Nasce a manhã em Lisboa. 7h30 e ganham movimento as principais avenidas da cidade, começa o dia. Quem por lá anda, inevitavelmente se depara com um “Bom dia o Destak”, “Olhe o Metro”, “Jornal Desportivo”, “Meia Hora, quem quer o meia Hora”. Distribuídos estrategicamente pelos principais pontos de Lisboa, são eles que fazem chegar aos cidadãos as notícias de uma forma gratuita.
O conceito não é novo em Portugal mas infelizmente ainda não chega a todo lado. Hoje quem circula por Lisboa tem à sua disposição uma panóplia de jornais gratuitos que são uma extraordinária companhia na sua deslocação diária. Pegando num desses exemplares facilmente se percebe que a disposição gráfica da matéria é fraca, a notícia em si é desprovida de qualquer trabalho jornalístico, sendo um mero corta e cola das agências noticiosas e muita, muita publicidade.
Percebe-se desde logo que é impossível comparar uma destas publicações a um jornal de referência como o Público, Diário de Noticias ou Jornal de Noticias. Estes pequenos jornais são mera publicação de viagem que se lê em 15/20m.
Poderemos afirmar que o português lê mais jornais? Eu penso que sim.
Obviamente que importa ler também com qualidade, mas se analisarmos as tendências percebe-se que a maior parte das vendas são referentes a jornais desportivos e/ou sensacionalistas. Perdoem-me a critica mas é inadmissível gastar perto de 1€ num jornal em que só se lê quem matou quem, ou quem roubou quem, no caso dos sensacionalistas ou num jornal desportivo em que 90% do jornal é futebol e 10% as restantes modalidades.
Isso é ler com qualidade? Já nem falo da isenção destes jornais desportivos, sim porque cada um pende para o clube da sua preferência. Chama-se a isto jornalismo? Não, lixo! A meu ver de pouco serve para instruir intelectualmente.
Obviamente que importa ler também com qualidade, mas se analisarmos as tendências percebe-se que a maior parte das vendas são referentes a jornais desportivos e/ou sensacionalistas. Perdoem-me a critica mas é inadmissível gastar perto de 1€ num jornal em que só se lê quem matou quem, ou quem roubou quem, no caso dos sensacionalistas ou num jornal desportivo em que 90% do jornal é futebol e 10% as restantes modalidades.
Isso é ler com qualidade? Já nem falo da isenção destes jornais desportivos, sim porque cada um pende para o clube da sua preferência. Chama-se a isto jornalismo? Não, lixo! A meu ver de pouco serve para instruir intelectualmente.
Estes jornais gratuitos são então uma excelente alternativa para os mais desatentos da informação televisiva/radiofónica permitindo em pouco tempo manter-se actualizado, tanto a nível nacional como internacional.
estudante universitário , de Lisboa , membro do clube e frequente

