13/04/2018

Já agora. Vamos fazer de conta!



António Fernandes 

Ao que parece, corre nos meandros da formação profissional uma nova técnica de ensino: fazer de conta.
Aquilo que não fazem de conta é que recebem os apoios financeiros comunitários para os projetos que submetem para aprovação depois de serem aprovados e as respetivas verbas disponibilizadas.
Mas, vamos aos factos:
Esta técnica de “formação” que já é praticada por algumas das empresas internacionais que operam na área da comercialização de produtos, o que em condição de capacitação dos seus colaboradores ligados à venda desses produtos acresce mais valia relativa desde que, seja sempre condicionada aos diversos intervenientes e devidamente ajustada a cada cenário específico.
É uma técnica. Não pode ser, nunca, uma prática de comportamento, porque as técnicas de vendas não são matéria exata e por isso não constam como oferta de licenciatura em nenhum estabelecimento de ensino superior. Quando muito aparecem disseminadas num conjunto de outras matérias a que vulgarmente se associam experiências de vida quotidiana.
Ora, a simulação não é mais do que fingir, (fazer de conta), ou então, em termos matemáticos, criar uma forma sobre que se trabalham resultados que, podem ou não, serem simulados, dependendo do objetivo visado. Se para a defesa de uma teoria académica com o intuito de investigar potenciais causas e consequências, ou se, no caso de o efeito pretendido for o de apresentar resultados. Neste último caso a base de trabalho tem de ter suporte concreto para que se consigam resultados conclusivos concretos também.
Até porque as dinâmicas confluentes e influentes sendo interativas, obrigam a constantes alterações nos procedimentos empresariais condição que obrigou a que fossem criadas normas europeias de procedimentos ajustadas a realidades diferentes, mas que permitam através desses procedimentos tirar conclusões sobre as diversas performances económicas e de crescimento no momento da análise. Um processo dinâmico em permanente regulação transversal onde o “faz de conta” não tem cabimento possível por ser responsavelmente impensável.
Assim sendo, ao simular todo um cenário conjuntural empresarial que só pode refletir a envolvência e os mecanismos funcionais num limite temporal especifico, a OIKOS-Cooperação e Desenvolvimento e os demais parceiros de iniciativa, através da apresentação de um guia metodológico de empresas simuladas em Portugal, “PRATICE@BUSINESS, presumo, poderá estar a contribuir, mais do que na simulação de empresas, para a “formatação” de uma sociedade em que o simulacro do que quer que seja resolve as necessidades que, não são simuladas, de uma qualquer sociedade futura. Uma vez que o “produto” que apresenta tem como publico alvo, os jovens e as escolas de formação profissional
Uma temática de envolvência ilusória de proposta de simulação de uma empresa desde a sua instalação, gestão das várias componentes implícitas até ao exercício final da entrega do produto acabado ao cliente e respetiva cobrança do valor acordado.
Uma simulação, seja de uma empresa ou de outra coisa qualquer, não é mais do que aquilo que o próprio nome indica. Uma simulação!
A simulação de uma estrutura em ambiente empresarial em que cada um faz de conta que é aquilo que não é, e manuseia algo que não vê, atinge o limiar do surreal, mas, é aquilo que nos é proposto num tempo em que as clivagens sociais se acentuam e o equilíbrio internacional não faz de conta que está por um fio.

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