29/04/2015

Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, no Rotary Club de Sandim ( Gaia)




Joaquim Jorge, biólogo e fundador do Clube dos Pensadores é o convidado do Rotary Clube de Sandim ( Gaia) , para uma palestra sobre A Democracia e os Políticos.
 Realiza-se no  Villa Sandini Hotel & SPA em Sandim, no dia 29 de Abril, quarta-feira, pelas 21:45. Antes há um jantar  do Rotary Clube de Sandim seguindo-se a palestra  que excepcionalmente será aberta a outras pessoas.
 Joaquim Jorge aceitou o convite do membro do Clube dos Pensadores, Álvaro Piedade, médico e companheiro há muitos anos do Rotary Club de Sandim.  Joaquim Jorge, apesar de ser solicitado para inúmeras  instituições para proferir palestras e debates, tem procurado reservar-se para os debates no Clube dos Pensadores que dão imenso trabalho na sua preparação , planificação e execução.
 O Clube dos Pensadores já recebeu diversas personalidades como Marcelo Rebelo de Sousa. Recentemente teve presente  Rui Rio e António Costa e, pelo seu 9.ºaniversário Miguel Cadilhe.
 O discurso político desvaloriza as palavras . Porque será que tanta gente sente saciedade ,tédio , repleção e aborrecimento pela política?Quiçá,por um cansaço da forma como se pratica a política? Verdade.
A sociedade necessita de uma renovação, em certo tempo, mudar os protagonistas . Quando uma sociedade se enquista e os protagonistas são sempre os mesmos, há um desejo de renovação. Isso deve-se a abusos do que é ter uma função pública no erário público.
Tem que haver responsabilidade connosco e com os demais.Não podemos culpar só os políticos,  mas a sociedade em conjunto . Esse comportamento pouco responsável podemos encontrar no nosso vizinho.
Julio Cortázar ,escritor argentino no seu conto  «não se culpe ninguém» retrata bem que ninguém tem culpa.
Há palavras que se esvaziam : bondade; verdade; liberdade; consenso; compromisso; etc.. Uma coisa é o que as palavras significam e outra o  discurso que se faz com as palavras. O discurso que se faz hoje não tem a autenticidade ou a sinceridade com que se implementaram entre nós.
A liberdade significa o mesmo, o que repugna é o discurso que se constrói com ela. O controlo sobre as pessoas são infinitamente maiores., o equilibro de poderes é uma balela.
Uma democracia que não satisfaça as necessidades dos cidadãos, está doente..Infelizmente grande parte da população já percebeu que o principal elemento da democracia não é o votante ( o cidadão) mas o credor da nossa dívida pública.
A democracia nunca foi um assunto exclusivo de eleições, leis e procedimentos, precisa de confiança e legitimação.
Há muitos problemas relacionados com o medo e  com esta democracia.
A democracia que queremos que seja, não é como  esta, e muito menos como vai ser. Se não nos pusermos de acordo para mudar esta democracia, ela vai sucumbir.
Não se pode meter a mão no que é de todos. Há que educar a sociedade que o que é público é sagrado.  O problema que temos é que alguém pense que o dinheiro de todos,não é de ninguém.
É preciso ter uma guia para educar a sociedade.
 

Villa Sandini Hotel SPA
Rua do calvário, 562
telefone -22 082 5881

1 comentário:

  1. Há momentos escrevi, no meu FB, o comentário/reflexão que reproduzo a seguir. Há coisas que se podem publicar/publicitar mesmo que possam parecer lamechas. A Humanidade é o estado que cada ser humano deve preservar a todo o transe. Contra as prepotências e a vaidade como forma de subir e vencer na vida material, vale todo o nosso esforço!
    «Caro amigo, sempre que me ocorre (e são muitas as ocasiões) faço questão de falar da emoção que é sentir-me a fazer parte dum clube como é o "Clube dos Pensadores". Aquela minha ida (com o Soares Duarte) há já uns anos, a Gaia, as conversas que já mantivemos via radiodifusão (Rádio Matosinhos s.e. e Rádio Batalha (esta num programa do saudoso amigo *Soares Duarte*) ), as intermináveis participações no blogue, o ter figurado no seu livro «O blogue do Clube dos Pensadores» ed. Papiro - 2011 e as suas amáveis trocas de impressões via telefone ficar-me-ão gravadas para sempre na memória. Hoje, talvez mais do que nunca, todos somos muito poucos para travar esta batalha (diria que final) pela verdadeira cidadania, a da coragem, da verdade, do combate à corrupção e contra a austeridade fútil... Abraço reforçado.»

    António Nunes

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