03/09/2007

ANONIMATO – sim ou não?



Isabel Carmo

Estou de férias. Não me apetece escrever. Não me apetece nada e muito menos ler e sobretudo coisas dos iluminados, dos caluniadores e de todos os que sofrem de preguiça mental.
E isto é a explosão depois de ler uns artigos em uns quantos blogues que iam passando e de uns quantos comentários que, valha-me a força da água do rio, para “comer” esses sapos…
Pois é!
Quem não está comigo é contra mim… esta é a forma radical que se observa em certas posturas, cá entre nós…
Realmente é a forma mais simplista de ver seja o que for e que dá menos trabalho a pensar. Há uma “elite” que manda e um sem número de gente que cumpre. São regidos, quer uns, quer outros, por normas e princípios que lhes deixa pouca margem de actuação, ou o mais grave, é não permitir que vão muito além do criticar e dizer mal, mas sem que deixem ver as suas “caras”, (melhor dizendo, os seus nomes…) … e não deixam também nada de novo. Que fácil é criticar, sem sugerir uma solução, que até pode não ser relevante, mas que pelo menos mostra que se pensou… Que posturas tão inqualificáveis…
É precisamente nesta forma de posturas que venho dissertar hoje, porque me faz muita confusão não se assumir o que se diz ou o que se faz. Talvez até limite mais a corrente do meu pensamento: Limitar-me-ei a fazer referência a certos Blogues que, pelos seus autores, referem assuntos que deveriam ser dissecados com seriedade, com sobriedade e com sugestões válidas. Dizer mal ou criticar, só porque há quem consiga expor os assuntos com veracidade e responsabilidade, não é muito elegante e não traz nada de novo, até que “normalmente” nem assinam e o perfil não está aberto ao leitor dos referidos Blogues. Assim, ficam como anónimos, os “fantasmas” da má língua… que até não são tão poucos como isso… mas se me referir aos comentários a certos artigos, então tenho mesmo de afirmar que fico muito triste. Os tais anónimos que até insultam agem como se fossem uns incapazes, pois só se esconde quem não tem capacidade para perceber uma observação ou receber uma crítica e defender-se dela, se a achar injusta.
Não me apetece dizer mais. Deixo apenas o apelo aos anónimos, para que deixem de o ser…


professora, poetisa , membro do clube e frequente do blogue