24/05/2018

Selecção JJ - The Look Of Love - Dusty Springfield, Casino Royale (HQ)




Opinião de Joaquim Jorge no Jornal É Noticia




O estilo Trump, em vez, de chegar à política portuguesa, chegou ao futebol português via Bruno Trump Carvalho.
Sempre achei que o futebol ocupa espaço mediático excessivo. Um jogo dura 1h30, mas o que se fala desse jogo via programas de televisão é mais de 4h. Surreal!

Alguns presidentes dos clubes têm um poder comparável a um Primeiro-Ministro ou Presidente da República.

O futebol é o ópio do povo, mas por se gostar deste desporto tão belo não pode tolher a mente dos portugueses.

O Far West está instalado no Sporting, sem governo, à toa, sem rumo, a deus dará. É um drama e uma tragédia.

O Sporting, ao longo do campeonato, ainda houve momentos para desfrutar, rir e ter esperança. Todavia nos momentos das grandes decisões o Sporting falhou em toda a linha - perdeu tudo.

É lamentável, o que se passa e já deveria ter havido uma intervenção há muito tempo do secretário de Estado do Desporto João Paulo Rebelo, assim como, do presidente da Liga de Clubes e do presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

O Sporting precisa de ir ao psiquiatra vive um momento de loucura.

Os adeptos do Sporting, são os que menos culpa têm de tudo isto. A massa associativa do Sporting é a melhor de todas, estão fartos de perder e sofrer, aguentam estoicamente sem deixar de apoiar o clube. Todavia não se podem queixar porque foram eles que votaram massivamente neste presidente.

Que tipo de democracia é esta numa eleição de um presidente de um clube em que um sócio vale 50 votos, outro 30 votos e por aí adiante!?

Eu penso que numa democracia a regra é: uma pessoa, um voto.

O Sporting vive uma tragédia com um desfecho terrível e nada se pode fazer além de acompanhar tudo até o final. O Sporting vai-se ver à nora para se libertar de Bruno Trump Carvalho. A próxima Assembleia-Geral será um momento histriónico.

O mal de muitos dirigentes de futebol é que se julgam de tal maneira superiores que pensam que lhes passa tudo por baixo. Há um deslumbramento no poder e com o poder.

Usam grandes etiquetas, enormes palavras e usam muito o dedo polegar. Nunca são responsáveis e arranjam rapidamente culpados

publicado no Jornal É Noticia

23/05/2018

O P.S. em Congresso Nacional entre “geringonças”: a do Governo e a interna!





António Fernandes 
Afinal, aquilo a que alguns chamam de "geringonça", por à luz da sua reduzida visão política ser algo de desarticulado; mal construído; disfuncional e até de uma linha de orientação política e estratégica que levaria o partido ao descalabro, tem funcionado na perfeição do rigor, seriedade e bom senso, a bem do equilíbrio financeiro e económico do País e tem reduzido drasticamente o regime de austeridade imposto pela ultra direita de Passos Coelho quando estava no poder.
A dita "geringonça", tem mostrado à estupidez instalada que a inteligência dos Homens de bem assenta no respeito pelas diferenças e na sua capacidade em gerir com honestidade intelectual essas mesmas diferenças para delas demarcar aquilo que une a vontade política em resolver as assimetrias sociais existentes e os focos de urgência social. Assim como o equilíbrio financeiro dos factores da relação externa sejam das transações correntes ou de compromissos transitados.
A dita "geringonça" não só devolveu ao cidadão comum a esperança mas também a confiança de que há na classe política homens e mulheres sérios, que com eles, cidadãos, se comprometeram em ato eleitoral com soluções para as dificuldades com que estavam confrontados, e que tem vindo a cumprir, uma a uma, todas as promessas feitas.
A dita "geringonça", tem uma maioria parlamentar, um  Governo e indicadores claros de alargamento do leque da sua base social de apoio que lhe augura futuro promissor. Este último indicador tem, inclusivamente, sido o barómetro de balizamento dos comportamentos do Sr. Presidente da Republica, no domínio da política interna, e dos recuos sistemáticos por parte da U.E. para com as metas Orçamentais e a sua exequibilidade, no domínio da política externa.
A dita "geringonça" tem, contrariamente ao preconizado pelos arautos da desgraça, dentro do partido, imposto o atual e futuro Secretario-Geral do P.S. e Primeiro Ministro de Portugal para a atual Legislatura, como uma figura política do Estado com capacidade extraordinária relevante e de referência internacional.
Estas evidências não só questionam todos aqueles que desistiram no início do processo de construção de uma alternativa política eficaz que defendesse os interesses Nacionais, perante o descalabro corrente de todo o setor financeiro, económico e social que o País enfrentava, como desmonta todas as teorias e manhas de uma outra geringonça interna que se perfilava para destruir o partido em proveito próprio acantonada na defesa de um modelo de organização social e política assente no indivíduo em detrimento do coletivo e da organização partidária ou de cidadãos.
Não satisfeitos com as evidência com que são confrontados, a geringonça interna, teima em tentar o golpe ao apresentar ao próximo Congresso Nacional  uma moção que claramente defendes princípios articulados e que diz querer, antes; "resgatar a democracia" e agora; “Reinventar Portugal “!
Porquê?
- Porque visa a ruptura dos princípios ideológicos e de organização que todos aceitamos ao aderir ao partido.
Pretender romper por dentro esse cordão umbilical é pretender cortar, através de um golpe interno, o vínculo da identidade de um Partido político comprometido com o Socialismo Democrático, para o transformar e submeter a interesses obscuros não identificados, ideologicamente vinculado, em que os candidatos a qualquer cargo só vingam se tiverem apoios financeiros de monta.
Ou seja; de indivíduos que, se submissos, se eternizarão no poder a que se seguirão dinastias "familiares". E que passarão a servir os seus amos que não serão, com certeza, o cidadão eleitor.
Conclui-se por isso que a dita "geringonça" é bem mais benéfica para o partido do que a geringonça interna que semeia ventos e todos esperamos que colha tempestades!
Acredito que o P.S., mais uma vez, sairá deste seu Congresso Nacional, duplamente reforçado em todas as suas vertentes. Porque o P.S., sendo um partido plural, é nessa pluralidade que constrói com lucidez suficiente, a eficácia de uma estratégia política progressista e de esquerda!
Com futuro e para o futuro!

22/05/2018

Debate dia 11 e Jantar de Amigos do Clube





Dia 11 há debate, aproveitamos para fazer o jantar privado com o convidado com o jantar de Amigos do Clube . Quem desejar estar presente é só dizer. é um bom momento de convívio e amizade. Obrigado.


Inscritos

1-Convidado de Honra
2-Carlina da Graça Pereira
3-Joaquim Jorge

4-Vitor Vieira
5-João Vieira
6-José Sampaio
7-Fátima Freitas
8-Maria Jacinta
9-Abel Guedes
10-Mário Jaime
11-Filipe Melo
12-Isabel Lima
13- Rosa Meira
14- Maria João 
15- Jorge Castro
16 - Júlia Nestor
17- Emídio Pereira 
18 - Dino Almeida


Noticias ao Minuto

Público





JN



Correio da Manhã




21/05/2018

Opinião de Joaquim Jorge ao Noticias ao Minuto

COMUNICADO: imprensa




Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, foi alvo de queixa-crime pelo 
presidente da CM Gaia - processo não chegou a ir a julgamento.


O Presidente da CM Gaia considerou que algumas afirmações e comentários que fiz acerca da sua actuação e da CM Gaia constituíam dois crimes de publicidade e calúnia agravada e dois crimes de ofensa a organismo, ou pessoa colectiva.
O Ministério Público abriu inquérito e entendeu que eu tinha cometido esses crimes e deduziu a acusação.
Eu não concordei e com os meus advogados exerci o meu direito de requerer a abertura da instrução, cuja finalidade é um juiz poder analisar os meus argumentos, bem como aquilo que o MP defende na acusação e decidir se o processo deve ou não ser submetido a um julgamento.
O tribunal de instrução criminal do Porto foi sensível à minha defesa e concordou que não tinha praticado os crimes que me imputaram, tendo decidido que o processo não deveria continuar tendo proferido despacho de não pronúncia.
O MP e o presidente da Câmara não concordaram com esta decisão instrutória e recorreram para o Tribunal da Relação do Porto.
Em conformidade, com os meus advogados, voltei a manter o que já tinha dito em termos de defesa, e o Tribunal da Relação do Porto, entendeu, igualmente, que o processo não deveria ser levado a julgamento, uma vez que também achou que aquilo que disse não era ofensivo e cabia dentro da esfera da liberdade de expressão.
A liberdade de expressão é um valor inalienável da democracia. Este epílogo é uma boa noticia para quem perfilha a verdadeira liberdade de expressão.
Informei, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa do desfecho deste acontecimento, como garante do cumprimento da Constituição Portuguesa –o direito à liberdade de expressão- .
Artigo 37.º
Liberdade de expressão e informação
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infrações cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respetivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos termos da lei.
4. A todas as pessoas, singulares ou coletivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de retificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.

Um agradecimento à Paula Teixeira da Cruz, ex-Ministra da Justiça que se prontificou a ser minha testemunha, assim como Paulo Morais, ex-candidato a Presidente da República e das cidadãs Cláudia Bernardo e Alcina Silva.
Lamento que tenha sido gasto dinheiro dos contribuintes em todo este processo, poderia ser utilizado em algo mais importante e necessário.
Os autarcas beneficiam de apoio nos processos judiciais que tenham como causa o exercício das respectivas funções.
Por fim, estranho que toda a oposição em Gaia, desde o CDS, PSD, PCP e BE, não tivessem tomado uma posição em defesa da liberdade de expressão em todo este processo.

Joaquim Jorge
Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores




Processo em retrospectiva:

Enquanto cidadão e fundador do Clube dos Pensadores, fui convocado para comparecer no dia 21 de Junho de 2016, no Tribunal de Gaia, na qualidade de denunciado.
Fui alvo de uma denúncia crime por alegada difamação, apresentada pelo presidente da CM VN Gaia, em virtude de um texto postado no blogue do Clube dos Pensadores no dia 2/09/2015 ( http://clubedospensadores.blogspot.pt/2015/09/joaquim-jorge-perseguido-por-expressar.html ),outro no meu FB pessoal. (https://www.facebook.com/joaquim.jorge.CdP/posts/10207612857620115), e outro ainda, postado no blogue clube dos Pensadores, no dia 4/11/2015 http://clubedospensadores.blogspot.pt/2015/11/liberdade-de-expressao-em-gaia.html.
Os factos aí referidos foram-me transmitidos por uma pessoa que, até prova em contrário, reputo de idónea, credível e merecedora da minha confiança.
O que me foi transmitido feriu a minha dignidade pessoal e profissional e, foi nessas circunstâncias, de boa-fé e crente na veracidade daquilo que me tinha sido transmitido que tomei a resolução de escrever os textos em causa.
Fi-lo, em defesa da minha honra, bem como, no exercício de um direito: preservar a minha liberdade de expressão.
Sem embargo de, há muito tempo haver indícios que o presidente da CM Gaia tem dificuldades em conviver salutarmente com os seus críticos, não esperava que tais escritos, tivessem merecido a sua atenção e preocupação.
Com o devido respeito, por melhor opinião, entendo que o dever de um presidente de Câmara, é resolver os problemas dos cidadãos do município que governa, não valorizando minudências e querelas estéreis.

Sem ironia, esperava que o presidente da CM Gaia, entendesse as críticas que lhe foram endereçadas, como algo com o qual quem está no exercício de cargos públicos, tem de conviver, as tivesse encarado como uma manifestação de liberdade de expressão, e as escutasse sem ressentimentos.

Aquilo que sempre motivou o meu percurso de vida e intervenção cívica, foi a defesa do livre pensamento, do debate de ideias, do interesse público, mesmo à revelia das amarras instituídas pelos areópagos dos aparelhos partidários, de que muitos necessitam para se alcandorarem a cargos e honrarias efémeras.
Exemplo paradigmático do que afirmo, radica no facto de ter sido fundador do Clube dos Pensadores. Fruto da minha intervenção cívica, no tempo do antecessor  presidente da CM Gaia, Luís Filipe Menezes, fui agraciado com uma medalha de mérito cívico pelo desempenho do Clube dos Pensadores, nos 25 anos do Município de Gaia, pela acção de cidadania e livre debates de ideias

Agora, quis crer que por coincidência, o presidente da CM Gaia, entendeu galardoar-me com um processo-crime por alegada difamação!

Porventura ao contrário de outros, confio e respeito os Tribunais, e como não acredito no delito de opinião, jamais os utilizarei como arma de arremesso político, com o intuito de silenciar vozes incómodas.

 Aliás, é por acreditar na Justiça, que tenho de afirmar com convicção e sem tibiezas: os que defendem uma Justiça onde apenas se buscam culpados, quiçá para justificar insucessos e desventuras, não acreditam na essência da democracia e da liberdade, nem no direito à indignação.

Ao longo da minha vida sempre pautei os meus actos de intervenção cívica pela frontalidade e defesa dos ideais que pugno. Mas isso nunca me impediu de conviver, sadiamente, com todos aqueles que têm outra visão da política, da cidadania e até da liberdade.

Por isso, não posso aceitar que, quem quer que seja, por maior respeito que me mereça, possa querer, de alguma forma, cercear a liberdade de exprimir as minhas ideias e convicções.

O Presidente da Assembleia da República versus cidadão Ferro Rodrigues




Rogério Pires 
Nesta semana agora terminada, assistimos a uma das mais ridículas das situações envolvendo a segunda figura do Estado, o Presidente da Assembleia da Republica Ferro Rodrigues.  Pois Ferro Rodrigues enquanto Presidente da AR, foi aos Passos Perdidos da AR,  local onde normalmente o políticos fazem as suas intervenções para os medias, e decide falar.  Mas Ferro Rodrigues não fala da Operação Marquês, nem de Sócrates ou da condecoração que defendia dever ser-lhe dada, nem da Face Oculta, ou de Manuel Pinho e muito menos da Casa Pia, quanto mais do segredo de justiça de que bem sabemos qual é a sua opinião. O Presidente da AR Ferro Rodrigues, fez então uma declaração imprópria de um Presidente da AR e muito mais adequada para o cidadão Ferro Rodrigues enquanto sportinguista, fazer em uma qualquer Assembleia Geral do Sporting onde provavelmente não irá por ser uma grande estopada, e desfere um rol de críticas e de acusações ao Presidente do Sporting. Lamentável a  todos os títulos, e revelador da qualidade de um politico que desempenha o segundo mais alto cargo da Nação, incapaz de distinguir o titular do cargo do cidadão. Sobre o chumbo da proposta do PSD acabado de ocorrer nessa mesma AR, para que fossem revelados os 50 maiores devedores incumpridores, que levaram ao imenso buraco na Caixa Geral de Depósitos, com a informação de quem e quando foram, e em que circunstâncias concedidos tais créditos que se revelaram ruinosos, sobre isto, nem uma palavra, pois a frente de esquerda do PS, PCP e BE acabaram com o assunto e chumbaram a proposta. Que tem esta frente de esquerda a esconder, ou a proteger ? Os contribuintes chamados a pagarem com os seus impostos, esse buraco na CGD, não terão o direito de saber quem são os caloteiros e quem autorizou esses empréstimos, para eventualmente serem pedidas responsabilidades ?
Assim vai a nossa politica, e aos poucos se vão revelando as intenções desta coligação informal, mas com forma bem definida que nos governa, sabendo de forma magistral aproveitar as situações, como a que na mesma semana acontecia sobre as suspeitas de corrupção de Manuel Pinho, para as ver desviadas para o Sporting, abafando aquilo que se tornava embaraçador para o PS e para António Costa, o caso Manuel Pinho.   

20/05/2018

ANGOLA PORTUGAL – VISTOS




Valdemar F. Ribeiro
É com desilusão que assistimos aos responsáveis políticos de nossos países a não facilitarem o seu desenvolvimento sustentado.

Os novos países dos PALOP tiveram imensas dificuldades para chegarem ao século XXI e continuam a ter entraves de vária ordem no seu desenvolvimento.

Em 2018, os PALOP precisam é de ajuda política que os ajudem a resolver suas dificuldades políticas, sociais e ambientais neste mundo global muito desequilibrado.

Portugal tem beneficiado desde a independência dos PALOP não só com a ida de empresários de sucesso que viviam antes de 1975 nestes países e também com a ida de cidadãos dos PALOP sejam eles quem forem, empresários, turistas, estudantes, técnicos, políticos, etc., nestes anos pós independência e com os negócios na reconstrução estrutural dos PALOP, principalmente Angola e Moçambique.

Não foram os PALOP que se beneficiarem nestes anos pós independência pois os ganhos financeiros com os projetos estruturantes nestes novos países foram e continuam a ser de sentido único ou seja, em direção a Portugal apenas.

Quando um cidadão ou uma Instituição privada ou pública destes países dos PALOP envia valores financeiros lícitos ou ilícitos para Portugal, o maior beneficiado é Portugal e seus cidadãos que vão beneficiar-se direta ou indiretamente destes valores ali guardados.

Não são poucos os cidadãos e Instituições dos PALOP que enviaram valores financeiros ilícitos e lícitos para Portugal, valores esses  no conjunto muito elevados. 

Não estamos a analisar aqui se os capitais e os negócios eram lícitos ou ilícitos, se os empresários eram e são mais ou menos honestos mas em todos os países há pessoas de diversa índole.

É importante que o movimento de capitais seja licito mas compete aos países de onde saiam os capitais a responsabilidade maior pelo seu controle.

No mundo globalizado e canibalizado de hoje as manobras ilícitas no movimento dos capitais são cada vez maiores e difíceis de controlar, gostemos ou não, pois a moral no mundo atual navega por águas cada vez menos cristalinas.

Portugal e seus cidadãos mais conscientes sabem que houve e há ainda muita responsabilidade lusitana nos desequilíbrios das novas nações dos PALOP.

Os países dos PALOP agradecem se Portugal, nação bem inserida hoje na Europa, puder cada vez mais ajudar no seu desenvolvimento sustentado.

Portugal colaborar seria ter mais coragem e dar exemplos de iniciativas que criem mais incentivos ao desenvolvimento sustentado, não apenas crescimento económico, dos PALOP.

Por exemplo, hoje em dia e desde sempre, a maioria dos angolanos que vão para Portugal regressam à origem, outros vão para estudar, outros para negócios, outros para turismo, outros para visitarem suas famílias que moram e trabalham em Portugal, etc..

Se houvesse nestes anos passados e passar a ter neste tempo presente mais facilidade legal para entrar em PORTUGAL, vistos facilitados ou eliminação da necessidade de vistos, Portugal beneficiaria muito mais em todos os sentidos inclusive o económico.

A Maior parte dos cidadãos angolanos que vão a Portugal regressam a Angola e na grande maioria são cidadãos de respeito.

É um vexame e gera descontentamento, quando assistimos a milhares de cidadãos angolanos, todos os dias, em frente aos consulados e embaixadas portuguesas a mendigarem um visto de turismo para entrarem em Portugal e poderem visitar suas famílias ou fazer turismo ou estudar ou fazerem simples negócios.

Porquê então Portugal pequenino mas corajoso, numa decisão unilateral , não avança para a facilitação de vistos ou acaba com a necessidade de vistos, entre Angola e Portugal, incentivando mais as relações culturais e económicas entre estas duas nações irmãs?

Portugal está à espera de quê para inovar diplomaticamente? Está à espera que seja Angola a dar os primeiros passos?

Portugal deve avançar neste sentido e com urgência pois de outro modo os mais prejudicados continuam a ser os simples cidadãos angolanos, os cidadãos portugueses ou de origem portuguesa que vivem em Angola e seus descendentes, as famílias que vivem nestes dois países, a amizade entre estes dois povos que está a deteriorar-se e a perder vez em prol de outros povos menos irmãos que buscam Angola apenas para ganhos fáceis mas sem raízes profundas.

As pessoas que não tem nenhuma relação com os PALOP não estão muito interessadas no desenvolvimento mais profundo destas relações afetivas e económicas entre os povos da CPLP. 

Portugal perdeu a vez na sociedade mundial quando em 1950 não soube liderar o movimento em prol da independência das antigas colónias.

Se tivesse liderado esse movimento certamente que muitas situações menos boas não teriam acontecido e os PALOP teriam tempo para preparar convenientemente sua independência e hoje haveria com certeza uma união mais forte na CPLP e esta organização seria um exemplo equilibrado no mundo atual que tanto precisa de bons exemplos.

Não foi por falta de alertas de alguns cidadãos lusitanos e africanos mas a falta de visão dos políticos à época que rodeavam Salazar e beneficiavam do sistema, não permitiu que Portugal tivesse construído talvez um Quinto Império , império da cultura , da irmandade e da união política.

Queremos que o Portugal político, neste 2018, assuma um papel mais sapiente e corajoso e seja o primeiro a dar exemplos necessários e urgentes pois talvez assim Angola e os PALOP possam estar interessados em se unirem mais a esta pequena grande nação lusitana, à volta de uma fogueira de mil cânticos, ao pôr do sol incandescente e nas noites africanas ao som dos batuques vibrados por mãos calejadas e cânticos espiritualizados.

19/05/2018

Deambulações do pensamento




António Fernandes 
Há uma tendência natural motivada pela curiosidades entre outros sensores que reagindo, regem a conduta da mente, e por via desta, o corpo dos Homens.
A teoria da conspiração assenta precisamente nesse sensor ao habilitar dissertação do raciocínio em livre arbítrio.
Esta tipologia do comportamento é corrente, umas vezes justa e outras vezes injusta. Umas vezes apura-se razão ao juízo especulativo, outras vezes nem por isso. 
Sendo que na política doméstica são mais as questiúnculas pessoais a vigorar do que teorias alargadas.Coisa pequena em um Universo à escala de um coletivo em que muitos outros juntam as suas vozes reclamando justiça na distribuição com equidade daquilo que a Natureza nos dá para que possamos viver.
Há uma outra tendência natural motivada pela competitividade.Um outro sensor com característica específica no domínio da posse que faculte domínio territorial.Uma tipologia minoritária mas demasiado aguerrida que por falta de senso e de saber é indiferente aos efeitos diretos e indiretos que causa nos seus semelhantes.
Quando estes últimos se confrontam os efeitos nefastos provocados são tantos que os demais acabam por ser envolvidos sem que nada tenham a ver com as contendas ou feito o que quer que seja para que tais contendas tenham sido levadas por diante.
Surge por isso a necessidade de mediação. Que não sendo uma tendência natural, acaba por se tornar numa necessidade imperiosa de equilíbrio entre todas as partes.
Nos tempos modernos surgiu uma nova tendência em resultado de uma maior disputa motivada pelo crescimento intelectual do Homem face a necessidades elementares e também pela multiplicidade de pontos de vista e de perspectivas sobre si próprios e o seu papel na Natureza:
a inveja.
A inveja mais não é do que a convicção de que, reunindo condição, assiste o direito a ter o que outrem tem, ou faz.
Deste deambular pelo senso, rumo e condicionantes, há um denominador que sendo comum por coincidir, embora possa ser comum e não coincidente, e o inverso também, estranha-se sempre, e por isso a alusão à teoria da conspiração, o anonimato que envolve os métodos e os processos. 
Que se forem coincidentes com consequências levantam suspeita legítima sobre as causas; os tempos em que decorrem; as consequências diretas e indiretas que provocam.
Fica assim este enigma por desvendar.Se o conseguir, agradeço a colaboração e o tempo ganho a pensar. Que é coisa rara, nos Homens de hoje!

18/05/2018

ANGOLA - DESENVOLVIMENTO DE PÓLOS INDUSTRIAIS





Valdemar Ribeiro 
Portugal pode exportar pequenas e médias empresas.
Diz Geraldo André ”quem sabe faz a hora não espera acontecer”.  
Portugal apesar de país relativamente pequeno, é possuidor de algum poder económico, possui capitais humanos e tecnológicos e outros, tem capacidade empresarial e possui mão de obra capaz e experiente.
Possui pequenas e médias empresas estabilizadas e com sucesso no seu mercado interno e desejosas de expandirem suas atividades pois isto faz parte do ADN de quase todos os empresários.
Muitos empresários portugueses vindos das ex-colónias com know-how, incutiram em seus filhos, hoje empresários, o desejo de um retorno ao lugar de onde partiram e do qual ainda têm ligações afetivas.
Dentro do mercado português há dificuldades de vária ordem para uma expansão empresarial e por isso as pequenas e médias empresas portuguesas dificilmente poderão crescer, há exceções.
Quem faz um país crescer e gera verdadeiro desenvolvimento criando empregos são as pequenas e médias empresas.
Se uma pequena ou média empresa quiser aventurar-se no mercado externo sozinha é muito complicado não só pela concorrência que vai encontrar, pelo desconhecimento desse novo mercado, pela criação das condições mínimas necessárias para a sua instalação no novo país, pela adaptação às leis do novo país, pela cultura do povo aonde se pretende inserir, etc..
Os governantes portugueses, sabendo da dificuldade que uma pequena ou média tem em instalar-se num novo país dentro da CPLP, podem ajudar a desenvolver nesses países da CPLP com parcerias em projetos denominados “Pólos de Desenvolvimento Sustentado Económicos e Sociais “.
Esses projetos consistem na exportação de pequenas ou médias empresas portuguesas desejosas de expandirem-se.
As empresas selecionadas em função de sua capacidade e competência e estabilizadas no mercado português terão de ser empresas estratégicas necessárias ao desenvolvimento do país acolhedor e sejam uma mais-valia para esses países.
Esses projetos têm como objetivos imediatos a geração de empregos e formação de mão-de-obra especializada nos países acolhedores dos projetos e certamente  teriam de ter motivação fiscal.
Portugal só beneficiaria e os países acolhedores também.
Os empresários com idade mais avançada poderão não mostrar interesse em deslocarem-se para um outro país mas certamente os empresários mais novos e até filhos desses empresários certamente mostrarão interesse.
Os Pólos de desenvolvimento Industrial nos PALOP , per si, estão a ter muitas dificuldades em desenvolverem-se sozinhos.
Estes projetos para terem um desenvolvimento sustentado e acelerado, precisam de ser projetos bilaterais com o apoio direto dos governantes desses dois países.
Uma parte destes Pólos Industriais seriam utilizados para habitação e desenvolvimento social dos empresários ali instalados e a outra parte seria utilizada para desenvolvimentos dos projetos industriais.
Cada um dos Pólos teria de envolver empresas estratégicas produtivas, despachantes, bancos, Instituições do Governo para agilizarem todos os processos legais, etc..
O Pólo pode ter o apoio de escolas do ensino básico, médio e universitário.
É o nosso desejo.

Entrevista de Joaquim Jorge no MaiaHoje