31/05/2017

Noticias ao Minuto



2 comentários:

  1. Conheço Ramos-Horta desde sempre, dos tempos de escola de Timor e do Liceu Dr. Francisco Machado onde também foi aluno até as alturas em que como jornalista da Voz de Timor colocava alguns dedos na ferida sobre o poder colonial no território da altura. Após a invasão do território pela Indonésia em dezembro de 1975, fez no exterior um trabalho notável - através da chamada Frente Diplomática - onde continuadamente denunciava as atrocidades das forças militares indonésias sobre as populações e é sua persistência, juntamente com as posições de denúncia do Bispo Ximenes Belo, os levou a , merecidamente, serem galardoados com o Nobel da Paz em dezembro de 1996, unanimemente reconhecidos como os paladinos pela Paz em Timor. Após a independência foi Presidente da República, durante um mandato, teve um atentado contra si em 2006 sobrevivendo milagrosamente. (o seu responsável máximo- Alfredo Reinado - foi morto). Não exerceu mais cargos políticos em Timor, tem servido de mediador pela ONU em várias crises internacionais (nomeadamente na Guiné-Bissau) e tem sido apontado como um putativo candidato ao cargo de secretário-geral da ONU. Ramos -Horta vem finalmente ao CdP, muito pela persistência e pundonor de Joaquim Jorge, sendo uma mais valia para o debate e para que a voz do próprio Clube chegue cada vez mais longe, nomeadamente aos Países que fazem parte do arco da Lusofonia.

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