10/10/2014

Alenka Bratusek




Alenka Bratusek fez batota e o Parlamento Europeu rejeitou-a como comissária. Alenka Bratusek era primeira-ministra da Eslovénia e nomeou-se a si própria quando estava de saída do Governo.

A democracia tem destas coisas surreais. Em Portugal faz-se as coisas com mais subtileza mas não deixam de ser parecidas. Um ministro que tutele determinada área passa-se para uma empresa privada com quem estabeleceu contratos e fez negócios de Estado.E, por vezes, não tem o descaramento de se nomear a si próprio, mas pede a alguém para o fazer. Nomear os amigos antes de sair do cargo é apanágio da maioria dos governantes deste país.

Não me recordo de tanto descaramento. Em democracia tudo é possível. Por isso é que são precisos mecanismos de  controle e prestação de contas perante identidades isentas e imparciais.

Neste caso, qualquer comissário é questionado , durante audições de três horas, pelas comissões das pastas que deverão ter. É analisado o seu domínio de dossiers e o sua acção anterior.

Por exemplo, Tibor Navracsics, húngaro, que estava indigitado para a pasta de Cultura, Educação e Cidadania, foi chumbado. Pelo facto de ter sido pessoalmente responsável por uma lei de imprensa que dificultava a vida aos jornalistas tornou-o desadequado e inaceitável na área da Cidadania.

A democracia se for devidamente escrutinada consegue coisas bonitas como estas. É preciso em democracia válvulas de segurança, não chega votar.

JJ

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