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04/03/2008

24 HORAS - entrevista


Em vez de vir a foto de quem entrevistam, vem de quem pediram-me para falar, José Sócrates.


Gostava que lesse e me desse a sua opinião.

Para ver clique aqui e vá à Edição de 03/04/2008 (página 12).

Obrigado.









19/02/2008

POLÍTICA

A realidade mediática substitui a realidade real




JOAQUIM JORGE


A
política em Portugal e noutros países é algo visto, ou para políticos ou desconsiderado, pela retórica de dizer uma coisa e fazer outra, e o pior de tudo, ligado a atitudes e interesses menos límpidos.
A culpa é dos políticos, Portugal é um país deprimido e frustrado que não crê em nada e muito menos na política. É necessário oferecer outra maneira de fazer política, acabar com este modelo clássico português e sobranceiro. Mobilizar e sacudir os portugueses, fartos de engenho e ambiguidade. Depois de anos de alternância (PSD e PS), broncas e decadência económica, do jogo direita – esquerda, Lisboa contra o Porto, jovens contra os velhos. Esta democracia massificada que chegou a este estado por “via democrática” é confusa e ancorada no passado, povoada de caras conhecidas há décadas e cheia de trânsfugas, desvergonha, velhacada e pactos subterrâneos.
É necessário sobriedade, sentido comum, produtividade, inovação e mérito, como diz Alberto Asor Rosa de Itália aplica-se a Portugal: “é o país onde tudo é o contrário do contrário”.
É preciso fazer política, em vez de a neutralizar, dando espaço à ideologia em vez do pragmatismo.
A realidade mediática substitui a realidade real. Daí esta forma storytelling e variedade política two step flow em que se transforma a sua prática em propaganda. Como diz Hillary Clinton, “ os discursos não dão de comer, nem enchem o depósito de gasolina nem pagam os medicamentos”. Os portugueses querem soluções numa política que não se vire contra eles que respeite doentes e pobres.


publicado hoje

29/01/2008

MENEZES E O GOVERNO



JOAQUIM JORGE

É necessário mudar o autismo, o dogmatismo e o monopólio da verdade, das virtudes e do fazer. A política existe para servir as pessoas e não para as usar.

Este Governo vai ficar na história por enviar funcionários públicos para um gueto – a mobilidade especial, encurralados e marginalizados com salários reduzidos quase para metade. Única e exclusivamente porque são um peso para o Estado.

Os seus direitos, liberdades e garantias, o quanto fizeram pela sociedade e gerações futuras como muitos professores, não conta para nada.
Esta cegueira e surdez são arrepiantes.

A democracia económica sobrepõe-se à democracia de cidadania.

Menezes tem que rapidamente, até para sossegar quem aposta nele, inflectir o rumo. Os comentadores do inner circle não lhe perdoam ele ser do norte e continuar a viver no Porto, ao contrário deles, pseudo-convertidos a Lisboa.

De uma forma simples com a sua intuição explicar que será possível fazer melhor, fazer muito diferente, e se essa diferença faça toda a diferença. Se a inevitabilidade das medidas é provocada pela acefalia geral dos cidadãos.

Despertar a consciência dos cidadãos com uma alternativa à naturalização do inevitável. Não é socialmente justo reduzir salários de trabalhadores e privá-los de saúde e apoio médico.Lutar contra esta sensação depressiva e confusa.

Ser um líder 360º, integrador, construindo pontes em vez de paredes, falar aos olhos e não apenas aos ouvidos. Praticar os valores que defende e no fundo ser o eco no que preocupa o país. Ser ele, como nos habituou sem agências ou quejando.

Publicado hoje

20/01/2008

CUBA



JOAQUIM JORGE





Lindo país com pessoas simpáticas, extrovertidas, sociáveis e cultas apesar de existirem poucos livros e jornais à venda


Há tempos visitei Cuba, este lindo país com pessoas simpáticas, extrovertidas, sociáveis e cultas apesar de existirem poucos livros e jornais à venda. Fi-lo por mera curiosidade de ver in loco , o ainda sistema político vigente com a omnipresença de Fidel Castro. Todavia por morte deste o regime, penso eu, tenderá a evoluir para outro sistema político que actualmente é uma república socialista, em que só existe um único partido, o Partido Comunista Cubano.
Com um Sol radioso, campos de cana-de- açúcar, palmeiras esguias e um mar azul límpido e profundo, com uma cultura complexa em que as antigas tradições coexistem com novas correntes intelectuais. É uma ilha jovem e cheia de vitalidade, de música e de cor e que, apesar das graves dificuldades económicas, provocadas pelo «embargo», que os leva a odiarem os Estados Unidos, se mantém fiel à sua identidade.
O resultado mais interessante da sua miscigenação é um surpreendente mosaico étnico de brancos, negros, mestiços e asiáticos, com pessoas muito bonitas e sempre com um sorriso. Mostrando uma educação muito acima da média, concedida pela Revolução que defendia que a única maneira de ser livre era ser instruído. Actualmente a maioria da população da ilha, metade da qual tem menos de 30 anos (nasceu depois da Revolução), sabe ler e escrever a língua oficial, o espanhol, e aprende também línguas estrangeiras. Por todo o país, as Casas da Cultura, ou centros culturais, promovem exposições, espectáculos teatrais e musicais e até bailes.
Uma coisa que me tocou sobremaneira foi a preocupação com as gerações mais novas, em que a taxa de mortalidade infantil é a menor da América Latina, sendo o país com mais elevada taxa de esperança de vida. Li que existem zonas em que a taxa de mortalidade infantil é 0%! Eu diria que é absolutamente excepcional e impensável na Europa.
A sua Saúde é exemplar com médicos com óptima preparação, daí a ilha ser utilizada para tratamentos de stress e problemas dermatológicos, tornando-se um centro de “turismo de saúde” para além do turismo propriamente dito.
Mas para quem não passa um dia sem ler livros e jornais, que por aqui escasseiam, com muito esforço e perseverança arranjei alguns exemplares. Ao domingo só é publicado “ Juventud Rebelde”, mais parecendo com todo o respeito que tenho por jornais regionais, um jornal regional mas de cariz mensal pela qualidade do papel e grafismo. À semana existe o jornal Granma , órgão oficial do Comité Central do Partido Comunista de Cuba com maior distribuição na ilha. Este nome é o do iate dos rebeldes que atracou em 1956, na praia de Las Coloradas em vez de Niquero, daí terem sido interceptados por um navio de guerra, tentaram fugir mas foram abatidos pelos aviões de Batista. Os sobreviventes ( incluindo Fidel Castro) refugiaram-se na Sierra Maestra.
Mas o mais marcante é a figura disseminada por tudo que é sítio de Ernesto “Che” Guevara , argentino que conheceu Fidel Castro no México , sendo seu ministro da Indústria e presidente do Banco Nacional. Foi assassinado a mando da CIA , tinha apenas 39 anos . Tudo dá para ter a sua imagem : t-shirts ; bonés ; fotos ; litografias ; livros ; etc. . O mais impressionante é que este Verão foi o 40º aniversário da sua morte. É o único de dois estrangeiros na história do país ( o outro é o general dominicano Máximo Gómez) a serem proclamados cidadãos cubanos « por nascimento» .
Não sei, mas se não tivesse morrido a sua auréola ofuscaria Fidel Castro pois possuía atributos incomensuráveis, tendo alguns com os quais me identifico e revejo. Uma vontade de ferro, gostava tanto de livros como de desporto e tinha um grande espírito de sacrifico; sabia apreciar a beleza e era um perfeccionista, mas tinha sentido de humor. Era um homem de acção, que também arranjava tempo para meditar acerca da realidade e para escrever. Despretensioso , franco, ascético , idealista e intransigente.
Aconselho-vos uma visita à capital Havana, cheia de azáfama e diversões com algumas jóias arquitectónicas esplêndidas do período colonial ou posterior e muitas outras atracções. Ah! esquecia-me de uma coisa, aqui pode-se fumar à-vontade apesar do regime aparentemente repressivo e as mulheres reformam-se com 55anos e os homens com 60 anos. Tenho que ir viver para Cuba…


ver clique aqui.

14/01/2008

O combate ao crime não se compadece com cosmética

artigo de Joaquim Jorge, publicado no jornal Publico ver aqui.

A quarta revisão do Código Penal após o 25 de Abril foi no sentido de dar resposta às novas realidades na sociedade contemporânea. As mexidas sofridas em cerca de noventa artigos formuladas pela Unidade de Missão presidida, na altura por, Rui Pereira, actualmente Ministro da Administração Interna, tiveram em conta as propostas da antiga comissão presidida por Freitas do Amaral a pedido do Governo PSD/PP, o que nos tempos que correm é de louva; o habitual é para quem chega procurar mudar tudo e… fazer tudo de novo.
Esta revisão que consagrou novas pena como: a responsabilidade de pessoas colectivas; crime de tráfico de pessoas (o que mais me repugna é dirigida à exploração sexual ou à colheita de órgãos); crimes sexuais contra menores (o processo casa Pia deu uma ajuda para a defesa das crianças); maus-tratos e violência doméstica (estão na ordem do dia); crimes contra o património (o processo será arquivado desde que o agente repare o prejuízo causado); crimes contra bens da sociedade (os incêndios estiveram na sua génese como defesa da Natureza e do Ambiente); violação do segredo de justiça (não foi alheio o envelope 9); as penas de substituição da prisão colocando presos em casa com pulseiras electrónicas, são uma novidade.Todavia esta revisão que entrou em vigor em 15 de Setembro mostra que o novo Código do Processo Penal, não ajuda a combater o crime organizado. A criminalidade no Porto com quatro mortes desde 13 de Julho, revelou que o novo código não está a preceito.
A falta de discussão preliminar, de informação da maioria da população, assim como do envolvimento da sociedade civil em geral, em que intervenham universidades, associações profissionais do sector da justiça, grupos de cidadãos em que tivessem sido analisadas as propostas para a reforma Penal, foi um erro. Deveria ter havido um estudo prévio que avaliasse o impacto das medidas. A pressa não foi boa conselheira assim como a falta de debateA criminalidade é preocupante merecendo referências de Cavaco e Silva e de José Sócrates.Um estudo divulgado pela DECO sobre criminalidade demonstra falta de resultados, excesso de burocracia e esforço reduzido dos agentes em identificar os agressores. O cepticismo é generalizado com a acção da polícia, mas o mais grave é a desvalorização do sucedido pela própria vitima e a descrença nos resultados levam à não participação da ocorrência. A insegurança grassa, é necessário mais vigilância e tornar os serviços policiais “mais eficientes” e “ medidas para uma justiça mais célere”.
Os cidadãos queixam-se da polícia, todavia esta tem que ter os meios necessários à sua acção no terreno. O novo Código do Processo Penal coloca a nu a dificuldade em fazer detenções fora do flagrante delito e a possibilidade de o fazer se houver fundadas razões para acreditar que o visado não se apresentará espontaneamente. Essa avaliação é complexa e subjectiva e até nada impede de o suspeito fugir.
Este tipo de crimes não se coaduna com a espera assim, como tornar público ao fim do prazo do inquérito. Esta nova legislação é permissiva com este tipo de crimes. Deve rapidamente alterar-se para evitar acontecimentos deste género que provocam, inquietação, impunidade e laissez faire laissez passer.
A evolução da criminalidade no Porto e as detenções patenteiam que esta operação Noite Branca esteve para não se realizar por falta de meios financeiros e deve-se ao regime de voluntariado dos elementos da PJ. Estes sim são grandes homens por carolices executaram esta perigosa operação. Como é possível não haver dinheiro para se investigar e combater o crime? Muito mal vai um país que não tem meios de combate a estes crimes organizados criminosos ou terroristas.
Lembro-me que o anterior director da PJ Santos Cabral tinha batido com a porta por falta de meios. Disseram que tudo tinha mudado. Este combate não se compadece com cosmética e fachada…

08/01/2008

Fumar

Hoje o artigo de opinião pagina 7.
Para ver noticia clique aqui.

06/01/2008

O combate ao crime não se compadece com cosmética

O artigo de opinião habitual aos domingos quinzenalmente, na rubrica CONFIGURAS.

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03/01/2008

IDEIAS K






Maria Teresa Goulão




Com rufar de tambores apareceu na TV o Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (INCB) no Portinho da Arrábida a anunciar o que chamou o “início de um programa de restauração da autoridade do Estado nesta zona de domínio público marítimo".

Este implacável programa começou com a demolição de sete barracas completamente destruídas e com o vetusto anúncio de que a fase seguinte do processo “que abarca a demolição dos três restaurantes, fica a aguardar pela decisão do tribunal”, em princípio em 2008”!
Tudo começou em 2002 com um inquérito da Inspecção-Geral do Ambiente que apurou a existência de centenas de incorrecções ou infracções em processos de autorização de construção nalguns parques naturais. A investigação ao Parque Natural da Arrábida detectou falsificação de documentos, violação das regras de licenciamento, inacção face às construções ilegais, falta de fiscalização e inexistência de arquivos.

Dos 450 processos analisados pela Inspecção Geral do Ambiente resultaram mais de três centenas de irregularidade. Os inspectores concluíram de"inacção por parte do parque na reposição da lei".
Já em Julho de 2002 o então secretário de Estado prometia “mão-de-ferro” para os infractores e anunciava que “para as demolições da Arrábida não ia faltar apoio do Estado” e dizia “não compreender como era possível haver tantas irregularidades”. Em 2004 o Ministro Nobre Guedes faz um levantamento sério e detalhado das ilegalidades e irregularidades dos Parques Naturais e detecta 3241 construções ilegais dentro de áreas protegidas além de uma série muito grave de questões que põem em causa o funcionamento regular e transparente daqueles serviços. A partir de 2004, não ouvimos falar de qualquer actualização àquele levantamento, nem foram impostas novas regras que ponham a casa na ordem.

Tantos anos, tantas ilegalidades, tanto desperdício de energia e dinheiro e continuamos na mesma: com as demolições por realizar, sem planos de ordenamento das áreas protegidas algumas das quais criadas há mais de 20 anos.

Uma nota que não é caricata porque é muito triste. Em 2000 é criado o Parque Natural do Tejo Internacional e em 2004 é determinada a elaboração do Plano de Ordenamento. Em Agosto deste ano finalizou o prazo de inquérito público no qual resultou pouco mais de dez reclamações. Passados seis meses, o ICNB diz que o Plano está “ em Período de Ponderação em face dos Resultados da Discussão Pública” .O parque do Tejo internacional com cerca de 27 mil ha continua ao abandono. Não preciso de mais exemplos para concluir que a conservação da natureza continua sem política. Não precisamos de mais acções mediáticas em frente às luzes da TV. Precisamos de acção.





publicado no semanário Sol




28/12/2007

TVNET


Ver aqui.

25/12/2007

OS PRISIONEIROS DAS CASAS



João Teixeira Lopes


Jamais conseguiremos resolver o mistério de saber se somos nós que habitamos as casas ou se são as casas que nos habitam. Devagar, as casas tomam conta de nós e assistem à lentidão dos gestos. Algures, alguém segura uma chávena.No momento em que falo, em que as minhas palavras se oferecem já ao esquecimento, há uma rapariga que veste um vestido colorido para a noite de estio. Há um espelho desejando a música que perpassa em seus ombros e uma solidão de séculos mordendo a melancolia. Um rapaz sonha a rapariga. Um outro rapaz sonha ser a rapariga. E a casa sonha-os, como personagens que ardem. Portas abrem-se e fecham-se com estrondo. Janelas convidam suicidas. Janelas convidam janelas. Janelas espreitam a tarde escorrendo pelas paredes, a procura vã da velha mulher, a loucura toda de um fim de dia. Por entre os lábios, juntamos palavras à matéria das casas. Mas as casas persistem em seu silêncio e sobrevivem-nos nesse silêncio. As casas imaginam-nos como gostaríamos de ter sido e a nossa vida é uma sucessão de casas que o tempo vai escurecendo. O corredor oblíquo da infância, o arco desmedido da entrada, o desespero das mãos, a vastidão da mesa, a crua simplicidade da velha arca. Quem é capaz de conter a implosão das casas em nós? Quem segura nosso peito? Quem colhe um a um os pedaços? Quem, entre ruínas, nos fala ainda? E dentro da casa todas as coisas. De um tempo imemorial, as coisas.Minuciosas,como um ritual, as coisas. Mnemónica de sempre, as coisas. Elegia permanente,as coisas. Ode permanente, as coisas. O homem das sete partidas regressa cansado à casa e chora. As sete partidas só existem a partir da casa. E somos todos - todos! - prisioneiros das casas.

convidado de honra num debate no clube , membro do clube , deputado do BE

23/12/2007

Retrospectiva do ANO


Mário Russo

Estamos a terminar mais um ano e já lemos artigos que fazem retrospectivas do que aconteceu durante o ano e lançam ideias e previsões para o ano que se avizinha.

Convidaram-se para fazer um editorial deste tipo, mas confesso que não esperava. Tendo aceite esta responsabilidade, pensei bem nos acontecimentos que poderiam figurar num editorial desta natureza mas recuei, porque era um exercício de memória e pessoal, eventualmente demasiado fácil descrever o que já se passou. Assim, optei fazer um retrato do mundo em 2007, com o olhar de 1997, apenas 10 anos antes.

E porquê? Porque há 10 anos já se tinha derrubado o muro de Berlim, a Internet era uma realidade, tínhamos um novo Secretário-geral na ONU, a globalização tornava-se uma realidade, conhecíamos as ameaças dos fundamentalistas islâmicos, o problema com os Taliban no Afeganistão, a questão israelo-palestiniana, a ameaça Sadam no Iraque, as graves consequências para o planeta Terra devido às emissões gasosas, provocando as alterações climáticas, os dramas de fome e morte devido às grandes vagas de refugiados fugindo a guerras fratricidas, sobretudo em África etc. Sabia-se quais as ameaças e como resolvê-las ou combatê-las.

Assim, nesse fim de ano de 1997 eu previa que, dez anos depois, ou seja, em 2007, o mundo fatalmente teria mudado para melhor porque a queda do muro era o sinónimo do começo da fraternidade ecuménica entre os povos: todos diferentes, todos iguais.

Não haveria fome no mundo, porque o que se produzia no campo, e de forma crescente, era suficiente para que todos os cidadãos planetários pudessem ter uma refeição digna em cada dia.

A globalização, com a sua auto-estrada Internet, permitirá que em pouco tempo as nações mais pobres beneficiem economicamente, satisfazendo as necessidades dos seus povos.

O derrube dos tiranos e fundamentalistas seria perpetrado com a ajuda das Nações Unidas, ou apenas com os EUA e aliados mais próximos, libertando os povos do Afeganistão e do Iraque das agruras de fundamentalistas e de sanguinários ditadores, transformando aqueles países em exemplos de democracia e de desenvolvimento na região, imperando a paz entre todos os povos.

Os árabes seriam tolerantes para com os cristãos e confraternizariam com judeus. Os judeus respeitariam os árabes. O Afeganistão seria invadido de progresso trazido pelos americanos com a expulsão dos Taliban.

O Iraque sem Sadam seria um paraíso industrial e turístico. O Líbano, sem a “gangorra” do Hezbolah e a dominação da Síria, voltaria a ser a Suiça do Oriente. Os revolucionários que tomaram o poder defendiam os seus povos e não seriam cleptocratas, como é Putin e tantos lideres africanos são.

De facto o mundo seria bem melhor e mais seguro do que era em 1997. A realidade está à vista de todos. Sendo estes os desejos do então novo Secretário-Geral Kofi Annan, e que eu próprio achava serem alcançáveis, não passaram de ilusão: o ser humano é muito pior do que se pensa e pouco mudou em termos de barbárie em relação ao que foi no tempo das cavernas, só refinou os instrumentos.

Ainda assim, no dealbar do novo ano, desejo a todas as pessoas um mundo de PAZ e de mais igualdade. Aos amigos desejo um Feliz Natal e próspero ano novo e que o Clube dos Pensadores continue na senda do sucesso que tem experimentado com a superior coordenação do irreverente, inovador e sagaz Joaquim Jorge, a quem desejo as maiores felicidades pessoais e profissionais.




engenheiro , professor no IPV , membro do clube e frequente no blogue


21/12/2007

A Revolução do Verde vencerá a ameaça do aquecimento Global



Roberto Santiago

O aquecimento global saiu das queimadas nas florestas, das chaminés enfumaçadas, do trânsito infernal e das cidades poluídas e entrou, definitivamente, em nossos corações e mentes.

Tudo por obra, persistência e graça do Partido Verde, no Brasil e no mundo, que soube se antecipar às tendências postuladas pelas camadas mais lúcidas da população.

Daí o meu orgulho de ser do PV, ocupando atualmente a vice-liderança do PV na Câmara dos Deputados e de poder me dirigir a vocês, meus companheiros e companheiras, nossos parceiros da fé verde e amarela por um Brasil que apostará no desenvolvimento sustentado.

Um Brasil em que aproveitaremos a energia transformadora do nosso povo para avançarmos para muito além de sermos o pulmão do mundo, com a maior reserva florestal do planeta, e nos tornar líderes da recuperação global do meio ambiente.

Vivemos uma época e em um ano em que Al Gore, ex-vicepresidente dos Estados Unidos, a maior potência poluidora do mundo, ganhou o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho a favor do meio ambiente, com seus alertas continuados contra o aquecimento global.

Nossos filhos e netos vão crescer já comprometidos com a Revolução do Verde que o Partido Verde, ao longo das últimas cinco décadas, soube fazer germinar em cada atitude a favor da proteção ambiental.

Atitudes cotidianas a favor da Serra da Cantareira em São Paulo, das reservas ambientais na Serra da Mantiqueira, do estímulo ao turismo ecológico na Região Bragantina, da reciclagem doméstica do lixo e até mesmo a preocupação em se substituir as sacolas de plástico por sacolas de papel nas compras nos supermercados.

O aquecimento global é uma ameaça. Mas a busca da solução já está devidamente implantada em nossas atitudes, ações políticas e determinação transformadora.

Por isso, a importância de que cada um dos ativistas a favor do futuro se filie ao Partido Verde, para nos ajudar a acelerar a correção de rumos. A destruição do meio ambiente atingiu tais proporções que requer, de cada um de nós, radicalizar na ação a favor do verde, conforme consta do programa do Partido Verde.
Roberto Santiago

Deputado federal pelo Partido Verde
de São Paulo
Cenap terá sede própria em Atibaia
O deputado federal Roberto Santiago se reuniu com Gerson Galvão, assessor da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento, e com João Paulo Ribeiro Capobianco, Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente, para acertar os detalhes para a construção da sede própria do Centro Nacional de Pesquisas para a Conservação de Predadores Naturais (Cenap), em Atibaia.

Para agilizar o acordo em torno da sede própria do Cenap, o deputado Roberto Santiago viabilizou 60% dos recursos através de emendas parlamentares vinculadas ao seu mandato. "A minha luta pela sede própria do Cenap é o reconhecimento da importância de uma entidade que é referência nacional para todas as universidades estaduais e federais, com grande influência internacional", diz o deputado.

O Cenap foi criado pelo Ibama em 1994 a partir da expansão das atividades do Projeto Carnívoros do Iguaçu. Este projeto, coordenado pelo biólogo do Ibama Dr. Peter Crawshaw Jr., estava em andamento desde 1990, com o objetivo de estudar a ecologia e indicar estratégias de conservação para os carnívoros do Parque Nacional do Iguaçu - PR, principalmente onças-pintadas e jaguatiricas.

Durante o desenvolvimento do projeto, devido às diversas demandas que chegavam no Ibama sobre questões relativas aos carnívoros brasileiros em todo o território nacional, as atividades do Projeto Carnívoros do Iguaçu se expandiram por todo o Brasil. Desta maneira, se percebeu a necessidade da criação de uma unidade específica dentro do Ibama para centralizar estas ações. Assim, através da Portaria nº 78 de 27 de julho de 1994, foi criado o Centro Nacional de Pesquisas para Conservação dos Predadores Naturais (Cenap).

O Cenap foi estruturado inicialmente com uma sede nacional e duas Bases de Pesquisa, uma em Poconé - MT e outra em Manaus (AM). O Cenap tem sua sede definitiva em Atibaia, região estratégica, pois é um epicentro onde se localiza outros grandes centros de pesquisa parceiros do Ibama com acesso a dois aeroportos internacionais de onde partem vôos em grande número para todas as regiões do país. A questão da predação envolve diversos atores sociais e sua solução depende da habilidade dos envolvidos em firmarem parcerias, entre eles o Ibama, criadores, órgãos de extensão rural, Polícia Florestal, zoológicos, órgãos estaduais de meio ambiente, universidades e prefeituras.

A sede definitiva do Cenap, que o deputado Roberto Santiago negociou junto aos ministérios do Planejamento e Meio Ambiente, terá escritórios, laboratórios e uma ampla área de visitação pública, incluindo Centro de Visitantes, Museu e Biblioteca. Com toda a infra-estrutura voltada para o desenvolvimento de ativida­des de educação ambiental.

Para mais informações ligue para (11)3051-4209, falar com Amanda Oliveira ou Luiz Moreira.


deputado brasileiro do PV

20/12/2007

Resolução do Conselho de Ministros que aprova o III Plano Nacional para a Igualdade – Cidadania e Género (2007-2010)



Maria Manuel

No outro dia num dos meus passeios cibernéticos fui cair numa página governamental onde pude ler com cuidado e espírito critico o III Plano Nacional para a Igualdade – Cidadania e Género (2007-2010) aprovado por Resolução do Conselho de Ministros. O propósito é até ideologicamente válido, contudo não consegui no mesmo ver como será possível ao actual governo efectivar o rol de intenções aí apostas para o combate à desigualdade de género em todos os domínios da vida social, política, económica e cultural.
Desde logo não poderemos dissociar o facto de este plano ter necessidade de ser implantado na realidade Portuguesa e não numa outra qualquer da Europa. Refiro tal pelo simples facto de saber que o referido programa tem na base imposições inerentes à nossa participação na Comunidade Europeia. No entanto a realidade prática de Portugal, não só se cinge aos conceitos sócio culturais de Lisboa nem tão pouco é espelho da Europa. Portugal desde há muito que tem visto o seu povo a proceder a uma mutação positiva ao nível dos hábitos e conceitos, contudo ainda não se poderá afirmar como um País de plena cultura urbana fundamentada em princípios de democracia participativa. Ainda é uma realidade vasta e impregnada a cultura tradicional de matriz rústica. O Povo ainda tem necessidade de pensar e falar de género como algo de inovador, como algo de ameaçador aos valores tradicionais, nos quais a mulher é propriedade do homem e vice-versa. Ainda não existe uma efectiva cultura de respeito pela diferença, uma cultura de assunção dessa diferença e da sua valia. Homem e Mulher são verso e reverso de uma mesma realidade cujo pressuposto de sucesso se fixa no respeito pela diferença e no aproveitar dessa diferença à dinâmica de sinergias geradoras de mais humanidade. É neste contexto que me parece um pouco estranha a referida resolução.
Para além do mais a dita resolução é obra exposta de um governo socialista, um governo que há trinta anos atrás deitou por terra os princípios de valor pilares à nossa sociedade. Matriz ideológica que nos anos setenta laiciza tudo através da redução do valor ao mínimo aceitável em nome de uma liberdade que não conhecia, não dominava nem tão pouco consegui transferir para o povo. Efectivamente valores como a família, o pudor, a reserva de vida privada foram nesses tempos postos a saque pelos agora implementadores desses mesmos valores. Pois é neste espanto de cariz ético e de responsabilidade que se fundamenta a minha dúvida sobre a referida resolução. A referida resolução é produto de uma imposição Europeia cujo valor pilar é o da defesa da dignidade da pessoa humana. A resolução traz à colação o valor da paternidade, da responsabilidade participativa de agregados domésticos num ressurgir de identidades outrora banalizadas e postas à margem da conduta do bom cidadão.
Ora nesta amalgama de intenções e pressupostos valorativos não vislumbro como vincular um povo repleto de preconceitos quanto á distinção de género, como implementar um projecto quer ao nível da administração pública ou politica quando ainda há distinção do valor das pessoas em razão ao género. Como gerir as dependências económicas, sociais, culturais e familiares de um povo de matriz rural cujo valor equidade de acessos e oportunidades ainda são paradigmas do outro mundo.
Pois foi giro ler a referida resolução, resta saber como irá ser aplicada e quais as propostas efectivas de terreno.

advogada e membro do clube

09/12/2007

O FUTURO DO JORNALISMO

Não há nada no mundo tão portátil tão útil, tão rico em conteúdo e tão essencial para as nossas vidas como um jornal.

JOAQUIM JORGE

Os jornalistas têm grande influência na sociedade. O seu poder sobre a opinião das pessoas e as suas responsabilidades são enormes. Em Portugal não há a possibilidade de destituir, por exemplo um presidente, como já aconteceu nos Estados Unidos com o Watergate, aquilo a que chamamos o impeachment. O dever dos jornalistas é examinar o comportamento dos políticos, realçar e promover as qualidades humanas. Mas em geral só se interessam pela actualidade escaldante, sobretudo se ela for horrível. É necessário noticiar o que se faz bem, dar destaque a quem faz algo interessante e não a quem é conhecido (aparentemente). É a ditadura da notoriedade.


As pessoas com mais valor estão em casa, pois não estão para se incomodar. Ter um cargo não é sinónimo de competência e sine qua non para aparecer nos jornais e televisão.A imprensa precisa de ser livre, plural e ter meios para estar onde a História acontece.A revelação de “casos” que teriam sido abafados é importante. Deve contribuir para não calar o que é incómodo ou inoportuno, sendo um contra-peso funcionando como quarto poder : ser os “cães de guarda da sociedade”.Os jornalistas deveriam ter um registo de interesses como se faz para os cargos públicos. Quem não deve não teme. O presidente do SJ, Alfredo Maia não deveria ser militante de um partido, a isenção e transparência acima de tudo.

O crescente desprestígio aos olhos da opinião pública dos políticos começa também a ser acompanhado pela perda de credibilidade dos jornalistas.Só a qualidade vencerá a crise. É necessário uma adaptação às novas tecnologias fazendo um jornalismo de qualidade e rigoroso, onde há sensacionalismo deve haver rigor e o jornalismo não é espectáculo. A ética e a deontologia, assim como a responsabilidade respeitando o princípio do contraditório.Um telejornal de uma hora é demais…Será bom no futuro poder personalizar como quero ver televisão e aonde. Dispositivos portáteis, ecrãs de alta resolução “ on demande”, televisão na Internet – as novas tecnologias estão a combinar-se para dar ao espectador uma nova experiência televisiva.Antigamente a televisão estava na sala , agora nos telemóveis , no computador,etc.

O fim do monopólio dos jornalistas . A Internet , os blogues e os novos cidadãos –jornalistas querem estar melhor informados , querem mais do que se passa pelo filtro dos jornalistas . O combate é a reconquista da qualidade. É preciso que o público sinta que vale a pena , comprar um jornal , pela qualidade, por marcar a diferença. O futuro do jornalismo passa pelo combate há corrupção, mentira, o jornalismo não ser pé – de – microfone, ser de investigação e como diz Harold Pinter contra « a crescente cultura da supressão da verdade».

A comunicação social não tem que tratar da mesma forma os políticos sérios, dedicados, corajosos e com estrutura ideológica que a escumalha dos partidos. Tem que ajudar ao saneamento da vida política portuguesa. Não há democracia e não há vida democrática sem o exercício da liberdade de imprensa.A imprensa vai evoluir para outro tipo de plataformas mas a morte dos jornais é prematura pois não há nada no mundo tão portátil tão útil, tão rico em conteúdo e tão essencial para as nossas vidas como um jornal

Publicado, se desejar ver clique: aqui.

08/12/2007

A GRANDE LACUNA


150 MILHÕES DE PESSOAS IGNORADAS NA CIMEIRA EU-ÁFRICA

Pedro Laranjeira

Uma Cimeira mega-evento! Sem dúvida, quase Guiness, não fora a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas. Um orgulho para Portugal. O ponto mais alto do impressionante currículo de Sócrates!
Focados em Lisboa os olhos de meio mundo... que o outro meio tem sobrancerias que ainda acham que globais são eles, que as chaves do céu lhes pertencem...
No entanto, participaram na Cimeira quase metade das representações da ONU, dois continentes, duas organizações multi-nacionais e ainda vinte observadores convidados.
A latitude de assuntos é gigantesca. Quem teve medo que o não fosse ficou logo a saber que se tinha enganado na cerimónia de abertura.
Uma Cimeira destas é palco de discussão de tudo!
De tudo?...
Não, infelizmente!
Toda aquela representação representa mil e quinhentos milhões de representados.
A frase não é mau português, é intencional: porque quem não pode lutar pelos seus direitos tem que o fazer através de representantes, daí a seriedade da representação e a responsabilidade de quem representa.
É o caso das vítimas, seja de pobreza ou catástrofes, de tráfico ou exploração. É o caso dos que ficaram sem nada, dos refugiados, dos escravizados, dos doentes.
É o caso dos que não têm força, ou meios, para lutar por uma integração digna na sociedade.
Ninguém se lembra nunca que nesta situação estão... os deficientes!
São dez por cento da população mundial. São dez por cento da população portuguesa, mais de dez por cento da população africana.
Essa é uma carência transversal a todas as carências: também sofrem de fome onde a fome existe, também são ignorados ou explorados onde os regimes ignoram o bem estar dos seus povos, também são vítimas de violação de direitos humanos, também são refugiados... com a única diferença que têm, além de todos esses e cumulativamente com todos esses, um problema acrescido: o das suas deficiências.
São uma fatia da sociedade que precisa de uma atenção especial que lhes permita partilhar com os outros essa sociedade.
Todos os esforços humanitários, todas as boas intenções de todas as cimeiras, são de louvar e promover!
Mas dez por cento da humanidade vai ficando cada vez mais de fora, mesmo dos melhores resultados das melhores intenções... só porque precisa duma abordagem diferente!
Seria porventura desejável construir um mundo sem fome, sem miséria, sem iliteracia... fora do qual ficasse a sua décima parte?...
A segurança, a boa governação, os direitos humanos, o problema dos refugiados, as migrações, a democratização dos regimes são metas de bíblica importância, mas transversais a todas elas são as necessidades especiais de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo – só em Portugal são um milhão – que precisam que reparem nelas e as integrem.
Se não o fizermos, deficientes somos nós, por não sabermos reconhecer as diferenças e o nosso papel obrigatório, como seres humanos e cidadãos, em relação a elas!
É um grande, grande, trabalho necessário que as sociedades têm que aprender rapidamente a fazer, sob pena de estarem a votar à exclusão multidões que têm os mesmos direitos que nós, à semelhança do que antes se fez com os escravos, com outros povos, com as mulheres – deixemos que a História nos ensine os erros e o caminho de os evitar, antes de se transformaram numa luta social e num erro de humanidade!
Não basta falar nos problemas dos flagelos mundiais, é preciso incluir neles mais este, urgente, actual, vital!
Voltando à Cimeira: há mais deficientes em África que a soma de todas as vítimas de desastres, naturais ou políticos, mencionadas todos os dias em todo o mundo – esta “vítima” também o é, ainda por cima com abordagens que precisam de ser diferentes, porque os problemas o são também.
A Cimeira EU-África não tocou no assunto...
Porque será que ninguém gosta de falar de deficientes?...

director da revista Perspectiva

É uma honra para mim e para o clube ter o director desta publicação
distribuida com o jornal Público mensalmente.

O nível continua a elevar-se e este blogue já é um referência . Já tinhamos a
Teresa Goulão agora O Pedro Laranjeira.

Obrigado.

FRACOS ARGUMENTOS DA RAVE

Rui Rodrigues*

A RAVE, em vez de criticar na Imprensa as opiniões construtivas, deveria publicar na Internet projectos de engenharia que demonstrem que as suas ideias são as melhores, pois, desde o ano 2000, nunca apresentou nenhum projecto de execução.

rave argumentos (duplo clique para ler).


*Simpatizante do Clube

(artigo publicado no Jornal Público)

22/11/2007

RIBA Stirling Prize 2007


Pela primeira vez, uma obra portuguesa, a Casa da Música, aparece em destaque no Stirling Prize 2007 (concurso que visa destacar e premiar obras de referência em termos de arquitectura moderna).

Actualmente, o Channel 4 tem a decorrer uma "votação" no seu site para encontrar o edifício que mais agrada ao público. Esta é sua possibilidade de votar no seu edifício favorito.
Caso deseje pode participar, votando: aqui.

18/11/2007

O AQUECIMENTO DURARÁ SÉCULOS



Joaquim Jorge

A cimeira realizada em Valência , conclui aquilo que se sabe ou desconfia-se há muito tempo : o aquecimento e alterações climáticas é inevitável e está em aceleração.
O presidente do IPPC ( painel Intergovernamental das Alterações Climáticas), o indiano Rajendra Pachauri ( agraciado com o Prémio Nobel da Paz) e o seu instituto , concluíram que este aquecimento global , trará impactos , como o aumento do nível do mar e durará muito e muito tempo. Estas alterações são obra do Homem. 11 dos últimos 12 anos ( 1995-2006), estão entre os 12 mais quentes registados desde 1850 , isto é , a temperatura mais alta em 1300 anos! A temperatura subiu mais no hemisfério Norte e especialmente no Árctico. Os oceanos ao absorver estas temperaturas , aumenta o volume e o seu nível sobe 3,1milímetro ao ano em média desde 1993. A temperatura média na última metade do século XX foi provavelmente o maior em 50 anos seguidos. As aves migram , as árvores alteram a seu porte.
O grave disto tudo é que ficou provado irrefutavelmente que a mão do Homem na concentração de gases na atmosfera. A previsão da subida da temperatura entre 1 e 6,4 graus centígrados para o século XXI em função da senda que toma a humanidade é preocupante . Como diz o texto aprovado : opta-se por continuar a queimar carbono ou se limita a população.
Porém os governos europeus tem fomentado a natalidade ! Parece um paradoxo. Tem que se limitar o aumento de população em países como a Índia e China. E os cidadãos do Mundo alterarem a sua forma de ser e de estar em defesa do ambiente com pequenos gestos mas constantes e seguidos. Mas o exemplo deveria vir dos nossos governantes mas é difícil , não estou a ver um governante neste país de pindéricos ir para o trabalho de metro , ter um carro híbrido ( não vistoso) e poupar em viagens de avião , poupar em gastos de papel . Exigir no edificio do seu Ministério uma auditoria para analisar a sua eficiência energética Os funcionários usarem folhas de papel velhas , etc.
Finalmente preciclemos " reduzir o lixo antes de o comprar!" . Mais ainda nesta época de Natal dada a excessos...

17/11/2007

CITADO EM TRÊS EDITORIAIS DE JORNAIS

O Clube dos Pensadores , há tempos tinha sido citado no editorial d´O Primeiro de Janeiro pela sua directora Nassalete Miranda. A semana passada no editorial do jornal Comércio de Gaia , o jornal mais antigo desta cidade, pela sua directora Maria Leonor Silva a propósito da visita de Paulo Portas. Agora o NM, mais lido em Lisboa. Se desejar ler clique aqui.
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Cidadão activo
Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2007
A reportagem que o NM hoje publica nas páginas centrais dá conta de um cidadão activo na vida política nacional, alguém que não se preocupa em dizer apenas que “está mal” sem, no entanto, dizer como fazer bem. Desprendido da sua cor política, Joaquim Jorge dá as suas opiniões de forma aberta e livre, como, de resto, deve acontecer num País democrático. Mais, este professor do Norte convida quem quiser a dar a sua opinião sobre o político A ou B ou sobre o partido C ou D. E, aqui, a única censura a que cada um está sujeito é à da sua consciência. Num País que tem, nos últimos tempos, procurado calar vozes de discordância, aplaude-se a iniciativa do mentor do Clube dos Pensadores. Nada de inconformismos e total liberdade para opinar sobre os mais variados temas. Debates que começaram com 50 pessoas chegam já a ter 450, o que acaba por ser sinal da receptividade desta ideia junto do público. Os partidos é que parecem não gostar muito da ideia. É pena, pois se gostassem talvez os actos eleitorais registassem subidas animadoras como aquela que registou o ciclo de debates. Mas faço minhas as palavras do nosso entrevistado: “os partidos fazem-me lembrar a tropa”.
Diogo Carvalho
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16/11/2007

uP And dOWN - da semana








Juan Carlos

A tensão entre Espanha e Venezuela começou na sexta-feira, quando Chávez criticou o Aznar, chamando-o de "fascista". Zapatero pediu respeito com o antecessor por ter sido eleito democraticamente, e a Venezuela recebeu um "por qué no te callas?" por parte do rei.




Debate sobre o Ambiente

O Clube dos Pensadores, vai debater na proxima 2ª feira um dos temas mais em voga e importantes da sociedade portuguesa o "Ambiente – Clima e Energia” com um painel de convidados de luxo. È sempre bom sair da temática politica.


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Ministério da Justiça

Numa altura em que se pedem sacrifícios a todos os portugueses, e existem grandes restrições orçamentais nos diversos ministérios os carros de luxo adquiridos pelo Ministério da Justiça faz jus ao celebre provérbio português "Olha para o que eu te digo, e não para o que faço".



O processo disciplinar movido a José Rodrigues dos Santos, depois de o pivot ter acusado a administração de interferência na nomeação de uma correspondente, em 2004.



Viva a liberdade de expressão....!!!