08/07/2011

Agências de Rating ou de Terrorismo económico?


Portugal não está bem economicamente e não são precisas anotações de ninguém muito especial para o confirmar. No entanto, a anotação da dívida do Estado português com classificação de lixo pela Moody´s e eventualmente a ser seguida pelas irmãs, deve deixar-nos indignados e em alerta máximo, pois são dificuldades no caminho de uma recuperação que se desejaria e um imoral comportamento dessas agências.

De facto o estado da nossa economia não passa do reflexo da “coerência e da competência” que, sobretudo os 6 anos do consulado do sr. Engº Sócrates, deixaram ao país, em que os portugueses permitiram, os colegas do partido caucionaram, o Sr. Presidente da República condescendeu, a oposição pouco fez, a imprensa foi a reboque de facilitismo e da publicidade oficial. Agora choramos a nossa própria sorte e nos colocamos a jeito para os abutres do rating.

Mas o que se está a passar é uma guerra económica entre dois blocos e há que enfrentar o terrorismo das agências que nos estão a afundar. As mesmas agências que na América davam anotação máxima à Leman Brothers na véspera do seu falecimento. As mesmas que causaram o subprime e as falências dos gigantes americanos. Agências que dão como boas as economias e o risco do Botswana e do Cazaquistão, querem recuperar as perdas milionárias que causaram aos seus clientes com a fragilidade de estados soberanos europeus.

Por isso é preciso cerrar fileiras e mostra que não somos lixo e temos dignidade. Mas atenção, o sacrifício tem de ser repartido. A banca não pode ser uma redoma de vidro. Os sindicatos não podem ser incendiários, porque deixam de contribuir para a solução, constituindo o problema. Sabemos que a CGTP não passa do braço armado do PCP e que Carvalho da Silva não é mais que um servidor leal do partido, que cumpre ordens, mas agora o que está em causa é o país. Temos de vestir a camisola da seleção.

O patronato não pode deixar de cuidar dos seus trabalhadores, para que estes cuidem da empresa e dos seus postos de trabalho. A responsabilidade social não é um slogan.

O governo tem de dar o exemplo todos os dias e a oposição PS tem de ter espelho em casa para ver quem deixou o país neste mísero estado.

Procurar nesta altura culpados não passa de conversa fiada, porque não resolve nada. Temos de trabalhar mais e mais para demonstrar que não somos pedintes, nem mandriões e dar uma sacudidela à crise e à ganância dos terroristas da economia da roubalheira legalizada.

Mário Russo