19/03/2017

Tons de laranja no horizonte e mar!


Mafalda Gonçalves Moutinho

” A política ou é a salvação pública ( salus populi ) ou o caminho para a desordem.”
Nas últimas eleições autárquicas a taxa de abstenção rondou os 47%.
Praticamente metade dos eleitores inscritos optou por não se dirigir às urnas.
As pessoas sentem-se cada vez mais afastadas da política e daqueles que nos representam. Arrisco-me a dizer que a classe política é a menos respeitada na sociedade civil.
Fazer política é sinónimo de carreirismo, corrupção e tachismo.
Perante estes preconceitos e estigmas da democracia bafienta em que vivemos pergunto-me o que tem feito a classe política tão preocupada com esta questão em ano eleitoral para reverter isto.
Não basta colocar um autocarro pelo país a pedir ideias ao povo com o orçamento participativo. Pessoas afastadas não participam, porque não acreditam na utilidade da sua participação.
A população está descrente e sem vontade de se informar. Arrisco-me a dizer que a situação no que toca a eleições do poder local piora.
A maioria dos eleitores votantes desconhece os candidatos às suas freguesias. A maioria dos eleitores seria incapaz de nos contar as melhorias que visualizou nos seus municípios nos últimos anos, a não ser as obras infindáveis que decorrem nestes meses que antecedem as eleições autárquicas.
A solução é clara: os partidos precisam de se abrir à sociedade civil, e levar a mesma para dentro de si mesmos. As pessoas precisam de novos rostos, cidadãos de pele e osso que lhes tragam um novo vento de esperança e expectativa.
Foi assim que vimos Matosinhos e a imprensa nacional entrar num autêntico reboliço com a hipotética candidatura de Joaquim Jorge à Câmara Municipal de Matosinhos.
Nunca vi o PSD ser tão falado em Matosinhos como nestas últimas duas semanas.
Nunca vi aliás como possibilidade as cores deste partido substituírem o rosa de toda uma vida que vestiu a autarquia.
Mas a verdade é que esta possibilidade anda na boca das pessoas e mais do que isso as pessoas estão fartas dos escândalos e telenovelas matosinhenses dos últimos anos.
Joaquim Jorge surge na equação como um vento novo e fresco por ser independente.
Infelizmente esta candidatura está envolta em polémica o que uma vez mais prejudica aquilo que as pessoas esperam dos partidos.
As pessoas esperam que as portas se abram para que a democracia se renove.
Já na cidade do Porto parece-me que a escolha sem sobressaltos do PSD foi inteligente. Escolher um candidato independente com um perfil irrepreensível é claramente a solução para levar os eleitores às urnas envolvendo todos os quadrantes políticos.
Em Matosinhos a confirmar-se a escolha da concelhia o caminho promete ser semelhante e eu arrisco-me a dizer que pode vir a ser histórico na terra de horizonte e mar.




4 comentários:

  1. Carissima Mafalda Gonçalves MOUTINHO.
    Aqui neste País aonde vivo e luto por melhores dias as unicas Pessoas com direito a sêrem tratados por DOUTOR são os Médicos.
    Assim sendo, Dra. MOUTINHO venho dizer-lhe o quanto apreciei as verdades do seu texto. Muito apreciei também o têr-se identificado. E salutar, juntar o nome e dar Cara quando se ajuiza sobre algo.
    Dra. MOUTINHO gostaria de deixar aqui a correcção à sua percentagem dos que não votam. Acredite que os que estão ai até vão votar. Essa enorme percentagem de abstencionistas corresponde aos Milhões de Portugueses Emigrados pelo Mundo e que continuam recenseados ai.
    Como a farça da doutorada em Portugal desconhece a existência de uma coisa que se chama " CENSUS" Recenseamento Populacional, continua a palhaçada do faz de conta.
    Dra MOUTINHO dou-lhe um exemplo: Aqui na Suissa vivemos cerca de 280.000 Portuguêses. Estamos Recenseados em toda a Suissa menos de 5.000 e aquando de Eleições vamos votar cerca de 1.000
    Quanto ai ao nosso Joaquim JORGE, conseguiram seduzi-lo para o interior das franteiras do TRIANGULO DAS BERMUDAS.
    Em Francês diz-se: QUEL GACHIS...!!!
    Nelson Fernandes

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  2. Boa noite Nelson. Tem razão essa designação no mundo todo menos em Portugal, é atribuída aos profissionais médicos como designação da sua profissão e não como título .... Em Portugal estas coisas não se compreendem ...
    Por isso trate-me por Mafalda por favor. Estou neste espaço em uso da minha participação cívica e não carimbada pela minha área profissional.
    Aproveito para agradecer ao JJ a partilha do meu texto no seu blog do clube que muito me honra. Não escrevo em jornais para agradar a gregos e a troianos, escrevo o que penso como penso como exercício de participação cívica acreditando que isso acrescenta algo e faz de mim uma boa cidadã que contribui.
    Peço lhe desculpa essa sondagem não inclui os milhares de Portugueses pelo mundo que infelizmente são cada vez mais. Força para si, todos os activos que perdemos para outros países fazem-nos tanta falta. Muita força ...

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  3. Boa tarde Nelson, de facto Portugal é a única excepção no mundo, onde essa designação é atribuída ao profissional médico devido à sua profissão e não como título, existem coisas que superam tudo no nosso país .
    Eu adoro o meu nome e prefiro que me trate por Mafalda . Estou neste espaço como cidadã e não catimbada pela minha área profissional ...
    Agradeço -lhe o feedback sobre o texto e aproveito para agradecer ao JJ a partilha do mesmo neste blog do clube que muito me honra. Não escrevo para agradar a gregos e a troianos, escrevo o que penso apenas. E tem razão essa estatística não contempla os milhares de portugueses pelo mundo que são cada vez mais infelizmente e sofrem dificuldades para votar fora de portas. Desejo-lhe muita força . O nosso país tem que saber com urgência receptar os nossos activos que muito nos orgulham pelo mundo ...

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  4. MAFALDA, se assim mo permites, vamos lá então. "O nosso país ....!!!" é rico na cultura da Inveja, como ja tive opurtunidade de cronicar neste Palco. E se alguém ousar aparecêr aí com ideias novas para pôr em pratica é imediatamente coberto pelo lençol de inveja, que o vai asfixiar bem assim como tudo o que ele faça. Emigrei por duas vêzes. Vi e aprendi coisa novas. Voltei a Portugal e metia-as com grande sucesso em pratica. Em pouco tempo tinha o diabo à minha volta. Destruiram-me tudo. Voltei a emigrar e revoltei a Portugal. Criei uma empreza linda aonde os Portuenses alem de outros se regalavam de passar os tempos libres. A Inveja atacou-se de novo à minha empreza. Aí decidi que se a INVEJA ganhasse partiria de novo para nunca mais voltar. Foi o que aconteceu.
    A PROVA DE QUE PORTUGAL E UM PAIS COM OS DIAS CONTADOS, COMECOU COM A VINDA DOS PORTUGUÊSES RESIDENTES EM AFRICA, AQUANDO DA revolução de abril. OS PORTUGUÊSES QUE VIERAM DE AFRICA "RETORNADOS", TRAZIAM UM SABER FAZER E COMERCIALIZAR NOVO E DIFERENTE DO QUE ERA CONHECIDO NO, NA EPOCA, ARCAICO PORTUGAL. NINGUEM TEVE VISÃO PARA APROVEITAR ESSE SABER FAZER. E OS RETORNADOS FORAM-SE.
    MAFALDA OS PORTUGUÊSES RESIDENTES NO ESTRANGEIRO NÃO VOTAM PORQUE LISBOA NÃO ESTA INTERESSADA NOUTRA COISA QUE NAS REMESSAS FINANCEIRAS DESTES.
    Qualquer que seja a TUA ESPECIALIDADE ocupa-te ai desse POVO do qual fazemos parte. Vires aqui à refrega quêr por si só dizer que és uma BOA PORTUGUESA. Pela minha parte optei por vendêr no Mundo ARTESANATO FABRICADO EM PORTUGAL. Assim faço viver ai muita gente, sem têr que passar pela MISERIA DE SÊR EMIGRANTE.
    Nelson Fernandes
    Genebra 19.03.17

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