18/11/2018

O PRIMEIRO COLONO PLANETÁRIO É NEGRO



Valdemar F. Ribeiro*
Os continentes que formam o planeta são placas boiando em permanentes movimentos alterando-se fisicamente no tempo e no espaço tanto assim que ao se olhar o mapa-múndi constata-se claramente o encaixe perfeito dos continentes sul-americano e africano, ambos delimitando margens ao atlântico-sul.

Aceitando-se como verídica a teoria cientifica que afirma ser o humano “Australopithecus” originário da África Austral por ser uma teoria lógica, é possível desenharem-se os caminhos percorridos pelos seres humanos através do planeta, em sua busca incessante do desconhecido ou seja do conhecimento, em acordo com a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin.

Nos primórdios, os humanos não dispunham ainda de barcos capazes de atravessar os oceanos que permitissem ir e vir e retornar ao porto de partida com relativa segurança e é natural que seguissem a pé ou a cavalo ou apenas em pequenos barcos costeiros através dos continentes à procura das terras com mais alimento e mais protegidas de conflitos inter-humanos e o retorno às terras de origem dificilmente acontecia ou demorava muitos anos a acontecer, morrendo os viajantes muitas vezes nesse caminho e no retorno.

Os descendentes dos “Australopithecus” foram caminhando não só mais para o sul de África como também para o norte de África, espalhando-se pelo leste e oeste europeu, subindo a Ásia, atravessaram o “Estreito de Bering” perto do Pólo Norte e desceram pela América do Norte até chegar à América do Sul e ao Brasil, fim do caminhar e daí em diante existia o Oceano Atlântico e na outra margem a África, aonde tudo começou.

Os cientistas genéticos afirmam que os povos existentes nas Américas antes da chegada dos europeus vieram da Ásia e realmente os índios têm uma aparência física muito semelhante à dos asiáticos.

As características genéticas observadas nos índios da América do sul e do norte confirmam que a primeira ocupação deste território aconteceu do norte para sul depois de terem atravessado o “Estreito de Bering”. Vindos da Ásia.

O caminhar humano desde a África até à América atravessando a Ásia até chegar ao Brasil processou-se em tempo lento e com modificações do corpo e da mente na adaptação às novas condições ecológicas de cada região, originando grupos humanos diferenciados física e culturalmente.

No continente africano, o clima, a vegetação, a abundância de caça, peixe e frutos, permitiram um determinado tipo de vida; a temperatura quente não obrigava ao uso de muita roupa, o corpo não precisava de produzir muita gordura e a pigmentação escura da pele protegia o corpo dos raios solares.

Na Europa e Ásia , regiões mais frias do planeta, o corpo produzia e retinha maior quantidade de gordura para se proteger do frio e os cabelos devido à gordura do corpo tornaram-se lisos deixando de ser curtos e encaracolados e a pigmentação da pele passou a ser mais clara devido à incidência menor de raios solares.

Ou seja, pode-se entender perfeitamente as diferenças físicas e culturais dos grupos humanos através de uma análise das condições ecológicas ambientais aonde cada grupo se insere e quanto mais difícil o meio ambiente maior a necessidade de ampliar as capacidades mentais e físicas para superá-lo , obrigando isso a desenvolvimentos mentais e físicos diferenciados.

Segundo a ciência, os seres humanos têm uma origem comum e possuem o mesmo potencial mental dependendo de cada individuo ou grupo o desenvolvimento desse potencial.

Pode-se, fundamentados nesta teoria científica, afirmar que o primeiro colono planetário é africano, negro, e com origem na região da África Austral e foi este colono quem gerou a raça humana moderna.

*empresário, ambientalista e lusófono

15/11/2018

Clube dos Pensadores: debate 125.º com Pedro Abrunhosa, Manuel Serrão e Júlio Magalhães



Opinião de Joaquim Jorge no RECORD


O passado domingo foi um dia de chuva que convidava a ficar em casa, mas com muito desporto, Manchester City-Manchester United às 17h30 e o Milão-Juventus às 19h30, pelo meio ainda deu tempo para ver a Fórmula 1, o GP do Brasil e o ATP World Tour Finals em Londres em que Federer perdeu com Nishikori sendo a surpresa da abertura.
Um domingo preenchido, eu que já estava cansado de ver tanto desporto na televisão, não vi mais, mas dava para ter visto o Real Madrid vencer em Vig...
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Clube dos Pensadores

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Portugal, um país de confusões



Paulo Andrade 
“A liberdade leva á desordem,  desordem à repressão, e a repressão novamente à liberdade”  
Honoré de Balzac , escritor  
(1799-1850) 

Desconheço se se trata de algo propositado ou se é apenas confusão que ocorre na sequência do excesso de informação “desinformada”. Hoje em dia, numa sociedade de comunicação e informação a verdade é esta .... é dura, mas..andamos cada vez menos informados sobre os vários assuntos que fazem parte do funcionamento de um país e de uma sociedade. E este “menos informados” engloba a divulgação de falsos e/ou alterados conceitos, e deturpação de realidades.   
A confusão provocada pela arte de “comunicar” é tal que não é nada raro encontrar pessoas com posições tomadas sobre determinadas matérias mas, que vacilam à primeira ou segunda questões sobre essa mesma posição assumida. Depois, entre sorriso amarelo, lá vão disfarçando o desconforto e assumindo que tomaram posições de “manada”, o que é típico de verificar em sociedades oclocratizadas. 
Fico nauseado com tamanha confusão existente em sociedades nas quais era suposto haver maior discernimento, era suposto haver um comportamento com  postura de “dois dedos de testa”. Mas, contrariamente ao que seria de esperar, existe uma postura completamente ovelhada, onde impera a confusão de papeis e funções. Deixo alguns exemplos de confusões comuns. 
Hoje em dia existe muita dúvida sobre o papel do polícia, e do ladrão. Existe muita confusão entre o papel do que é um “funcionário público”, e o cidadão. Até existe confusão no que é relativo ao papel de um doente /paciente , um utente e um cliente. Alguém optou por designar, de há uns anos a esta parte, um doente por um “ cliente”. Mais um ponto de confusão. 
Também existe uma confusão entre reclamação e “antidepressivo”. Existe e continua  haver confusão entre o que é uma “inverdade” , uma mentira e uma aldrabice descarada. Existe, também, outra confusão sobre o que é “serviço público”, e o que alguém deseja ter como “ serventia de caprichos”. E claro....existe uma enormíssima confusão entre o que é ter liberdade, e servir-se de libertinagem, e o que é “ter direitos” e o que é ter “bom senso e respeito”.  Existe ainda outra confusão entre “imigração” e “ portas escancaradas”.  
Outra confusão entre a adoção de novas realidades, nomeadamente a identidade de género, e a responsabilidade do estado (todos os contribuintes) serem obrigados a pagar estas operações e tratamentos, em nome de uma autodeterminação e de uma liberdade de cada um em ser feliz. Nada tenho contra a vontade alguns se autosubstituirem aliás, na verdade, é-me completamente indiferente.   
Mas considero que as pessoas têm de facto o direito a lutar pela sua felicidade. Não concordo é que tenha de ser o estado (eu e outros contribuintes), a   pagar isto. Ou seja...não concordo que os “outros” sejam felizes à custa dos meus descontos como contribuinte.  
O que está em causa são os cerca de 15,000 EUR necessários para este tipo de cirugia .Desde 2005, no hospital de Santa Maria , já foram operadas 70 pessoas, com o objetivo da alteração do sexo. A mesma questão se coloca com a IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez). São efetuadas uma média de 1329 IVG por mês, em Portugal. Ano de 2016 a .  E  quanto custa financiar a “felicidade” de 1329 ex-grávidas por mês ? 
Alguém , algum dia, terá que deixar claro às pessoas que a IVG não é um método contracetivo! É que parece-me que  está a ser utilizada como tal ! 
Cada IVG custa ao estado (ao contribuinte) cerca de 300 EUR. Significa isto que o ano de 2016 os contribuintes financiaram a felicidade de 15959 ex-grávidas, no valor de 4 milhões 787 mil e setecentos euros  . Nalguns casos os custos podem ascender, por IVG, aos 990 Euros. Se o ano de 2016 foi profícuo em IVG, 15959, então estamos a falar de custos que variam entre o valor apontado duas linhas antes, e 15 milhões 799 mil quatrocentos e dez euros. São números que , necessariamente, dão que pensar. Dão que pensar quanto nos custam as políticas de demagogia bacoca, por exemplo ! 
E algumas mulheres que abortaram foram repetentes na IVG  paga pelo estado. Seria de facto muito bom que os políticos de consciência e atitudes bacocas quando anunciam “coisas bonitas”, e afirmam á boca cheia que as pessoas têm direito a ser felizes com as suas opções, informem quanto custa ao contribuinte a felicidade deste direito de opção. Volto a frisar...não está em causa o direito à opção. Considero revoltante é que eu ,como contribuinte, me veja obrigado a financiar a felicidade dos outros, neste caso, materializada na opção em abortar , paga pelo contribuinte.  
Da mesma forma que me revolta ter que ser obrigado a financiar buracos provocados por quem roubou o país durante anos  fio ! 
Outra confusão emergente.... atos delinquentes e criminosos que acabam impunes (ou têm perdão) porque se pertence a alguma minoria, seja esta de raça, cor, contexto social ou outra. 
E ainda outra... a confusão existente entre o papel dos pais e o papel dos filhos. Também aqui, face ao que eu entendo ser uma desestruturação que têm sido levada a cabo nos últimos anos, existe uma enorme confusão. 
Os exemplos de confusões latentes e/ou assumidas são vários e de variada ordem. Mas... fico-me pelos que referi até agora. 


Existem inúmeros conceitos que , devido à semântica oportunista que lhes atribui significados convenientes, resultam em comportamentos dúbios numa população completa e convenientemente confusa (leia-se manipulada), no seio da qual determinados setores populacionais vão usufruindo ótimas vantagens á custa do desconto do contribuinte, e á custa da obliteração de opiniões que sejam direcionadas contra a corrente “ovelhada”  dos pseudo-intelectuais libertinos que abundam por aí.  
Do meu ponto de vista seria bom que se arrumassem  ideias sobre algumas “confusões” que grassam por aí : 
Hoje em dia existe confusão entre o papel do polícia e o papel do delinquente. Colam-se autênticos alvos nos primeiros, e asinhas de anjinho nos segundos. Os valores inverteram-se devido a uma mal parida ideologia abusiva , deturpada e néscia que coloca em causa direta os pilares segundo os quais uma sociedade  existe. Um retrocesso civilizacional, do meu ponto de vista. Um retrocesso cuja fatura virá no futuro. 
O polícia é um agente do estado, é a personalização da responsabilidade do estado em manter a segurança e, afinal de contas , o estado de direito. O delinquente, o criminoso (aparente ou de facto), deve ser julgado e , se for o caso, condenado e penalizado. Simples não é ? Não ! Num mundo conspurcadamente politizado e demasiado cor de rosa, outro tipo de “valores” se levantam tornando uma coisa simples como esta ( a correta atribuição de papeis), muito complicada impossível de praticar. Devido a isto... andamos a perdoar e a desculpar delinquentes, gente que comete crimes, porque ...pertence a minorias ? Ou porque é “desfavorecida” ? E, na mesma onda, andamos a condenar a polícia ? Porque faz o seu trabalho ? Andamos mesmo muito confusos!  
Não aceito , obviamente, que um agente da PSP ou um guarda agrida , de forma gratuita, um suposto criminoso, mas daí a transformar em anjinhos tudo o que é delinquente e criminoso, especialmente quandos estes pertencem a alguma “minoria” considero que já é um grande enviesamento e uma enorme deturpação da realidade social, e da convivência social. Deturpação e enviesamento típicos dos opinadores de sofá, e indignados ignorantes completamente anestesiados ! 
Outra ideia que precisa ser arrumada.... a relação entre funcionário público e utente dos serviços públicos. O funcionário público(FP) existe para servir o utente nos serviços destinados para o efeito, e tendo em conta os desígnios do serviço público, incluindo o respeito mútuo. O FP não existe para satisfazer caprichos pessoais. Como FP que sou, na área de Saúde, já ocorreu ouvir a típica frase do “pago os meus impostos, têm que fazer assim”. Não gente confusa !  
Não existo para satisfazer caprichos. Atuo de acordo com o bom senso, o respeito e, naturalmente,  o código de conduta, e os diversos protocolos de serviço. Não tenho a responsabilidade (ao contrário do que acham os “confusos”), de acudir caprichos. Isso é com os mordomos ( e mesmo assim não acodem a todos os caprichos). De igual forma o FP tem a responsabilidade de ser cordial, comportado e educado para com qualquer utente. Simples, não ? A responsabilidade compete aos dois lados. Para os “confusos” o FP existe para tudo e mais alguma coisa porque 
“eu é que lhe pago o ordenado”. Não! Afirmações como esta são precisamente fruto da confusão que existe na cabeça de demasiada gente ! 
Nesta sequência vem a reclamação! O poder de reclamar é um dos ganhos dos serviços estatais e outros. Um ganho para o utente/utilizador mas, acima de tudo, um ótimo ganho para a melhora de serviços. Uma reclamação serve para isto!  A confusão instalada na cabeça de muita gente, faz com que muitos utilizem o poder de reclamação como se fosse um super poder antidepressivo e/ou antifrustrações. Existe demasiada gente frustrada com a vida que tem , sendo que o mínimo que lhe pareça “mal” (não estando necessariamente mal), no alto da sua idiolatrada superioridade intelectual /moral/ etc..decide reclamar. Por alguma razão a maioria das reclamações não têm razão nenhuma de existir, nem tão pouco têm seguimento . A frustração não se trata com ócio nem com a sede intensa de reclamar contra tudo e todos.  Não faz sentido  a  utilização de uma ferramenta tão boa para , de forma néscia e absolutamente injustificada, tramar a vida a outros só porque se acordou a “odiar o mundo”. 
Outra confusão que reina por ai, particularmente no seio da política, quando alguns políticos são confrontados com desagradáveis factos inquestionáveis. Utilizam muito a palavra “inverdade”. Do meu ponto de vista, algo que seja falso é aldrabice, é mentira! Ponto! Não é “inverdade”, nem a confrontação tem que ser respondida com evasivas e sorrisos. Mentem  ! Ponto final! Mas não....nestes contextos apostam sempre em semear a confusão. Convém sempre manter a “populaça” confusa, especialmente quando estão em causa grandes casos nos quais existe muita coisa mal explicada, que tem um forte odor a “esturro”. 
Continuando a arrumar ideias: 
Vivemos em sociedade. E , como tal, implica que todos cumpramos regras básicas. Simples, não é ? Pois.... mais uma vez a confusão instala-se no meio  de algumas cabecinhas que entendem, no alto do seu egoismo e autocentrismo bacoco, que querem usufruir tudo o que é direito esquecendo-se dos direitos dos outros, seus semelhantes. A Liberdade acaba aqui!  
Daqui para a frente em que algumas pessoas usam e abusam dos seus direitos, é libertinagem! Põe em causa  sobrevivência comum devido ao seu “direito” e estar a marimbar-se para os direitos dos outros na coabitação social.  
A liberdade desresponsabilizada ( e , não raras vezes, absurdamente fomentada por alguns políticos , e pelo próprio estado), é libertinagem!                   Não é liberdade! 
De igual forma, no que toca à liberdade de circulação, não se pode confundir acolhimento no país, com “portas escancaradas”. O meu país é a minha casa. Como tal , como cidadão e contribuinte, gosto e sou apologista do controlo efetivo de quem cá entra. Também nesta área vive-se, parece-me, uma certa libertinagem! Causada por confusões oportunas de conceitos , vivências e definições .  
Não dos profissionais aos quais cabe esta responsabilidade de controlar quem cá entra, mas de quem, confundindo e enviesando conceitos e valores, se curva como escravo ao feudalismo do “politicamente correto”.  
Ou seja....uma boa parte da classe política. 
Controlar e, se necessário, recusar a liberdade de entrada de quem cá quer entrar, não é ser xenófobo ( também há muita confusão oportunista e enviesada à volta deste conceito). É garantir uma convivência minimamente segura entre todos os que cá estão. Os de cá,e os de fora que sejam gente de bem!   
Porque gente má, com cadastro criminal e que já venham fugidos de outro país, se pudesse escolher, não os quereria cá! Mas, por expressar isto, na mente de muitos confusos, sou xenófobo! Mais uma absurda confusão, mas que serve alguns interesses que são ,do meu ponto de vista, obscuros que servem interesses tendencializados.   
Lá está a tal questão de Honoré de Balzac “ A liberdade leva à desordem”. No caso em concreto a liberdade vivida sem responsabilidade, conduz à libertinagem. Á libertinagem de ideias , atitudes e comportamentos que, por sua vez, conduzem à confusão de conceitos e valores, e à prática da desordem. Daí para a frente....será o “Deus nos acuda”, porque temos uma sociedade completamente confusa, perdemos o norte do que são as regras , simples regras, do que é viver em sociedade, e dos papeis dos diversos integrantes na mesma. 

a) Site Pordata, valores provisórios, Novembro 2018 

14/11/2018

Debate em imagens com Pedro Abrunhosa, Manuel Serrão e Juca Magalhães



Fotos: João Elísio Carvalho





































Debate com Pedro Abrunhosa, Manuel Serrão e Juca Magalhães



O Clube dos Pensadores, pela bitola de Joaquim Jorge reuniu pelo seu 125.º debate, Pedro Abrunhosa, Manuel Serrão e Juca Magalhães, numa afirmação do Norte e do Porto. 

Joaquim Jorge convidou o Pedro porque frequentemente encontra-se nas férias com ele, são amigos, é um músico e compositor de eleição,  já tinha estado no clube em Maio de 2010. Manuel Serrão é amigo de longa data de Joaquim Jorge chegando a jogar futebol salão na sua equipa Dragões 85, com êxito considerável, indo sempre aos lugares de topo. Serrão personifica os adeptos portuenses e a sua forma de ser antes quebrar que torcer.Juca Magalhães que Joaquim Jorge não tem tanta confiança , mais low-profile, mas alguém que lidera um projecto que é o Porto Canal de afirmação das gentes do Norte.

Sala repleta com um enorme interesse, a plateia muito interventiva e a bater palmas constantemente, ao que ouvia e apreciava.O discurso contra o centralismo e contra Lisboa colhe nos portuenses. 

Pedro Abrunhosa falou na "corte de Lisboa" e contou um episódio do lançamento do seu último trabalho, em que o fez no Porto e a ausência de inúmera comunicação social, sendo obrigado pelos produtores a fazer um evento em Lisboa. O seu novo trabalho intitula-se  Amor em Tempo de Muros ft. Lila Downs e uma das faixas terá a participação de Carla Bruni.

Manuel Serrão evocou que fala-se sempre em descentralização, mas tudo não passa do papel, dando um exemplo concreto na aprovação de um parque de estacionamento junto à Alfândega não andar para a frente porque precisa da aprovação de um senhor de Lisboa. Aproveitou como sempre para mandar umas farpas ao Benfica.

Juca Magahães salientou que as dificuldades de afirmação do Norte e do Porto passa também por culpa própria, em que devemos fazer uma reflexão aturada e procurar investir na imprensa do Norte.

Uma noite memorável para o Clube dos Pensadores que também sente a dificuldade de ser feito a Norte, apesar de estar a falar para o país.

Antes do debate propriamente dito, houve um jantar privado  com muitos amigos do Clube com a presença de Pedro Abrunhosa, Manuel Serrão e o anfitrião Joaquim Jorge. Juca Magalhães não esteve presente  por afazeres profissionais mas à hora marcada para o debate lá estava presente para a palestra.

Até breve,

CdP

13/11/2018

Destak



12/11/2018

Debate

Opinião de Joaquim Jorge no Noticias ao Minuto

Rádio Nova








A passar nos noticiários declarações de Joaquim Jorge sobre o debate, de amanhã, terça-feira.

Uma palavra passe é uma assinatura




António Fernandes 

Uma palavra passe de acesso a um sistema operativo para que depois de ser reconhecida como sendo a identidade do seu portador lhe permita aceder a uma base de dados onde consiga fazer aquilo para que o seu uso está destinado é uma assinatura digital de reconhecimento da autenticidade de identidade do seu proprietário.
O uso abusivo dessa identidade configura apropriação indevida de identidade alheia o que em moldes sociais se presume como sendo falseamento da identidade de terceiro.
Neste contexto, aquilo que uma Senhora Deputada que usava a palavra passe de terceiro para, segundo o apurado, "assinar" o registo da presença de quem não estava presente, disse: é que não só fez isso, como insinuou que esse subterfúgio é prática no Parlamento, onde há deputados que acedem aos servidores informáticos “dizendo-lhes” que são outra pessoa usando as suas palavras passe.
E disse-o como se fosse a coisa mais natural do mundo de forma que não entendia o burburinho levantado pela comunicação social e outros setores.
Deduzo das afirmações proferidas que, foi colocada em causa a idoneidade de todos os Senhores Deputados ao não especificar, a Senhora Deputada, na conferencia de imprensa que deu, quais os outros Deputados que, como ela, enganam o sistema informático "dizendo-lhe" que são outra pessoa e assim acederem à informação alojada.
Em conclusão, aquilo que a Senhora Deputada veio publicamente dizer, foi que, qualquer pessoa pode "assinar" - usar a palavra passe - por outra pessoa, com a maior das naturalidades como se fosse a própria pessoa, sem que hajam consequências legais sobre o ato...
Esta desfaçatez deita por terra tudo aquilo que se possa dizer em defesa da classe e, o mais grave no meio disto tudo, é que, sendo a Senhora Deputada licenciada em direito, coloca em causa um princípio elementar do direito que é, o da identidade individual.
A Senhora Deputada colocou em causa um conjunto de eleitos que se deviam distinguir por serem uma elite e, infelizmente, em consequência daquilo que disse,  se comportam com a vulgaridade corriqueira da face pior que o Ser Humano pode ter na sua relação interpessoal quando perde a vergonha e tenta convencer o seu semelhante de que o uso indevido de identidade alheia é um ato normal.
Sinceramente, não acredito que no Parlamento da República Portuguesa, a maioria dos Deputados, sejam conhecedores das "assinaturas digitais" (palavra passe) dos seus colegas para aceder a documentos sejam eles quais forem
Que, segundo a Senhora Deputada, o ato "ingénuo" visa o trabalho em conjunto, e que desconhecia que esse uso acionava a presença do dono da citada palavra passe no Hemiciclo.
A questão é muito simples:
1.     Uma assinatura vincula o seu proprietário;
2.     O seu uso por terceiro é proibido;
O desconhecimento é uma condição que o legislador não aceita quando escreve que. o cidadão não pode desconhecer a Lei.
Ora, a assim ser, a biometria parece ser a única forma conhecida de identidade inviolável já em uso pelo Instituto dos Registos e do Notariado para a recolha das impressões digitais dos indicadores direito e esquerdo.
Um método há já muitos anos em uso, associado a relógios de ponto, tanto no setor privado como em unidades do setor publico, para registo de entrada e saída dos seus colaboradores.
E que perante os factos vindos a publico se impõe que seja implementada com urgência na Assembleia da Republica porque já são poucos aqueles que acreditam nos seus eleitos…

10/11/2018