18/06/2018

Opinião de Joaquim Jorge ao Noticias ao Minuto

Gaia: ribeira












No meu trajecto habitual sobre o passadiço em Gaia, deparei com algo insólito! Os serviços da câmara procederam à limpeza da praia e alisamento da areia, com máquinas. 


Até aí tudo bem, porém num laivo de excesso de zelo e ignorância mudaram o curso da ribeira. A ribeira tem o seu leito até ao mar, virando à esquerda, de forma gradual e natural vai alterando o seu percurso sem nunca ficar sem água e tendo inclusive peixes e a visita de patos. Deste modo, alterou-se a ecologia e o seu ambiente natural com o enquadramento da diversidade animal. 
Na ribeira  o seu percurso de água,  indo a  direito ( pela intervenção humana) ficou com pouca água e aspecto desolador. 
Em vez de se interferir com a natureza, mudando o curso da ribeira, deveriam tirar os pneus que estão na água e uma limpeza da ribeira que seria o necessário. 

Por onde anda o vereador do Ambiente? A CM Gaia tem conhecimento disto?

JJ

Gaia: passadiço
















Lamento ter que escrever, de novo, sobre os passadiço na orla marítima de Gaia. Caminho e corro assiduamente entre o Bar do Alex e o Senhor da Pedra, há imenso tempo que o passadiço, em várias zonas do percurso, tem areia que não é removida e me obriga a mudar de trajecto. Eu como cidadão residente em Gaia , prefiro ter infra-estruturas decentes, que se possam usufruir do que festas e festinhas . Sou a favor de ter qualidade de vida o ano inteiro do que outro tipo de coisas. Por outro lado, quando se noticia com pompa e circunstância que Gaia tem todas as praias com Bandeira Azul, mas não para se poder circular no passadiço. Ter Bandeira Azul exige determinados requisitos , um deles, é o acesso à praia e poder-se circular.

JJ


15/06/2018

O “é fartar, vilanagem” da incompetência!




António Fernandes 
A incompetência é, nos dias de hoje, o rosto dos vários tecidos sócio económicos e de gestão pública mas também, privada.
É óbvio que, a máxima de que, “é a exceção que justifica a regra”, se aplica obrigatoriamente.
Temos assim, uma preocupação acrescida naquilo que toca ao presente mas também ao futuro e que deve ser posta a nu para que seja matéria de análise social de forma a serem encontradas as soluções exigíveis nos diversos domínios em que é notória raiando o escândalo pela sua evidência.
Há os de ontem e há os de hoje.
Os de ontem progrediram na carreira só porque se mantiveram durante anos a fio a fazer o mesmo. E por isso foram premiados ascendendo automaticamente a categoria superior, mesmo continuando a fazer o mesmo, mas auferindo salário correspondente à nova categoria.
Conclui-se por isso que a progressão na carreira é virtual uma vez que aquilo que houve foi um aumento salarial acima do aumento normal correspondente à indexação da inflação. No que toca ao exercício não há qualquer alteração.
O nível de responsabilidade e de responsabilização continua a ser o anterior.
Temos por esta via, um conjunto de profissionais a progredir na sua carreira, não porque se tenham destacado dos outros por motivo extraordinário, mas somente porque o contrato de trabalho o determina. Não porque tenham dado mostra de competência técnica ou  outra, mas tão só porque se limitaram a “cumprir calendário”, como soe dizer-se, e assim ostentam categoria profissional não condicente com o efetivo exercício de grau superior na escala das responsabilidades e de responsabilização para com a sociedade em geral.
Outros há que, frequentando cursos de formação profissional duvidosa, medidos em horas de formação que se presume intensiva, ostentam “capacitação” que, não é a mesma coisa relativa a competência ou capacidade e, assim, apresentam currículo para formulário de requisitos meramente burocráticos.
Sendo que, efetivamente, não possuem as capacidades relatadas por manifesta inexperiência para o efeito devido.
Depois, temos um vasto leque de especializações em diversos domínios efetuadas em ambiente ficcional. O que é completamente surreal porque quando confrontado com o exercício profissional efetivo nada resulta e tudo começa do inicio, incluindo a aprendizagem, ou então: “a porta da rua é a serventia da casa”, no setor privado, coisa que não acontece no setor público.
Depois, temos os de hoje.
Vulgarmente designados por “jotas” que, a meu ver, não são só as juventudes partidárias mas também todas as outras juventudes com laços familiares em Instituições de relevo e de influência.
No que toca a algumas jotas: as ligadas a claques; partidos políticos; organizações associativas com influência; entre outras; assiste razão aos que acusam publicamente de serem autênticas escolas de crime. Porque é aí que se dão os primeiros passos na aprendizagem de como se “assalta” o controlo de uma qualquer organização. Seja partido político, sindicato de classe, associação comunitária, clube de futebol, ou outra, em que os meios utilizados justificam os fins que visam para os envolvidos.
As jotas são, a continuidade da organização a que pertencem levando para as suas cúpulas todo o saber acumulado daquilo que não se deve fazer numa qualquer associação.
Por essa via, o acesso a cargo, publico e privado. Burocrático, operacional até, diretor geral (atuais CEO), são distribuídos entre si ficando os restantes exercícios profissionais para a população juvenil restante numa sociedade em sue, ter mais de 35 anos é um “atestado” de menoridade capacitante laboral e a aprendizagem foi substituída por uma licenciatura vazia de conteúdo social envolvente.
Neste contexto de autêntico lamaçal intelectual é de difícil progressão a competência por não se prestar a tal “fartar de vilanagem“, dando lugar a que seja a incompetência a progredir fazendo carreira e a ocupar a maioria dos lugares de destaque. Publico mas também privado.

Clube dos Pensadores: noticia no Jornal de Matosinhos




Clube dos Pensadores: noticia no MaiaHoje


13/06/2018

Opinião de Joaquim Jorge no Jornal I

Os professores são sempre causa de controvérsia que se torna tétrica. Os portugueses querem um ensino público de qualidade, mas não o querem pagar para os seus filhos terem uma educação decente.
Neste diferendo da contagem do tempo de serviço, o que se ouve dizer pelos comentadores de serviço é que os professores ganham muito e não se pode pagar. Os portugueses são muito invejosos e ciumentos, acham que os professores são uns privilegiados. O professor para atingir o topo da...
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Os professores são sempre causa de controvérsia que se torna tétrica. Os portugueses querem um ensino público de qualidade, mas não o querem pagar para os seus filhos terem uma educação decente. 

Video: Clube dos Pensadores com Fernando Nobre




Clube dos Pensadores destaque na 1.ª página do Jornal É Noticia

12/06/2018

Estranha saga grevista




António Fernandes 
Confesso a minha perplexidade perante o movimento organizado de pressão sobre o Governo num momento tão crucial para todo o segmento social que vive da venda da sua força de trabalho.
Curiosamente o movimento sindical representativo desse segmento social esteve demasiado silencioso quando o País era governado pela direita mais retrógrada de que há memória desde a revolução de Abril.
Não deixa de ser curioso também que, a variável do segmento social citado a exercer a sua atividade no setor privado, nunca se manifeste. Salvo, quando mobilizada pela entidade patronal, como aconteceu com o ensino privado aquando da iniciativa do Governo na defesa do ensino público.
Registo também que, em nenhuma PPP ou outro modelo empresarial misto houve qualquer movimento grevista salvo, na saúde, conhecidos que são os motivos nuns casos e as razões noutros casos.
A greve é um direito constitucional mas de superior direito consagrado na Carta Internacional dos Direitos Humanos.
Simplesmente, a greve, é sempre o último recurso por influir diretamente nos direitos democráticos de todos os outros cidadãos independentemente da sua condição: serem ativos ou inativos no mercado de trabalho conhecido que é o seu peso na relação interativa social.
Ao influir nos direitos, liberdades e garantias dos demais cidadãos, a greve assume responsabilidade social generalizada, dependendo do setor em que se realiza e do seu impacto social, que se aplica como último recurso, esgotados todos os outros conducentes ao entendimento entre as partes.
Anotem-se a precariedade laboral nos serviços e na indústria; o fecho em cadeia de agências bancárias por todo o País e em todas as redes de bancos; as privatizações sucessivas; o espoliar ao setor público em benefício de interesses privados daquilo que são os pilares da economia nacional como o é a energia; a exploração das redes viárias; de comunicações; fluxos financeiros; e demais eixos de suporte da independência que um Estado deve ter para garantir a estabilidade política e social necessários para que possa cumprir com as suas responsabilidades para com os seus cidadãos. E que não são poucas nem se resolvem com acordos com parceiros que visam o lucro como resultado da exploração em que os cidadãos são as mercadorias transacionáveis.
Ao setor financeiro interessa a instabilidade social no aparelho do Estado sempre que a esquerda governa e o silêncio sempre que a direita governe mas,  não lhe interessa que haja um efeito dominó e por isso o acautela e previne através de coação e outras formas de represália que tem mostrado serem completamente eficazes.
Neste contexto é estranho que as organizações sindicais não denunciem as barbaridades existentes em todos os domínios para se escudarem em meras questões de reivindicação monetária.
Os sindicatos de hoje não podem escamotear as realidades laborais em que se inserem cingindo-as unicamente a negociação salarial porque os problemas dos seus associados são de teor bem mais relevante e nobre sendo que, a componente salarial sendo um fator de importância vital na justa medida em que é à sua volta que a qualidade de vida é determinada, não deve ser a sua única razão existencial.
Os sindicatos têm responsabilidades na organização da sociedade de que são um parceiro importante em todas as áreas de influência do interesse público.
Curiosamente não é visível a sua movimentação nesses domínios e devia ser.
Por isso a minha perplexidade a juntar à perplexidade da sociedade em geral perante o fenómeno grevista atual que podendo acrescentar mais alguns euros nos bolsos de alguns, não resolve os graves problemas sociais que nos afetam a todos.

Jornal É Noticia



JORNALENOTICIA.COM
O Clube dos Pensadores recebeu Fernando Nobre, antes das férias de Verão. Foi um Fernando Nobre amargurado com o que passou na sua curta passagem pela política ...

Debate em imagens com Fernando Nobre 2


fotos: Vítor Alves 

























11/06/2018

Noticias ao Minuto

Melhorar Matosinhos




A Igreja a fazer campanha pelo poder, como nos velhos tempos.

E a Autarquia? Bem...desde que na solene missa do Senhor de Matosinhos não falte o eloquente e exagerado discurso de agradecimento à Senhora Presidente...tudo fica bem.

Mas aproveitar esse momento de grande concentração de fiéis para alertar para esta e outras situações idênticas...não foi possível para não roubar protagonismo a quem pode favorecer.

A Igreja em vez de se preocupar com pessoas inválidas como mostra a imagem , sem recursos económicos para ter uma casa digna, tenta dar elogios bacocos para ficar bem vista perante o poder. O dever da Igreja é ser pelos mais fracos, chamar à atenção do poder, por esta, e outras situações. A Igreja , em vez de olhar para os mais pobres e necessitados, faz algo inqualificável no aspecto ético e moral - em plena homilia faz politica e exalta a CM Matosinhos. 

Lamentável senhores membros da Igreja!

MJ

Opinião de Joaquim Jorge no Noticias ao Minuto


PROFESSORES : profissão mal-amada.
Porque é que qualquer pessoa dá palpites sobre a escola, o ensino público, sem saber do que fala? Quem deve primeiramente falar de uma escola são os professores, depois os alunos (que nunca se pede a opinião), a seguir, os pais dos alunos, e no fim, o Ministério da Educação.
GostoMostrar mais reações

JN




Rádio Nova




A passar nos noticiários noticia do debate de hoje à noite. Um pequeno excerto de um conversa com Joaquim Jorge.

09/06/2018

08/06/2018

Melhorar Matosinhos








Rua Brito Capelo...o Eldorado de outros tempos está irreconhecível. Casas que outrora foram uma referência comercial, entaipadas...quase tudo ao abandono.
Mas o pior é o estado deplorável das lages dos passeios...uma autêntica ratoeira para quem passa.

Que lindo cartão de visita para os turistas que chegam ao Terminal de Cruzeiros ali tão perto!!!

MJ















Braga tem memória: O Nosso Café!




António Fernandes 
O Nosso Café foi fundado, diziam, em protesto contra o aumento do café servido em chávena, por um conjunto de cidadãos Bracarenses que se associaram naquela que foi, no tempo, a maior sociedade comercial existente.

Nessa sociedade pontuaram ilustres personalidades das forças vivas da cidade que, na clandestinidade, lutavam contra o regime totalitário instalado no País e a sua extensão tentacular local, criando assim, também, um espaço de discussão e tertúlia intelectual que com alguma regularidade era “visitado” pela PIDE/DGS. Oficialmente e de forma dissimulada.

Teria eu os meus dezasseis anos quando comecei a frequentar “O Nosso Café”.
Morava na vizinha freguesia de Gualtar e, porque os transportes públicos no tempo eram escassos, era n'O Nosso Café que passava todo o tempo livre de que dispunha.
Limitação que afetava toda a população juvenil e de outras faixas etárias e que por isso procuravam os estabelecimentos de hotelaria, os cafés, para passarem o seu tempo disponível. Até porque, as freguesias não dispunham de espaços com a mesma função e tinham outras dinâmicas de vida.

O Nosso Café era, e ainda hoje é, um dos edifícios mais bonitos da cidade mesmo não sendo uma obra de arquitetura convencional. Foi construído num tempo arquitetónico de transição entre o uso do granito e o da argamassa (cimento) não só na sua construção mas também, nas suas fachadas. Daí, a sua fachada e colunas assim como a varanda exterior.

No seu interior pontuavam:
• A Diana: uma escultura de mulher nua com um arco numa mão e a outra mão puxando a corda do citado em posição de atirar uma flecha. Era um autêntico desafio “erótico” aos jovens que despontavam para a fase da puberdade e que olhavam deslumbrados aquele escultural corpo de mulher nua. Estátua que terá provocado algumas acaloradas polémicas numa cidade profundamente religiosa.
• As escadas de acesso ao piso superior que ostentavam a traça de opulência da “Bell Époque” com uma elegância fina para a época.

A sua clientela “transpirava”:
• A multiculturalidade e a interculturalidade social; • O perfil de cliente, o que usava as suas instalações, era multifacetado, desde: a diversidade profissional; multinacional; estrato social diferenciado; formação escolar e académica, entre outros;

A sua função social e cívica enquanto estabelecimento de hotelaria de referência:
• Era o ponto de encontro local sempre que alguém de uma outra localidade qualquer se deslocava a Braga para tratar de assunto pessoal, empresarial ou outro. 
• Mas era, sobretudo, a sala de encontro e de espera de todas as pessoas: amigos; namorados; casais; convívio; estudo; passatempo; reunião: e demais motivos.
• Ponto de encontro privilegiado de intelectuais; sindicalistas; empresários; artistas de todas as áreas; estudantes; trabalhadores; e outros.
• De discussão política antes e depois da Revolução de Abril de 1974 entre todas as correntes do pensamento desde a extrema esquerda à extrema direita.

Notas finais:
• Foi n'O Nosso Café que descobri a minha irreverencia e inconformismo perante um modelo social e político viciado e podre que ainda hoje teima em manter marcas profundas no tecido social.
• Foi n'O Nosso Café que pela primeira vez fui confrontado com a luta das mulheres pela igualdade de género num tempo em que, pela primeira vez, a PSP - Policia de Segurança Publica, abriu concurso para agentes do sexo feminino. Uma das colegas de O Nosso Café concorreu e, foi admitida.

Uma marca indelével de O Nosso Café:
• O Sebastião, já corcovado e de bandeja na mão. Um personagem da cidade por excelência que merecia um perpetuar dessa memória coletiva que foi O Nosso Café.