27/06/2017

O PS na corrida às “Autárquicas 2017”



António Fernandes 
“Afirmar o PS. Mobilizar o Norte."
Esta é a frase que pretende dar o mote à campanha eleitoral de Manuel Pizarro candidato do PS à Câmara  Municipal do Porto e que, a mim, me parece desajustada e em contraciclo com aquilo que vem acontecendo no País.
Pelo menos é o que dizem as sondagens nos últimos tempos.
Porque se há partido político que necessita de se afirmar, não é o Partido Socialista, com certeza!
Sobre a questão da mobilização, mesmo reconhecendo a Manuel Pizarro a coragem por ter tido a ousadia de afrontar e enfrentar no terreno do voto uma condição consequente com contornos não explicitados convenientemente ao eleitorado, esse beneplácito não confere uma virgula que seja fora dos limites do território aonde se candidata, o Concelho do Porto.
Temos assim, a meu ver, o extravasar limites circunscritos naquilo que deve ser o bom senso político para que uma frase de campanha se limite à sua área de influência.
Aquilo que eu penso é que os candidatos é que terão, por ventura, necessidade em se afirmar perante o eleitorado. E que será o impacto dessa afirmação a força catalisadora para a mobilização do seu eleitorado local.
Porque, essa tirada sobre mobilização do Norte cai muito mal em todos os demais Concelhos que não precisam dos conselhos de um Concelho com características diferentes e seu igual na disputa democrática eleitoral nacional.
Centremos atenção na nossa cidade de Braga aonde o mote socialista é: “Novas ideias. Nova ambição.” Que não sendo objetivamente direcionado deixa no cidadão eleitor comum a expetativa: Sobre as ideias e sobre a ambição. Matérias a serem devidamente esclarecidas em Programa Eleitoral a apresentar. Quais são as ideias para o Conselho e com que ambição são acompanhadas.
A cidade de Braga é uma cidade com um histórico que dispensa qualquer afirmação nacional e internacional.
É uma cidade com prestígio suficiente que já a afirmou ao longo dos dois mil anos que leva de existência num mundo em que as fronteiras imateriais sempre foram essencialmente a cultura das suas suas gentes em comunidades progressivas em que o equilíbrio sustentado tem sido a linha mestra da sua longevidade e do seu saber.
E tem, por isso, obrigação própria, nas diversas candidaturas.
Em Braga são já conhecidos os candidatos e o seu potencial para o preenchimento do cargo a que se candidatam.
O PS candidata Miguel Corais um candidato suficientemente conhecido dos bracarenses através da sua passagem pela gestão do PEB mas também porque é oriundo de uma família conceituada na cidade que atravessou gerações de bracarenses e que sempre esteve na primeira linha das famílias mais proeminentes em pólos de actividade cívica e empresarial de destaque no Concelho.
Miguel Corais surge assim como o candidato com maior prestígio local perante os seus pares com condições para gerir o município de Braga, de que mais nenhum outro candidato desfruta:
- experiência em gestão pública;
- experiência política;
- conhecimento dos diversos dossiês;
- ambição;
- sensibilidade para as causas comuns como o são o ambiente, a educação, a cultura, o desenvolvimento sustentado;
- a captação de investimentos que promovam o emprego através de politicas estruturantes e transversais potenciadoras desses interesses;
- redimensionar todo o tecido urbano em malha eficaz interactiva que torne a mobilidade das pessoas num facto desde os transportes, à urbanização, equipamentos diversos, actividades lúdicas, entre outros;
- fazer do município uma plataforma de encontro entre todas as sinergias locais e destas com o País e o Mundo;
- discrição;
- dignidade;
- orgulho em ser Bracarense!
Este é o ponto de partida. A parte restante terá na equipa que o acompanhar o enfoque motor, ou não.
A campanha será da inteira responsabilidade do candidato cabendo-lhe mobilizar o partido e a cidadania.
O voto será o corolário desse trabalho.
Se for bem feito, o resultado será um. Se for mal feito, o resultado será outro.
Sendo certo de que, a meu ver, a popularidade de que o partido goza no País em pouco contribuirá para o desempenho do candidato. Porque esse desempenho e o seu resultado dependem exclusivamente do próprio candidato e de todos aqueles que lhe forem próximos nos conselhos e nas ações de campanha eleitora


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