23/10/2012

Foi por isto que se lutou?


Entre 1945-1989 (Final da Segunda Guerra Mundial e a Queda do Muro de Berlim) o mundo tremeu com o receio de um novo conflito mundial, desta vez entre "velhos" aliados, URSS (Comunistas) e os EUA (Capitalistas). Os interesses das áreas de influências ultrapassaram a margem do aceitável e daquilo por o que ambos lutaram no conflito mundial (1939-45), Liberdade entre povos. 

Como é que se luta para atingir um fim honroso e logo a seguir se entra num clima de tensão para dominar o mundo? Infelizmente os interesses de ambas as nações foram no intuito de serem super-potências sem pensarem, um único minuto, nas populações que foram devastadas anos antes. Milhões de mortes, destruição e desastre económico para quê? São questões como esta que a comunidade internacional deve avaliar e responder. 

Famílias separadas por interesses políticos. O mundo, tal como o conhecemos, podia ter sido dizimado e, para nossa sorte, não o foi porque os estados envolvidos sentiram receio de o fazer. Bombas atómicas, hidrogénio... para quê?
Guerra das Coreia? Separou-se um país por isto?

Passaram cerca de 20 anos e, este assunto, parece tudo esquecido. Memórias apagadas. Nomes como Eisenhower, Roosevelt, Churchill... lutaram pela liberdade e são relembrados? Não! A sociedade deve a eles e a todos os anónimos que lutaram pela causa. Estaline, Hitler, Mussolini... ficaram na história pelas piores razões mas, por mais aterrador que tenha sido esse período, os valores intragáveis da má conduta humana continuam, olhemos só para o que se está a passar no Irão, Afeganistão e na própria Coreia, que ainda não resolveu os seus problemas.

Liberdade e fraternidade são valores universais defendidos na Carta dos Direitos Humanos e Nações Unidas desde 1947 e estão a ser respeitados? Será a ONU capaz, se alguma vez o foi, de resolver estes problemas? Estará condenada como a Sociedade das Nações em 1919? Todos nós somos História e, como tal, temos obrigação de a mudar... para melhor!

Tudo o que fazemos é Passado mas importa relembrar que é com ele que aprendemos e o que idolatramos e as acções que defendemos irão, invariavelmente, perpetuar-se na eternidade.

Rui Fernandes