18/02/2017

O PS, a cidade e o futuro



António Fernandes 
- Um candidato que o eleitorado identifique, de forma inequívoca, com o Partido Socialista, precisa - se.-
Enquanto os agentes políticos da direita se entretém a passear o líder e a inventar casos em Lisboa, por cá as coisas continuam na mesma.
A plantação de hipermercados avança ao ritmo das hortas comunitárias sendo que as hortas são bem mais do agrado dos cidadãos.
A Rua Nova de Santa Cruz está ao rubro porque está fechada provocando prejuízos incalculáveis ao pequeno comércio que já se encontrava numa situação difícil face à perda de clientes para as grandes superfícies, e que a obra quando concluída lhes não vai trazer de volta.
Uma obra à medida de alguns interesses que nada resolverá uma vez que o desejado desvio do transito dos transportes públicos para a rodovia com corredores Bus e a construção de uma plataforma de interface dos vários transportes existentes, mais os previstos, não vai acontecer.
Aquilo que vai acontecer é mais um episódio do género "obras de Santa Engrácia"  de fachada por manifesta incapacidade técnica ou de visão política que tenta "enfiar o camelo no buraco de uma agulha" sem qualquer critério paisagista em articulação com o urbano.
O Universo universitário não terá as soluções expectáveis e a mobilidade dos estudantes mais a dos moradores não terá alteração efectiva de benefício.
Terão uma rua diferente mas sem soluções que resolvam o atual caos fruto do aumento da densidade habitacional em que as vias de escoamento de transito são as mesmas há mais de cem anos. Estreitas e sem que tenham sido, ou venham a ser, alargadas.
A Rua 25 de Abril vai "gramar" com mais um hipermercado, sendo de fácil previsão para qualquer leigo a quantidade de transito a acumular ao já caótico em horas de ponta da Escola Secundária Dona Maria,  a desembocar no semáforo que regula o transito no acesso à Rua 31 de Janeiro, e que provocará um aumento desmesurado de transito automóvel sobre o Largo da Senhora A Branca, nos acessos à Rua do Raio, Avenida Central, Rua de Santa Margarida, e S. Vitor.
Resumindo: a somar ao caos existente nas entradas e saídas da cidade instala - -se o caos no centro da cidade.
Uma solução técnica descabida para quem se arvorou em arauto do ordenamento citadino e do território.
Uma treta maior que a cordilheira que contorna a cidade.
O complexo das Sete Fontes levou uma borradela cor de vinho ficando o monumental eco parque entalado na incapacidade política de negociação com os proprietários em favor do interesse público.
O Monte Picoto, visto da cidade, mais parece um morro infestado de vias que não servem ninguém, sem vida nenhuma, e sem que alguma coisa se faça para o tornar num espaço atrativo de lazer e de cultura de forma a que seja uma referência da cidade.
A margem do Cavado Concelhia não oferece condições aos seu utilizadores articulando as diversas estações do ano harmoniosamente. No verão é um pandemónio na única praia fluvial que tem com o mínimo de condições de apoio à sua utilização - Adaúfe -  em que, na única via de acesso, não cruzam duas viaturas uma pela outra, e os espaços relvados são de pouca duração.
Nas restantes estações do ano não há capacidade criativa para atrair as pessoas de forma a desfrutarem de um ambiente saudável e perderem o hábito de se encafuar nas zonas de restauração das grandes superfícies.
A própria cidade carece de dinamização que proporcione condições motivadoras do interesse de quem cá está e de quem nos visita assim como daqueles que procuram um local aprazível para desfrutar.
Braga tem tudo isso. O que não tem é pessoas à altura das responsabilidades políticas para que foram eleitos.
E, quando assim é, pouco mais há a fazer. A não ser esperar por eleições e que delas resultem a mudança para melhor com pessoas capazes e com visão política estratégica para mudar o atual estado das coisas que é incomportável tal é a incompetência dominante.
Neste domínio, o Partido Socialista tem responsabilidade acrescida.
A de apresentar um candidato a Presidente da Câmara com experiência e conhecimento de todos os dossiês transitados e a criar, e uma equipa que não deixe sombra de dúvida sobre a sua competência e capacidade para assumir os pelouros e dar garantias ao eleitorado que vai cumprir com as obrigações assumidas na plenitude da função, com dignidade.
Este desafio que é colocado ao Partido Socialista é um desafio adulto.
É um desafio que exige maturidade mental e maturidade política para gerir a terceira cidade do País aonde aquilo que foi feito não limita nem coarta tudo aquilo que há a fazer.
Desde logo o estudo para um desenvolvimento em consonância com as tecnologias disponíveis conducente a uma cidade com respostas, segura, agenda, equilíbrio, inclusão, roteiros, comercio, turismo, estadia, sinalização, e demais serviços, de fácil acesso, em que a articulação viária e o transporte público sejam a tónica e as plataformas de dados o meio.
Porque para o Partido Socialista, as cidades inteligentes são o futuro.
A comodidade de quem está e de quem vem por período de tempo, tem implicações complexas que importa gerir de forma eficaz.
A sinalização electrónica de destinos; horários; tempos de espera por atraso; controlo de tráfego; serviços disponíveis e a sua localização; que transporte utilizar; e outros; assim como a informação sobre o que a cidade tem para oferecer, são dois pilares essenciais para quem está de passagem. Serviços de abrangência tecnológica centralizada a que um servidor responde com facilidade para os diversos interfaces de destino intermédios e destes para os terminais fixos e moveis com aplicação de utilização para telemóveis e outros equipamentos informáticos.
A casa inteligente já é um modelo de habitação comprovado na facilitação ao seu proprietário de poder, à distância, coordenar as funções que lhe proporcionam qualidade  de vida e de segurança, para si e para os seus, de controlo individual, a partir de função instalada no seu telemóvel.
Esta evidência clarifica a necessidade futura da coordenação de uma ampla margem de serviços para a qual a clarividência política tem de estar preparada.
Não basta querer. É bem mais importante, saber, e fazer!
Daí a alusão a um candidato com experiência e conhecimento.
Condição imprescindível para iniciar trabalho. Porque a assim não ser, acontecerá como ao atual edil: porque não sabia, esteve um mandato a aprender o que, e como, fazer.
A questão central é a de que o eleitorado não pode esperar por outro mandato para que lhe resolvam o atoleiro em que transformaram a sua vida na cidade. Um atoleiro que as festas não disfarçam e muito menos resolvem.
Os parques industriais necessitam urgentemente de um repensar as condições em que foram construídos, a necessidade de equipamentos de apoio, as redes de transportes e os horários existentes, de forma a que surjam condições para a instalação de novas empresas que criem novos postos de trabalho.
A atracão de investimento externo é de vital importância para combater o desemprego que grassa na cidade.
A concertação de candidatura a apoios comunitários a projetos municipais visando a recuperação e requalificação de imóveis vários é urgente mas que sem pessoas qualificadas e competentes não tem pernas para andar como foram os casos em que os apoios se goraram no atual mandato.
As valências de incubação de empresas devem ser monitorizadas para o reforço desse serviço.
Há, na gestão de um Município, uma quantidade enorme de tarefas a desempenhar a que acrescem as que a transferência de competências do governo para os municípios trouxer.
Por isso, mais uma vez, reforço a ideia de que o candidato a Presidente da Câmara Municipal de Braga do Partido Socialista não pode ser um inexperiente por dois motivos: o primeiro motivo é que perde a eleição por mais votos do que a diferença verificada em 2013; o segundo motivo é o de que ao perder a eleição prejudica seriamente o partido em todas as futuras eleições. Legislativas e Autárquicas.

O candidato deve ser uma figura que o eleitorado identifique de forma inequívoca com o Partido Socialista.
Lhe reconheça perfil de liderança e de capacidade e competência.
Apresente um programa moderno para uma cidade que se quer moderna, inclusiva, e na senda das cidades inteligentes do futuro!

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