21/03/2017

TIMOR-LESTE TEM UM NOVO ROSTO NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA – FRANCISCO GUTERRES LU OLO



 
Daniel Braga 
Depois de 1999 (para o referendo) votei pela primeira vez para as eleições em Timor-Leste. Dei o meu pequeno contributo. Com emoção e alegria. Não é importante a quem dei o meu voto. O importante é que Timor-Leste elegeu em total liberdade e lisura de procedimentos um novo Chefe de Estado. A democracia funcionou em pleno como leram e exprimiram muitos observadores internacionais e portugueses. É necessário agora é que o Presidente eleito - Francisco Guterres Lu Olo – que venceu com cerca de 60 % dos votos (maioria absoluta) seja agora o intérprete legítimo dos anseios que lhe foram confiados e o representante fiel de todos os timorenses e não só de uma fação. Não seja ele apenas o Presidente dos apoiantes da FRETILIN. O cargo de Presidente da República é muito mais do que ser Presidente de um partido político. Tem uma carga de maior responsabilidade como elo de união de todos, sendo uma voz mediadora de conflitos, uma voz apaziguadora de tensões. Tem de ser um Presidente de afetos e de ajuda na resolução dos problemas. Tem que possuir esse valor acrescentado. E penso que o Presidente Lu Olo tem capacidades e virtudes para ser esse pólo aglutinador de vontades, mediando, aconselhando, reconciliando, resolvendo...

Numa sociedade complexa como a timorense, do mais variado leque de sensibilidades, haver na figura do Presidente da República essa noção de que está dotado de um conjunto de prerrogativas fundamentais para o exercício do cargo, podem trazer graus elevados de confiança e de apaziguamento, necessários para que o território continue a fazer o seu percurso. Sem medos, com paz e acreditando a Nação de que é capaz. Só assim se poderá virar a página e conquistar o futuro.

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