25/04/2009

PROFESSORES


Joaquim Jorge

Os movimentos independentes de professores que emanaram da sociedade civil estão mais radicais do que a Fenprof. Exigem e equacionam greve à avaliação do 3ºperíodo ( tendo em conta os limites legais a considerar ). Os sindicatos têm algum pudor em falar neste assunto. Pelo que este Governo tem feito aos professores , haja memória e não se ceda ao facilitismo imediato. Não confundir o curto prazo para atenuar a crispação porque há eleições . Deve prevalecer um acordo de longo prazo com equidade na classe , sem discriminação e respeito pelos professores ,que são só , a maior classe profissional da função pública. Protestar , é agora , por que depois das eleições o poder negocial esfuma-se . O Governo nunca pensou que os professores tivessem esta capacidade de resistência e estar em luta toda esta legislatura. Pensou que os vencia por cansaço e na sua divisão , e por esta altura em plena campanha pré-eleitoral tudo estaria pacificado mas enganou-se redondamente .
Os professores conseguiram com galhardia , tentando ganhar a opinião pública para esta causa , que é de todos , explicando o que verdadeiramente se passa no Ensino.
Assim o 3ºperíodo vai ser duro para o Governo . Um erro de cálculo que lhe pode custar a maioria que já não passa de uma miragem.

7 comentários:

  1. Como é evidente o esmorecimento e o baixar de braços é o pior de todas as rendições. A consciência cívica activa, colocando na memória de todos, que a luta não está esquecida e que há todo um percurso iniciado nas célebre Manifestação de 2008 e continuada na Manifestação de Novembro do mesmo ano que é preciso manter bem vivo pois é uma luta jussta de toda uma classe que foi esfrangalhada, vilipendiada, desautorizada,humilhada por um governo PS que há medida que o tempo passa mais à deriva anda, mergulhado em escândalos atrás de escândalos e incapaz de fazer frente à crise económica instalada e que se deteriora em cada minuto que passa.
    A LUTA CONTINUA E É PARA CONTINUAR!

    Daniel Braga

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  2. No meio destas querelas pergunto-me como se sentirão os alunos, que tiveram que apanhar com um grande número de greves e que agora as suas avaliações também foram metidas ao barulho. Muito sinceramente, se este comportamento também se verificasse na universidade seria incomportável, visto que teríamos que repor cada aula.
    Mas acho bem que os professores lutem pelos seus direitos.
    Ass: Wooly

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  3. Pois, contra a força do número de professores da função pública não é fácil a qualquer Governo tentar qualquer reforma. Parece que a sra. Ministra da Educação e sua equipa também têm muitas culpas no cartório porque não souberam lidar com a contestação havida. Que contra as reformas, por natureza, a maioria manifesta-se contra. Era muito mais fácil o comodismo em que muitos professores viviam.
    A mim o que me incomoda, repito-o vezes sem conta, é o radicalismo das posições quer dos Sindicatos e das outras frentes de luta, etc etc quer do Ministério da Educação.
    A verdade é que quem governa é o Governo eleito. Não andam os professores a ameaçar que, "quem é professor não vai votar PS"?
    É assim que se defende uma posição de classe com a responsabilidade dos professores (do Secundário Público). Já se viram a assumir estas formas de contestação à força, se trabalhassem no sector Privado?
    E os alunos? Já repararam na indisciplina reinante nas Escolas? E não me venham dizer que não têm poderes para actuar em conformidade!
    Para terminar: já se deram conta, snrs. professores, que é muito difícil contestar em público as vossas posições? Há quem até tenha medo das vossas reacções! Sei lá se até o próprio Governo!
    Andamos nisto há décadas! E se todas as classes profissionais reivindicassem desta forma aguerrida e brutal o que julgam ter direito?
    Já viram o caos em que este país se transformava?
    Há que defender os nossos direitos enquanto cidadãos. Mas não descuremos as nossas obrigações e a conjuntura em que vive a sociedade em que estamos inseridos!
    Acham que assim vamos lá?...

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  4. "Já viram o caos em que este país se transformava?"

    Caso ainda não se tenha apercebido este país já está um caos.E foi precisamente devido apatia dos cidadãos que se deixou os politicos afundar o país.

    Os professores que continuem a sua luta e intensifiquem se for preciso.Eles ao menos têm habilitações para isso ao contrario do pinocrates que tirou o diploma a um domingo.

    Uma coisa á parte:
    Porque é que a manuela ferreia leite chama sempre "engenheiro socrates"?
    A mulher que acorde duma vez e deixe de lhe chamar engenheiro fds.
    Se ele não é engenheiro para que é que lhe chama engenheiro?
    Ta sempre a chamar,ate irrita...
    Os engenheiros deste país sentem se insultados quando lhe chama engenheiro,porque ao contrario do pinocrates ele tiveram que trabalhar para ter o seu diploma.

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  5. Estou a ficar farto de anónimos.
    Assim é fácil mandar bocas...

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  6. Meu caro as-nunes. É evidente, que a luta dos professores pela dignificação de uma profissão há muito degradada , humilhada e desautorizada por um poder político autoritário, autista e profundamente insensível, é justa e legítima. Sobre a indisciplina na escola tem razão...e sabe porquê? Porque a autoridade foi-se, tiraram-se aos professores os instrumentos necessários e legítimos para aplicação desta mesma autoridade e em caso de problemas os professores estão totalmente à deriva e "sem rede". Para juntar a tudo isto a total ausência de educação fora da escola(em casa , com a família) que transferiu para a escola aquela que era a sua responsabilidade primeira: a educação dos meninos. Mas é muito mais cómodo responsabilizar a escola e os docentes pela falta de educação que grassa por este País fora e desresponsabilizar os pais pela educação dos filhos. É o País que temos!

    Daniel Braga

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  7. No jornal semanário do PS,«POVO LIVRE» de 1 de Abril foi publicado um artigo de minha autoria`com o título «A Educação à Deriva», do qual me atrevo a transcrever os primeiros quatro parágrafos para não abusar do espaço que generosamente me tem concedido.
    «Os professores nunca se sentiram tão humilhados na sua dignidade pessoal e profissional como nestes quatro anos de governo socialista, em que logo após se ter sentado na cadeira do Ministério da Educação, a ministra Maria de Lurdes não se coibiu de insultar toda uma classe profissional, proclamando «urbi et orbi», que a falência do ensino em Portugal se devia exclusivamente aos professores.
    E para agravar mais a atmosfera pestilenta que se gerou com estas palavras imprevidentes, o nosso primeiro-ministro, não satisfeito com a «boutade» infeliz da ministra, veio acrescentar mais uma acha para a fogueira, dizendo irresponsavelmente que os professores não eram avaliados de há trinta anos a esta parte.
    A proclamação insultuosa caiu como uma bomba no peito de milhares de professores aposentados que, num momento perturbado de José Sócrates, viram cair por terra, perplexos e tarantados, toda uma carreira dedicada à escola eos seus alunos. A proclamação faltava igominiosamente à verdade. José Sócrates, ou atirou à sorte esta «atoarda», ou desconhecia completamente uma lei do Estado que obrigava os professores a submeterem-se a provas públicas,examinadas por júris externos à escola de cada um, quando tinham de mudar de escalão.
    Agora, para remendar o pano podre em que se transformou a escola e para fazer esquecer todas as tropelias à dignidade dos professores, a ministra da educação, em fim de festa e à última hora, inventou uma espécie de diplomas de mérito para «premiar» alguns professores, se calhar escolhidos a dedo, como se isso fosse remédio para curar as feridas qu cometeu a toda uma classe vexada e humilhada, como demonstrou na grande manifestação em Lisboa, em sinal de desgavo...»

    A culpa continua a ser dos professores?

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