Preferiu colocar as mulheres PORTUGUESAS residentes na Madeira ao nível de uma mercadoria que se pode “transportar” para o continente para resolver o “problema”, assim como foi de muito baixo nível a afirmação de uma deputada do PSD na Assembleia Regional, que disse "Até à data qualquer mulher (madeirense) que tinha de tomar essa decisão (abortar) não deixava de a tomar... tomava as suas providências e fazia-o lá fora”. A julgar pelo teor das suas afirmações, não importavam os motivos ou as condições em que as mulheres abortavam e, sendo ela jurista, até é de estranhar como seria tão “tolerante” com as possíveis situações que eram consideradas ilícitas pela lei anterior? Claro! Desde que não se abortasse na Madeira…O Sr. Presidente continuou o seu “show” e quando questionado por um jornalista demonstrou a sua “classe” dizendo “ deixe-se de baboseiras! Você quer fazer um aborto? Acha que o aborto é uma coisa assim tão importante?”, ao ver isto na TV fiquei indignado e perguntei-me como pode ser possível tamanha falta de respeito para com uma questão tão sensível especialmente para quem desempenha um cargo político desta natureza e tem de ser mais responsável nas afirmações que faz, deixar-se de “birras” sempre que é contrariado nas suas intenções sejam elas resultantes das suas funções ou mesmo pessoais, não sendo demagógico e populista tentando chantagear constantemente os Órgãos de Soberania com argumentos que põem em causa a coesão nacional, como fez ultimamente dizendo que o Governo estava ressuscitar sentimentos “separatistas” já enterrados pelos Madeirenses, quando ele é sempre o primeiro a utilizar esse chavão no seu discurso, insultando tudo e todos, como já deu a entender com as ultimas afirmações sobre o debate que se vai adivinhando sobre a possibilidade do casamento entre homossexuais, um assunto de nível civilizacional que será abordado oportunamente, classificando mais uma vez em linguagem rude e populista o mesmo de “deboche” e “ degradação” questionando os valores nacionais, num discurso que fará lembrar outro regime em Portugal! Afinal não é ele que está sempre a acusar o poder central de colonialista, usando o anterior regime como figura de estilo? Já que o Sr. Presidente tem sempre o hábito de utilizar a CP como escudo, será vai ter em conta o artigo 13 da CP neste debate?
estudante de Direito, membro do clube e frequente do blogue

