuíres bens e seres tão ambicioso. Por que não estipulas durante o dia sempre que possas algum tempo para ti.
Dalai Lama diz que o que mais o surpreende na humanidade “é os homens...porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido”.


artigo publicado no OPJ em 9/10/2006

Estereótipos


Marta Costa*

Os estereótipos são um fenómeno inevitável. Podem ser definidos como um conceito ou ideia investida de particular significado para um grupo de pessoas. Do meu ponto de vista, um estereótipo é uma caixa demasiado apertada onde se tentam encaixar as pessoas, transformando-as em menos ou mais do que aquilo que são.
Os estereótipos são “organismos vivos” sujeitos às leis da evolução cultural: nascem, crescem, alteram-se para se adaptarem aos tempos e morrem.

Um dos estereótipos que mais dificuldade tem tido em ser adaptado à nova realidade social é o estereótipo do que é ser feminista. Uma das crenças mais comuns é a de que as feministas são apenas mulheres. Felizmente, a multidão de feministas inclui homens e mulheres e engrossa a olhos vistos.

Outra crença muito comum é a de que as feministas são umas exageradas e fundamentalistas (como já foi ventilado num ou outro comentário do Clube). O comportamento que mais frequentemente visa exemplificar isto mesmo é a queima de soutiens em manifestações de rua. Pesquisas extensas que têm sido feitas demonstram que, em Portugal e nos EUA, nunca se queimou nenhum soutien. E se estar interessada/o em aumentar a qualidade de vida de mulheres e homens é um comportamento fundamentalista, então espero que hajam muitas/os feministas ferrenhas/os.

Acredita-se ainda que as feministas são mulheres frustradas e pouco femininas, que rejeitam a maquilhagem, as idas às compras. Certamente que, como em todos os locais, existem feministas que deram ou dão pouco importância à aparência física, tal como acontece entre as mulheres não feministas.

Por outro lado, acredita-se frequentemente que as feministas rejeitam a maternidade. O que o feminismo rejeita é a maternidade e a paternidade imposta e irresponsável.

Finalmente, acredita-se que o feminismo luta contra os homens. Ora, desde logo podemos dizer que não existe feminismo. Existem feminismos uma vez que, em função da evolução histórica, a procura da igualdade caracterizou-se e caracteriza-se por várias vagas. A 1ª caracterizou-se pela procura de uma identidade, do direito à educação, do direito de exercer certas profissões, do direito de votar e ser votada. A 2ª vaga procurou assegurar direitos jurídicos na esfera familiar, na maternidade, no trabalho, na nacionalidade, na legislação penal, no controlo da reprodução. A 3ª vaga pretende integrar a perspectiva de género em todas as políticas, do ambiente à segurança, passando pela economia e saúde, ou seja, demonstrar que a humanidade tem duas faces, a feminina e a masculina, que possuem construções sociais específicas e que as políticas têm que ter em causa essas diferenças. Procura ainda considerar que os direitos das mulheres sejam considerados direitos humanos assim como garantir uma efectiva partilha de poder, de paridade e a parceria em todas as esferas da vida. Assim sendo, facilmente se pode ver, o feminismo não é nem nunca foi contra os homens. É contra o sexismo.

É claro que, com toda esta carga negativa, muitas mulheres e homens evitam ser rotuladas/os de “feministas” porque consideram que este está associado ao passado e à vitimização, papel que não assenta à grande maioria das pessoas do sexo feminino. No entanto, mesmo as pessoas e sobretudo as mulheres que rejeitam a associação e o envolvimento nas questões da igualdade de género estão, na sua grande maioria, a construir igualdades, ocupando com à-vontade os espaços públicos e privados. E os homens, que têm aqui um papel fundamental, estão cada vez mais conscientes da sua importância neste processo e começam a perceber que as mulheres são tão péssimas ou excelentes como eles próprios (em todas as áreas) porque partilham a condição humana.

Parece-me assim que a sociedade portuguesa está preparada para começar a reflectir mais seriamente sobre as questões da igualdade de género. E as pessoas que ainda não estão preparadas certamente terão a primeira grande oportunidade para o fazer já em 2007. O próximo ano será considerado o "Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos/as – Para uma Sociedade Justa” (instituído pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia). A reflexão será certamente potenciada pela presidência Portuguesa no segundo semestre de 2007 uma vez que, como se sabe, quando um país tem a presidência tem que dar sinais claros e evidentes de mobilização e trabalho frutífero ao nível da igualdade. Assim, espera-se até ao final de 2007 novas iniciativas legais e discussão acesa acerca de direitos fundamentais. Sobretudo, espero discussões esclarecedoras, informadas e não baseadas no habitual senso comum. Afinal, a área da igualdade é uma área que exige estudo, como qualquer outra.


* psicóloga e membro do clube

08/10/2006

LUIS GOURGEL SILVA


Joaquim Jorge

Alguém que conheci numa campanha autárquica de triste memória pelo seu resultado,mas que me permitiu aperceber que é uma pessoa afável,tolerante,amiga, ambiciosa, criativa, aberta e consensual é pena não ser mais pontual e fazer as coisas com mais tempo,seria inacessível na realização de eventos mas é novo e ainda vai ser, tenho a certeza o melhor dos melhores.Eu sei que sou muito exigente, actualmente não tem rival mas temos que melhorar a nossa perfomance pessoal.
Gosto dele.Ponto final!Rapidamente percebeu a minha cabeça,o que eu penso,o que sou,o que pretendo e para onde vou.Reconheço que não é fácil mas é lisonjeiro.
Nesta caminhada conto com ele. Tendo já uns picos de popularidade assinalável com a sua presença nos “media” a quando da vinda de Manuel Alegre assim como um texto seu publicado no OPJ,PrimeiraMão e MaiaHoje.Convenhámos que não é pouco.
Continua porque já provaste que és capaz e as pessoas já te vêem com outros olhos mesmo que lhes custe.O nosso clube também serve para lançar cidadãos e dá-los a conhecer à opinião pública,porque o teu valor eu sei qual é,credível e com um potencial muito grande.Continua o Clube precisa de gente como tu e eu também.Grato.

Partidos levam à descredibilização do sistema político


Rui Santos*

A mutação interna nos partidos, efectuada de dentro para dentro, faz com que os cidadãos se afastem com grande descontentamento e estejam cada vez mais longe da vida política.

O Regime político português não está propriamente comprometido com o descrédito que a política tem vindo a sofrer ao longo dos tempos. Portugal vive numa Democracia que, para já, não corre perigo de ser ameaçada devido ao «medo» que existe por outros regimes. O sistema político, esse sim, corre sérios riscos de não sair inócuo da pouca preocupação que os agentes políticos têm vindo a conceder ao afastamento das pessoas pela política. O descrédito deve-se a diversos factores e englobam quase todos os agentes políticos.
Os partidos políticos são os que mais contribuem para o aumento do desinteresse das pessoas pela política. A sua auto-mutação, em que as mudanças de «caras» não traduzem propriamente uma alteração de ideias, faz com que a falta de confiança seja constante e, quer seja um ou outro partido a governar, as condições de vida não irão melhorar. Os «jogos políticos» pouco claros, que apenas transparecem a ideia que se luta pelo poder para se ter o poder, não contribuem para que os cidadãos se aproximem dos centros de decisão.
Praticamente todos os partidos políticos portugueses fecharam as portas e não procuram mecanismos para se aproximarem dos cidadãos, criando a ideia que só são precisos para os colocar no «cadeirão» e que depois não servem para mais nada. Mesmo dentro dos partidos os militantes sofrem se não integrarem a mesma «manada» e abanarem a cabeça quando os líderes falam. As pessoas sentem que não fazem parte da vida política e que a sua opinião só serve nos domingos em que há eleições.
O Parlamento português também sofre um decréscimo de popularidade, o que não abona nada a favor do sistema político. Logo no início está a escolha dos deputados, feita dentro dos partidos. Aqui, os cidadãos sentem-se afastados de uma escolha que, supostamente, os vai representar no Hemiciclo. Nas eleições legislativas, em vez de se pensar em eleger um Parlamento, discute-se nomes para o futuro primeiro-ministro. O Parlamento fica com poucos poderes e, em vez de fiscalizar o Governo, verifica-se exactamente o contrário. O facto do Parlamento se fechar, não deixando que os cidadãos conheçam o seu trabalho, aumenta a desconfiança.
A actual situação económica, nada favorável para um bom nível de vida, o afastamento de Bruxelas em relação aos cidadãos portugueses e os poucos poderes do Presidente da República vêm logo a seguir na hierarquia dos factores que levam ao descrédito da política. A realidade é que a abstenção tem tendência a aumentar e o desinteresse por tudo o que saia da Assembleia da República não parece que irá parar.

Caminhar para um regime político presidencialista não será a melhor solução para acabar com o desinteresse político. Os partidos terão que abrir as suas portas aos cidadãos e fazê-los sentir que fazem parte da vida activa. Caminhar para um sistema político assente numa Democracia Directa (talvez o sistema político mais perfeito) poderá ser a solução para diminuir o descrédito do Parlamento. Mas fazê-lo só por fazer é muito perigoso.
Para que uma Democracia Directa tenha sucesso é preciso apostar em algo que até hoje não se fez - na educação política. Aqui não basta divulgar as ideias políticas desde a antiguidade até hoje. É preciso também explicar a estratificação política, o papel de todos os agentes e, acima de tudo, explicar que as decisões políticas têm influência directa em praticamente todos os aspectos da vida. Seria interessante fazer um inquérito e perceber quantos portugueses sabem o que é um Orçamento de Estado.
Sem educação política os cidadãos continuarão a fugir dos centros de decisão. A política corre o risco de cair num descrédito total, e aí sim, todo e qualquer regime correrá perigo.

*jornalista e membro do Clube

05/10/2006

MUROS

5ªfeira - 23.21 -




Joaquim Jorge

Depois da queda do muro de Berlim provocada com as mudanças políticas no mundo comunista,parece que está na moda a construção de muros. O primeiro, foi o muro que Israel mandou construir para separar o país dos palestinianos, devido aos atentados bombistas. Agora foram os E.U. que aprovaram construir um muro de 1200km,na fronteira do México para evitar a imigração clandestina.Em Portugal, qualquer dia manda-se construir um muro, para os portugueses não poderem ir Espanha e ficarem contagiados com o seu nível de vida ,crescimento económico,qualidade de vida da 10ª potência Mundial. Aliás em Espanha é que começa a verdadeira Europa porque Portugal tenta, tenta, mas...

AMISH

5ªfeira- 21.39-



Joaquim Jorge

O que mais me impressionou no ataque às alunas numa escola da pequena comunidade amish de Bart Township,Nickel Mines,no estado americano da pensilvânia , que se está a tornar ciclicamente usual nos Estados Unidos.Foi a reacção da comunidade amish,alinhados em silêncio,mantendo uma cautelosa distância do aparato policial e dos bombeiros.
As mulheres,sentadas em cadeiras de madeira,escondiam a cara nas mãos,apoiando o peso nos cotovelos; os homens barbudos,chapéu de palha na mão e rostos caídos,mantinham-se firmemente de pé.Esta atitude calada perante a tragédia é uma imagem poderosa no desconsolo e incompreensão que transmitia,comovia sobremaneira pela contenção:não havia gritos nem gestos bruscos ou manifestações emocionais.Até na forma de sofrer são diferentes , dão um exemplo a outras comunidades que o silêncio por vezes é mais devastador e significativo que a algazarra e os gritos de ódio e revolta

ABOMINO

5ªfeira - 18.47 -



Joaquim Jorge

A hipocrisia, o fingimento, a falsidade, e o dizer amém aos chefes partidários para ter umas benesses e ficar mais bem colocado numa qualquer lista partidária, para daí advir aquilo a que eu chamo “migalhas”, mostra o lado negativo da mentalidade dos portugueses que extravasa para a vida partidária.
Ser sincero, honesto e frontal é entendido como ser inconveniente e cruel. Desde pequeninos que nos ensinam o seguinte: «não digas isto»,«tem cuidado que ele pode ficar chateado», «não fales senão ele pode prejudicar-te», « cala-te senão não vais a lado nenhum»,etc.
O dissenso, o contraditório, a discordância está fora de moda.O que está a dar é ficar calado mesmo não se concordando, dar umas palmadinhas nas costas e ao virar da esquina começar o repertório da maledicência.
Eu por mim, serei sempre fiel à minha maneira de ser, respeito as pessoas sem ser subserviente. Educação não implica submissão. As pessoas tem o meu apreço pela sua cultura, ética e intelectualmente, com exemplos de civismo e de cidadania, e não por as temer. O que tiver a dizer dir-lhe-ei “face to face”.
O mal do meu partido são, os factores microscópicos que não aparecem nos relatórios e nos inquéritos, mas que explicam em grande medida, enquanto atitude mental, o seu funcionamento, aponta a inveja, o ressentimento e o queixume como factores que obstruem a renovação. Estes factores estão aquém do amiguismo e do seguidismo, mas não menos importantes enquanto barreiras psicológicas. O poder psicótico da inveja, só pode vingar perante a condição frágil que constitui a condição geral dos militantes.
Ontem numa sessão organizada pela JS, para o qual fui convidado fazendo parte do painel com a Isabel Oneto, governadora civil, fiquei com a sensação que existem futuros quadros credíveis que podem motivar o eleitorado de uma forma sólida e consistente.
Miguel Primaz, José Miguel, Pedro Tadeu, Luis Silva,Nuno Linhares e um antigo jovem Avelino Oliveira, entre outros. Mostraram garra, pensamento, massa crítica e apontaram soluções.

MÃES QUE TENHAM FILHOS E FIQUEM EM CASA

5ªfeira - 14.15 -


Joaquim Jorge

Na Alemanha foi aprovada uma lei para os alemães que tenham mais filhos. Um dos pais se ficar em casa no primeiro ano de vida do seu filho receberá €454. Esta lei será válida para pais casados ou não. Sendo assegurado em 67% do salário auferido pelo progenitor que fique em casa. Esta medida inteligente e apelativa para ter filhos deve-se ao envelhecimento da população alemã.Portugal em 2050 terá uma população em percentagem total com 65 anos ou mais de 32% , é tempo de começar a pensar em medidas deste tipo apesar do défice que provoca constrangimentos de todo o tipo até mentais.

GRONELÂNDIA

5ªfeira- 13.50 -



Joaquim Jorge

Depois ter visto no cinema o documentário de Al Gore “ Verdade Inconveniente” fiquei muito preocupado com o futuro do nosso planeta,apesar de estar consciente e informado dos estudos irrefutáveis do aquecimento global.
O nível da água do mar está a começar a subir pelo degelo dos glaciares do Árctico. Se toda a massa gelada se fundir o nível do mar subirá 7.3m. A temperatura da terra é a maior dos últimos 12.000 anos,segundo um estudo da NASA. É necessário tomar medidas e consciencializar os habitantes da Terra para a mudança,senão o clima pode modificar-se irreversivelmente. Sinal disso é que os esquimós, começam a sacrificar os seus cães que tiravam dos trenós no Inverno, já não necessitam porque a temporada, é cada vez mais curta.No Natal passado começou a chover,é inaudito,por aquelas paragens.
As consequências serão imprevisíveis ,um dos meus sonhos era ter uma casa à beira do mar agora penso em comprar uma casa na montanha para fugir da subida da água. Homem prevenido vale por dois.

COLLOR de MELO

5ªfeira,13.20h


Joaquim Jorge

Depois do processo de “impeachment” provocado por denúncia de corrupção no Governo,Collor caiu. Domingo passado, ganhou as eleições provocando um “fenómeno regional” de Aragoas, voltou passados 14 anos e ficará no Senado. A troca de elogios entre Lula e Collor é sinal da utilidade no apoio do antigo presidente da república à reeleição de Lula da Silva , na segunda volta que se realiza a 29 de Outubro. Quem diria, em política tudo é possível um antigo presidente destituído por corrupção pode ser determinante na eleição de um presidente acossado por vários processos de corrupção ( mensalão, dossier ). Lula passou de amplamente vitorioso, contra o social democrata Geraldo Ackmin( PSDB), a possível derrotado. Vamos esperar.

04/10/2006

ARTIGO DE OPINIÃO



Hoje foi publicado no jornal MatosinhosHoje,um artigo de opinião, na pagina 4, sobre o meu combate ao aparelho , a tomada de consciência de um passado como tal e o dever de gratidão tão arredado dos políticos. Se não o conseguirem comprar tentem em www.matosinhoshoje.com - opinião. Obrigado.


Joaquim Jorge

INEXPLICÁVEL!!!



Isabel Cruz*

Não sou obcecada pelo “faz de conta”. Não faço da crítica um “modus vivendi” como se fora um cartaz, para me mostrar numa situação de primazia, seja de que maneira for ou a quem quer que seja. Mas em abono da verdade, tentarei lutar sempre, para que se eliminem situações que considero ilógicas, a menos que haja alguém que me explique, porquê isto ou aquilo, se passa desta ou daquela maneira.

O que muitas vezes observamos e como não somos devidamente elucidados, leva-nos a pensar que certas situações são consequência de um mau funcionamento da máquina burocrática que envolve os serviços oficiais e ou que a existência dos “padrinhos”, dos “senhores cunha” ou dos “senhores silva”, continua a privilegiar “alguns”…

Estou estupefacta com o que acabo de ver e que de certa forma vai afectar psicologicamente muitíssimo um amigo e excelente professor de Filosofia/Psicologia, que foi colocado no Porto, conforme listagem da 1ª Contratação Cíclica, de 11 de Setembro, quando pela lógica deveria ter sido colocado nesta área de residência.

Repito pela lógica, porque a 28 de Setembro, saia a listagem referente à 3ª Contratação Cíclica e para meu espanto e do meu amigo, há alguém colocado, com horário completo, na Esc. Alves Redol. Este professor, vai para o Porto, tendo residência aqui, a dez minutos de distância da escola… e será que a pessoa que para aqui veio colocada está nas mesmas circunstâncias?....

Há descoordenação? Há confusão? Ou haverá paternalismo? Ou apenas irregularidades, provenientes de erros informáticos? As perguntas (sem resposta) são muitas…

Será que alguém já se deu ao trabalho de pensar um pouco, que a deslocalização de professores contratados, com toda a enormidade de instabilidades que isso promove, pode proporcionar uma má transmissão de conhecimentos aos alunos? Já foi proposto, alguma vez, fazerem-se testes psicológicos a professores privados do seu “in group”, para se avaliar o seu grau de produtividade? Já se estudou a instabilidade que causa, a qualquer ser humano, o facto de ser posto aqui agora e além depois, como se se tratasse de um “bibelot”? Os professores neste caso os contratados), são coisas ou pessoas?

Há que reflectir e tentar encontrar novas formas, mas límpidas, quando se está a proceder à colocação de professores. Ser professor, é ter uma nobre profissão, não é apenas receber uma remuneração ao fim de cada mês…

professora de inglês e membro do clube (apesar de estar longe )