18/02/2019

Braga, uma cidade perdida em promessas por cumprir II



António Fernandes 
Eis que, surge vontade edil em vender o estádio Municipal de Braga. Uma vontade já expressa, mas que o cidadão atento pensou ser um mero exercício “literário” do discorrer avulso da pena do edil em exercício. Enganou-se.

Afinal, o edil, quer mesmo vender o Estádio Municipal de Braga. Um atentado ao Património arquitetónico da cidade que também parece passar ao lado do pelouro detido pelo até então defensor acérrimo da memória coletiva. Um professor universitário com responsabilidade social acrescida não só pelo cargo, exercício ou outro, mas sobretudo pelos anos de vida que dedicou à defesa daquilo que hoje, aparentemente, ignora.

A cultura local vai-se adulterando acantonada em motivos estranhos à sua identidade cultural construída em torno de tradições populares para dar espaço a que a aculturação seja por demais evidente.O ambiente acompanha as alterações climáticas ao sabor da boa ou má disposição porque esse fenómeno não sendo um fenómeno circunstancial é uma consequência das “modernices” mal pensadas, pior projetadas e, erradamente concretizadas, porque esta vida são dois dias e o de hoje já conta por isso quem vier atrás que feche a porta.

A cidade social passeia-se por entre palestras de circunstância enquanto que as IPSS’s trabalham no duro e a Rede Social se esboroou no tempo.Do desporto não é visível qualquer movimento de fomentação nas camadas jovens de qualquer atividade em permanência, tanto na malha urbana como na malha periférica. Suburbana e rural. Em pouco mais de seis anos, a cidade dos costumes, como já referido, virou do avesso só porque um edil entendeu que se podem cortar com as raízes e manter o cordão umbilical vivo.

Coisa estranha. Pensei que, cortadas as raízes, tudo o resto morria. Não o entende assim o edil e, se assim o não entende, jamais repensará o rumo que entendeu traçar para a cidade.O impossível, aconteceu.A cidade das tradições religiosas adormeceu para dar lugar à cidade da confusão e do barulho.O recato foi extirpado para dar lugar à vaidade desmedida de uns; ao pagode de outros; e ao forrobodó dominante que se instituiu.

Um descalabro muito bem ensaiado nos bastidores dos interesses conjugados entre o poder financeiro e os então candidatos a um exercício que parecendo de somenos importância envolve a vida de uma comunidade de quase duas centenas de milhar de cidadãos em uma cidade com cerca de dois mil anos de existência.

O cidadão não sabe quando lhe vão fechar a passagem no acesso à cidade ou abalar com os tímpanos só porque vai haver um evento que pode ser: ciclismo; automobilismo; atletismo; festa avulsa; festival diverso;

O cidadão não sabe quando vai haver mais alguma descarga poluente no Rio Este porque, pode acontecer a qualquer momento e não devia;

O cidadão não sabe quando vai ser impedido do acesso a um espaço publico porque foi congestionado;

O cidadão não sabe se os impostos que paga são para uso comum ou para benefício futuro de um qualquer grupo económico privado;

O cidadão não sabe. Mas, será que quer saber?

- Parece que não.

Já se cansou de tantas promessas que não acredita na sua concretização e muito menos em quem as faz.

Talvez por isso, tenha surgido o ditado popular: “Quando a esmola é grande, o pobre desconfia!”.

15/02/2019

Opinião de Joaquim Jorge no Noticias ao Minuto

Braga, uma cidade perdida em promessas por cumprir




António Fernandes 
A mudança prometida e em que a população da cidade de Braga acreditou concretizou-se com o ato eleitoral autárquico de dois mil e treze trazendo repercussões de que só é possível extrair conclusões volvido todo este tempo uma vez que as reais intenções do concorrente que ganhou a citada eleição não eram conhecidas nem sequer a sua sensibilidade para a causa publica o que poderá até ter concorrido para o beneficio da dúvida que lhe foi concedido em dois mil e dezassete, ano em que foi reeleito, uma vez que até aí nada tinha feito. Nem de positivo nem de negativo. E que, nada continua a fazer para além da manutenção dos equipamentos existentes reordenando alguns espaços para que se ajustem às necessidades dos tempos tendo em atenção as mudanças entretanto ocorridas nos perfis sociológicos da cidadania vulgar naquilo que hoje se entende por necessário uma vez que as demais iniciativas do foro privado não entram na sua área de jurisdição salvo naquilo que se presume poder configurar cedência a interesse. Matéria suficientemente aprofundada por movimentos cívicos e de cidadania.
Aconteceu, em pouco mais de seis anos, uma única mudança que foi a de transformar uma cidade de costumes e com regras, em uma cidade que não quer saber dos costumes e muito menos das regras.
Onde vale tudo desde que as consequências se enquadrem no âmbito dos objetivos e de identificação com os interesses do poder em exercício:
-       Mediatismo;
-       Protagonismo local e nacional;
-       Ascensão política;
Um triângulo de interesses onde não cabem alguns dos valores fundamentais de uma sociedade que se quer moderna e preparada para os embates futuros:
-       solidariedade;
-       razoabilidade;
-       justiça;
A confusão geral, porque é no meio da confusão que as pessoas de ideias parcas melhor se movimentam disfarçando esse deficit de cognição e de discernimento para aquilo que envolve o exercício de uma função publica num contexto exigente como o é a de um agente politico eleito para resolver assuntos e nunca para os agravar, impera.
A cidade definha e a paródia avança ao ritmo da mediocridade que alguns "canudos" até podem encobrir, mas que, de maneira alguma disfarçam, como aconteceu com a vontade de um determinado cidadão, em exercício político público, ter tido a intenção peregrina de que a principal sala da cidade devia estar “arrumada” – sem esplanadas nem “barracos de índios” - e que, agora, alturas há em que já não sabe o que mais lá meter.
A defesa do Património passou-lhe para os calcanhares e, parece pesar-lhe a vergonha de aparecer regularmente nas estampas onde só vai aparecendo amiúde, não sei se “amordaçado”, porque nada diz sobre o pelouro de que é responsável e sobre o qual pesa a dimensão e a História de uma cidade com projeção internacional e destino turístico reconhecido.
A recuperação do Centro Histórico parou no tempo assim como parou no tempo o reordenamento urbanístico e social da urbe.
O Complexo Hidráulico das Sete Fontes está sob fogo cerrado das suas próprias fileiras e em guerra aberta com os proprietários dos terrenos.
A Confiança perdeu a confiança nos “donos” do Município e está em processo de “bloqueio” depois de ter sido votada pela maioria Municipal a sua alienação.

14/02/2019

Opinião de Joaquim Jorge no Record


RECORD.PT
Clube dos Pensadores

As avaliações do carrasco



Paulo Andrade 
“ Os idiotas vão tomar conta do mundo.  Não pela sua capacidade,mas pela quantidade. São muitos” 
Nelson Rodrigues(1912-1980), Jornalista 

Esta minha intervenção pauta-se por ser um pouco mais, digamos, pessoal que as anteriores. Contudo considero ser de importância extrema partilhar o que vou partilhar nesta minha exposição. Trabalho para uma instituição pública. Como tal esta instituição, à semelhança de todas as públicas, está obrigada a efetuar avaliação de desempenho, ao abrigo do sistema SIADAP ( Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho  da Administração Pública). A forma como este procedimento foi implementado no seio desta instituição sempre suscitou enromes dúvidas no que é relativo à transparência, justiça e decência. 
O que vos deixo aqui, hoje, é uma relato do meu percurso em busca do que ainda não atingi. Só para que tenhamos a noção de “como as coisas funcionam” ! 
Ao longo do tempo as pessoas foram reparando (não são parvas, afinal de contas), em boas classificações sempre para os mesmos, os que pertenciam às pandilhas costumeiras. Repararam também que,  além disto, qualquer procedimento avaliativo que se paute por atribuição das mesmas notas a a uma maioria de profissionais, no caso em concreto, nota de 3,750 ou nota de 3,450, começa automaticamente a suscitar dúvidas quanto à credibilidade. Enquanto uma maioria de profissonais tinha exatamente estas notas , uma pequena minoria, a elite dos “cafés e amiguismos”, como eu próprio as designo, tinha notas francamente boas. Nunca foi isto que me incomodou. Aliás nunca atribui sequer valor nenhum ás avaliações de desempenho. Especialmente as efetuadas no contexto do “ setor público”. 
Precisamente por perceber como eram feitas e em que moldes .  
Comecei sim a preocupar-me quando estas começaram a ser utilizadas como instrumentos à mão de “carrascos” para , de forma deliberada e vergonhosa, prejudicarem colegas. Especialmente os que reagiam a injustiças e vergonhas, ou que não faziam parte do “´circulo de amiguismos” ,ou simplesmente, colegas de quem não gostavam .  
 Isto sim...pareceu-me ( e ainda parece) motivo suficiente para me preocupar. E isto para não referir os motivos que levaram a que a coordenação á altura dos factos, andasse a pressionar profissionais para assinarem as avaliações de desempenho com data manipulada. Não me vou sequer pronunciar sobre isto. 
Tendo efetiva certeza de atitudes ( sofri-as na pele), que lembram autênticos “ pogroms” contra os poucos profissionais que se insurgiam contra as tremendas injustiças ou atos vergonhosos, decidi reclamar.  

Efetivar a reclamação. E aqui tem início uma odisseia. Odisseia essa que me permitiu perceber “how high the shit goes”. Percebi desde cedo que estava nesta luta completamente sozinho. Porque a maioria das pessoas lesadas por atitudes típicas de conciliábulos  prefere, ainda assim, refugiar-se na sua cobardia, na sua inércia e, uma boa parte, refugia-se na sua indiferença. Isto não obstante afirmarem, em conversas entre nós, que se sentiam muito injustiçadas ,que as avaliações de desempenho eram “uma treta” para favorecer amigos, etc... 
Mas nunca ninguém reage, efetivamente, a nada !  
Por isto mesmo costumo  dizer que esta instituição é um exato reflexo de uma sociedade imbecil, indiferente e cobarde demais para reagir , de facto, às coisas.  
Dei início á minha odisseia , através de uma reunião com o alto responsável de departamento,  em Agosto de 2013. Foi o tópico ideal para começar a perceber que entre “coberturas” e jogos de diz-que disse, a minha causa estaria perdida. Com a força dos atos aos quais fui assistindo ao longo do  tempo, penso claramente que eram daqui que partiam costumeiros conciliábulos com a cobertura da coordenação por parte da “chefia máxima” de departamento .  
Penso que “eram todos amiguinhos”. Naturalmente ! 
Ao ponto de quando questionei um indivíduo dessa coordenação sobre os procedimentos a seguir para  reclamar ele responde-me que, além de entrar num processo que ia “demorar muito tempo”, até me deu indicação que deveria começar por escrever um ofício para um local da instituição que...nem sequer existe !  
Dá vontade rir, certo ? Agora ! 
Em Abril de 2014 nova reunião com a chefia máxima do departamento. Além de ter sido interrompida 2x, não levou a lado nenhum. Como podia....? 
A 17 de Junho de 2014, através de ofício enviado ao presidente da instituição á altura, informei a instituição sobre isto e que ia levar o caso”para fora”. Graças a isto consegui uma reunião com o departamento jurídico. Fui informado, nesta reunião, que era tudo uma questão de prazos ultrapassados. Como tal....”ninguém podia fazer nada” !  
Pensei cá para mim “ O costume, portanto. A inércia sempre a tomar conta das coisas ”.  
28 de Janeiro de 2015 ,envio ofício a todas as bancadas parlamentares, ministro da Saúde e Primeiro ministro. Neste ofício denuncio a situação.20 de Maio de 2015, envio 2º ofício para as bancadas parlamentares, Primeiro ministro e ministro da Saúde á altura.  



Em ambos os ofícios recebi respostas (nem sequer foram de todos dos destinatários), bonitas para “boi dormir”.  
Mas factos...nenhum!  
Isto não obstante ter apontado nos ofícios quais as  fortes suspeitas de violação relativamente á lei em apreço no SIADAP. Apontei como falhas nesta instituição o não cumprimento das alíneas a), d),f) , l), do número 6, do artº 36º, do número 2 , alínea a) e alínea b) do artigo 56º, e da alinea a), os números 2,3,4, e 5 do artº 57º. Todas estas alíneas,números e artigos referentes à lei 66B/2007.A lei que regula o SIADAP. 
Apresentei queixa no provedor de justiça (26 de Abril 2016) . A resposta chegou em 17 de Maio de 2016. Tudo arquivado. Devido á questão dos “prazos” . Continuaram a fazer “ouvidos de mercador” ao facto de os prazos foram ultrapassados porque as indicações erradas (penso que propositadamente),  que recebi , sobre como atuar, provocaram perda de tempo útil. 

Denunciei o caso á Direção Geral da Administração e do emprego público(DGAEP) , que me respondeu em 12 de Dezembro 2015 com pouco mais do que as costumeiras palavras circunstanciais. Ainda assim por intermédio da DGAEP,a denúncia seguiu para a Inspeção Geral de Financas(IGF).  

19 de Setembro de 2016, por intermédio da Inspeção Geral de Finanças, a denúncia seguiu para a Inspeção Geral das Atividades em Saúde(IGAS).  A partir desta data..... morreu tudo ! Nunca mais recebi feedback fosse de quem fosse. Mas...o facto de a DGAEP ter informado a IGF, e desta ter informado a IGAS é, do meu ponto de vista, de assinalar.  Penso que tal se  deve ao facto de  cada uma destas instituições reconheceu haver matéria para investigar. Mas... “the bottom line”, é ... quem prevaricou, quem prejudicou deliberadamente colegas, quem, cobardemente, se encobriu continua a trabalhar na instituição como se nada fosse.  Todo este percurso que aqui vos deixo prova, uma vez mais, que direitos , decência, justiça e, já agora, vergonha no seio da administração pública são meras miragens. Eu, pelo menos eu, fiz a minha parte. Entrei numa luta sozinho.  
Mas entrei !  
Quanto mais não seja para confirmar, uma vez mais, que o próprio sistema através da sua costumeira inércia são cúmplices de  gente indecente, fraca, incompentente e vingativa. Gente adepta dos conciliábulos ,amiguismos e influências e, no extremo oposto, está gente adepta da imbecil inércia, e da indiferença cobarde. 
  Por isto mesmo  lembro-me de ter pensado várias vezes que “esta instituição é um exato reflexo da sociedade portuguesa

13/02/2019

Caixa Geral de Depósitos: Um regabofe para o povo pagar




Mário Russo 
O que tenho lido sobre a CGD, nem Al Capone se lembraria de fazer. O PS, PSD e CDS têm distribuído benesses de marajá das Índias a figurões dos partidos. A maioria sem qualquer conhecimento da área bancária. Incompetentes que se serviram de uma instituição pública para favorecer amigalhaços. Nada de diferente do que aconteceu com o BPN e outros bancos privados, usados como veículos de transporte de dinheiros públicos para outros tantos figurões que têm vivido às custas das tetas do Estado.
Quem paga é o povo, mais uma vez, porque os supervisores, auditores, tudo gente muito especialista que ganha verdadeiras fortunas, não acham nada de estranho a empréstimos de milhões e milhões para operações de bolsa ou imobiliárias de elevado risco, mas considerados normais, porque não “há sempre alguém que diz NÃO”. Todos dizem sim, vergonhosamente.
O Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, tem sido um espectador do fartar vilanagem dos últimos anos na banca nacional, que sistematicamente é salva pelo Estado. Mas o Estado, somos nós, que pagamos os impostos, que em vez de canalizados para a melhoria de vida dos portugueses, na saúde, educação e infraestrutura, é delapidado, sem pudor, por sucessivos governantes incompetentes que jogam a sorte em roletas russas de casinos clandestinos por onde se esfumaçam verdadeiras fortunas do erário público, com a culpa a morrer sempre solteira.
Agora vai haver uma audiência à auditoria ao assalta à mão desarmada que se passou na CGD por figurões do PS, PSD e CDS, e o Banco de Portugal vai analisar. Mas eu pergunto, o que vai analisar? Quem vai analisar se não conseguem ver um elefante passar na frente do edifício?  Tudo se passou na frente dos narizes dos pretensos supervisores bancários, sem a menor desconfiança de que estavam a celebrar empréstimos ruinosos e criminosos? Empréstimos a figurões para jogar na bolsa de valores? Mas o que é isso senão crime e criminosos?
Carlos Costa e os seus pares deveriam ser julgados e condenados a bem da moralização da vida pública. Portugal está falido e muita gente ainda não percebeu, porque o país não tem como suportar tamanho regabofe: BPN, BPP, Banif, BES, BCP, Novo Banco e CGD.
Farto-me de rir quando cidadãos portugueses criticam as roubalheiras em outros países, como se estivesses num modelo de virtudes. Infelizmente é o mesmo desastre. Não acredito que se altere seja o que for porque os políticos da praça são os coronéis que comandam os destinos do povo carneiro, como os Al Capones das máfias amedrontavam populações e as saqueavam.
Estou farto de ouvir dos “experts”, em gamanço, dizer que é fundamental “salvar” bancos. Que é imperativo para a saúde financeira e económica do país, mesmo sabendo que das outras vezes deu sempre errado, se mantém o velho e estafado discurso da roubalheira. Uma vergonha.
Está na hora de emergir uma nova geração de protagonistas na política sem vínculos a estes partidos anquilosados e cheios de mofo, que ocupem postos públicos com honra para servir a população e não para se servirem. Chega de pulhas a ocupar os lugares públicos cheios de benesses e prebendas para roubar o que é do povo. Haja vergonha.

CARTA ABERTA DE UM EMPRESÁRIO ANGOLANO



João Lourenço: foto TVI 24
Sr. Presidente, 

Somos uma empresa angolana desde 1999, registada no IAPI, sempre representamos Angola no exterior do país e dentro, na industria hoteleira e na industria alimentar, sempre focados na qualidade. 
Acreditando no novo executivo, desde 2018, estivemos a elaborar um novo projecto para aumentar a capacidade de produção de nossa industria mais quatro vezes, sempre focados na saúde publica, no desenvolvimento social, ambiental e económico. 
Devido à actual economia angolana, neste inicio de 2019, decidimos desistir deste novo projecto e esperamos não ter que desistir do actual pois parece que estamos a trabalhar unicamente para o Governo pois até aqui o beneficiário deste nosso trabalho tem sido quase que exclusivamente o Governo, após mais de cinco anos de arranque deste actual projecto. 
Nestes cinco últimos anos não conseguimos retirar qualquer lucro da empresa e continuamos no vermelho apesar de termos em dia nossos impostos da AGT e do MAPESS, salários dos funcionários, férias, décimo-terceiro, refeições, fazemos uma preservação ambiental e social na região. 
As razões que nos levaram a desistir de novos projectos industriais são os juros do BANCO BDA a 13%, os juros bancários comerciais acima de 26%, uma população que perdeu mais de cem por cento de seu poder de compra e o mesmo se passou com as empresas, imensas as dificuldades em lidar com o acesso às divisas, uma burocracia Institucional que continua e muitas vezes não funciona corretamente, podemos citar muitas, uma falta de apoio institucional Provincial e Nacional, etc,. 
Sr. Presidente,  os empresários verdadeiros são profissionais empreendedores com formação e muita experiência e suas empresas, para obterem sucesso, são construídas com foco numa economia de mercado, foco na qualidade de sua administração e foco na qualidade de sua produção. 
Um empresário de verdade, Sr. Presidente, de uma ideia constrói uma empresa, constrói vários projectos, busca acesso a financiamentos e desenvolve muitas atividades ao mesmo tempo para concretizar com sucesso suas ideias. 
Os empresários, quando verdadeiros, são as pessoas que melhor sabem ganhar, em todos os sentidos, inclusive dinheiro e podem ser mestres nesta arte. 
Esta é a realidade e se o Governo quer caminhar equilibradamente, não pode deixar de ouvir com muita atenção cada uma das empresas que labutam com sucesso neste nosso país, mesmo diante de tantas dificuldades criadas por uma administração pública. 
Um empresário, do nada constrói uma casa, decora, mobila, apetrecha, põe alimento, põe uma família a morar e organiza esta mesma casa administrativamente para que funcione com sucesso. 
Se uma pessoa receber esta casa totalmente funcional e ao fim de um ano, por exemplo, esta casa estiver desorganizada, funcionar mal, não tem alimentação, estiver suja, etc, então esta pessoa não é um bom administrador certamente.      …………….. 
Angola é um país que se pode incluir num grupo selecto de países potencialmente muito ricos e com a vantagem de ter uma população muito pequena em relação a este potencial, inclusive é um dos países com mais água potável em seu território, o que lhe dá vantagens comparativas imensas, muito sol, mar, clima excelente, sem grandes desastres ambientais, montanhas, ferro, ouro, diamentes, minerais, florestas, savanas, diversidade animal, localizada privilegiadamente na SADC e na África Austral, excelentes portos, população académica, etc., etc,. 
Angola é um país que tem tudo para ser excelente mas não é, após estes quarenta e três anos de independência. Temos de culpar a nós mesmos e culpar as pessoas que dizendo-se nacionalistas, desviam os dinheiros e investimentos públicos que poderiam desenvolver a educação, saúde, industria, etc,. 
O Governo deve ser mais rigoroso ao punir os responsáveis dos desvios que afectam e prejudicam milhões de angolanos. 
O Governo deve ser mais exigente na qualidade de sua indústria e comercio e nos investimentos que faz e ser mais rigoroso na cobrança dessa qualidade pois é assim em qualquer lugar do mundo. 
Se um estrangeiro for para a China ou qualquer país asiático e for vender alimentos estragados ou roubar minerais ou distribuir drogas ou construir de forma errada casas e estradas, poderá ser até condenado à morte, pois esta pena existe nestes países, mas em Angola qualquer pessoa que fizer estas coisas erradas, mesmo estrangeiro, apenas receberá uma pequena pena e muitos destes indivíduos voltam a cometer os mesmos erros pois sabem que as condenações, caso sejam flagrados, não são rigorosas. 
Angola é uma região geográfica privilegiada, é um território potencialmente muito ric0, extremamente bem localizada no continente africano, com uma pequena população, possui o que de melhor existe no planeta geograficamente, inclusive nem tem desastres naturais de realce. 
Se um gestor público recebe a incumbência de administrar economicamente Angola, recebe um país a funcionar minimamente mesmo diante de muitas dificuldades, aonde com cem kwanzas se compram dez pães, e ao fim de um ano com cem kwanzas se compram apenas três pães, num país com este potencial e que muitas outras nações gostariam de aqui investir se o país estivesse melhor organizado, que dizer deste gestor público?  É um bom administrador? 
Se um empresário receber uma empresa a funcionar bem, se a economia do país não se alterar significativamente e ao fim de um tempo esta empresa estiver a caminho da falência, este empresário não é um bom administrador.  
Angola, com seu potencial económico, não pode caminhar no sentido inverso de uma boa economia.   

Respeitosos cumprimentos,  











Valdemar Ferreira Ribeiro 
Economista, ambientalista e industrial 

11/02/2019

Opinião de Joaquim Jorge no Noticias ao Minuto

As Ordens não são Sindicatos!



António Fernandes 
A manipulação descarada das organizações de trabalhadores sejam elas quais forem é a pior forma de representação desses mesmos trabalhadores.
Uma Ordem é a organização de uma classe social distinta com características e responsabilidades institucionais especificas, supra ideológica porque nessa organização estão inscritos profissionais de todas as crenças: políticas e religiosas; de todas as etnias; tendências sexuais; estrato social de origem; entre outras condições que separam as pessoas enquanto indivíduo e as juntam enquanto classe profissional; 
E,  supra laboral porque a organização sindical existe para, no quadro Constitucional assumir a dimensão reivindicativa para com a sua entidade patronal sempre que, no âmbito das suas competências, ajuízem os seus associados, estarem esgotados os meios de negociação existentes.
Até porque, numa qualquer atividade profissional pode o indivíduo assumir a dupla função de trabalhador por conta de outrem e de empresário a título individual ou com assalariados ou acionista, entre outros, em simultâneo.
Pode também, sindicalizar-se no sindicato que quiser ou, não se inscrever em sindicato nenhum se assim o entender.
As Ordens são corporativas e de inscrição obrigatória para o exercício da respetiva atividade.
Uma barbaridade que fere os direitos liberdades e garantias, na minha opinião, exarados na Constituição da República Portuguesa, com cota obrigatória estabelecida em que o não pagamento implica a perda da “carteira profissional” impedindo assim, um profissional, do exercício da sua profissão.
Curiosamente nunca nenhum profissional inscrito numa das várias Ordens existentes se movimentou organizadamente contra esta “taxa” mensal obrigatória nem sequer os Sindicatos de classe o fizeram.
A constituição de Ordens em segmentos sociais assalariados é, assim, algo estranho na organização social de classe.
O histórico relata Ordens formadas por prestadores de serviços e outros onde a organização sindical não existia. A Ordem dos Advogados e a Ordem dos Médicos. Organização Institucional de relação com a Legislação, sua construção e fiscalização; diálogo institucional com as várias entidades; promoção e defesa do conhecimento, sua evolução e praticas, entre outros, sempre na linha dos avanços científicos e tecnológicos aplicáveis;
A Ordem dos Enfermeiros aparece assim, enferma do primado da deontologia e da ética profissional.

09/02/2019

ADSE



Uma pequena nota, para esclarecer quem paga o quê:

a ADSE é exclusivamente sustentada com os descontos de 3,5% dos vencimentos e reformas (incluindo dos subsídios de férias e Natal) dos funcionários públicos no activo ou aposentados. A ADSE não recebe um cêntimo do Estado. Até os funcionários públicos que trabalham nos serviços da ADSE são pagos pelos beneficiários e não pelo Orçamento do Estado. A ingerência dos governos na gestão da ADSE é abusiva e inadmissível num Estado que se diz de direito. O uso e abuso das verbas da ADSE para mascarar défices e outros que tais é mais uma das muitas trafulhices a que vimos tristemente assistindo, enquanto se vai fomentando a inveja de gente mal informada. Dividir para reinar, colocar uns contra os outros, estimular as posições de claques.....uma vergonha!
Há que divulgar que a ADSE é dos subscritores.

Maria Emília Lobo Gomes