22/01/2017

Crónica de Genebra.



Nelson Fernandes 
A RAZÃO DO MISERABILISMO ENDÉMICO PORTUGUÊS...!!!
     O Filósofo Português, JOSÉ GIL, considerado em 2005, por uma Grande Revista Francesa, (Le Nouvel Observateur), especializada na matéria, como o 16° Maior Filósofo do Mundo, (Prof. Universitário em Portugal), nascido em Moçambique em 1939, lançou em Leiria a 17.03.2005 um dos seus ensaios Filosóficos. DENOMINADO:
“ PORTUGAL HOJE: O MEDO DE EXISTIR”.    “ A INVEJA”.
     
É isso Caros Leitores, a razão do miserabilismo, da pequenez, da atrofia, do deixa andar, dos incêndios, do não votar, do abandono prematuro da ESCOLA, da enganação no produto fabricado ou vendido, no gato por lebre, no curriculum falso, no lambe-botismo, no engraxadorismo do patrão ou do chefe, no espiaroismo do chefe, para ver aonde ele falha, na expectativa de o ir acusar ao patrão e fazê-lo passar a súbdito, quando não despedido, da viatura igual ou superior a do vizinho, sem ter dinheiro nem para comprar uma bicicleta, de boa qualidade que fosse, e depois meter a mulher à beira de uma qualquer estrada, “a pedir esmola”, para não passar pela vergonha, do stand lhe vir recuperar o Mercedes, por não cumprimento, pelo Emigrar em catástrofe para a “Miséria Suiça”, pelo encher (o meio) do saco de batatas miúdas ou pedras e a volta batatas lindas e grandes, idem para o saco de cebolas, idem para o molho de grelos, idem para o queijo artesanal (queijo batata), idem para muitos, muitos equipamentos fabricados pela industria portuguesa.

 Carreguei aí (Portugal),numa indústria, um equipamento que a minha Empresa aqui vendeu; quando fomos a desembalar em Genebra, faltavam as peças fundamentais. As peças vieram, mas para lá do prejuízo que isso acarretou, fiquei envergonhado. Envergonhado de andar a defender algo que não tem nada de defensável. Vendi aqui material (muito lindo), de outra empresa, a um Cliente. Três modelos: dois dos modelos, reforçados para suportar o impacto, tudo bem; o terceiro modelo que seria o mais utilizado, não se fabrica com reforço, logo não suporta a pancada. Pedi aí ao fabricante ( UMA GRANDE EMPRESA), que fizesse o reforço do modelo. Fora de questão. Perdi o Cliente. Deixei de vender milhares de pecas por ano, àquele e a outros, mesmo fora da Suiça.
     Na última dezena de anos levei aí CINCO VEZES, um investidor, interessado em adquirir Direitos às Autoridades Competentes, para investir em Portugal. É negócio de milhões e obrigatoriamente investido aí com as criações de postos de trabalho, consequentes. Como não são sacos de batatas, leva o seu (compreensível), tempo a obter resposta. O problema é que quando está tudo no bom caminho, A GOBERNADURA MUDA, E COM ELA AS DIRECTIVAS...!!!
     A última vez que lá estive, em LISBOA no Ministério, como não me conheciam, nem ousaram meter-me em contacto com o responsável.
     Contudo, alguma cabriola lá houve que ESTE, pegou no telefone (estava já eu a almoçar em Peniche), para saber, quem me tinha impedido de o encontrar e PEDIR DESCULPA. Falámos um pouco, porque não são assuntos de telefone e lá fizemos um PONTO DA SITUAÇÃO, isto se entretanto  A GOBERNADURA, NÃO MUDAR.
     SOMOS UM PAIS IMPOSSÍVEL DE SER GOVERNADO. A INVEJA, MÃE DA PEQUENEZ DE PENSAMENTO, CORRÓI-NOS POR DENTRO. UMA ESPÉCIE DE ACIDO CLORÍDRICO. MESMO SE AMANHÃ APARECER UM LÍDER, ESTE SERÁ IMEDIATAMENTE, ENVOLVIDO PELA INVEJA E PELO “ MAU OLHADO”...!!!
     NESTE MEIO TEMPO A FALTA DE MELHOR: CONTENTEM-SE COM O QUE TÊM.
     COM MUITOS OU POUCOS VOTOS, COM OU SEM ABSTENCIONISMO, ELEITOS OU NÃO ELEITOS, ELES ESTÃO LÁ NO POLEIRO. E NINGUÉM CONTESTA.
Um dia CÉSAR, perguntou a um dos seus GENERAIS, de volta a ROMA depois de uma viagem pela Lusitânia:
“ QUE POVO É ESSE, QUE NEM SE GOVERNA, NEM SE DEIXA GOVERNAR...??? “

3 comentários:

  1. "Por quem Deus mandou o recado". Só me faz lembrar a caixa de Pandora ou a lei Murphy.
    Inocêncio Matos

    ResponderEliminar
  2. Infelizmente terei que concordar com o seu texto!
    Nega-lo seria como os doentes de anorexia, quando se vêem ao espelho e se acham gordos.
    Quem viaja bastante ou já viveu e trabalhou no estrangeiro alarga a sua visão com a convivência de outras nacionalidades , começa a perder a mesquinhez, inveja e liberta-se aos poucos da atrofia nacional.
    Temos imensas coisa boas, mas a mentalidade nacional é completamente antiquada e individualista.

    ResponderEliminar
  3. O povo que temos, é o resultado dos políticos que temos!
    Quando um país tem ao seu leme, a cambada que governa há décadas o que dizem se chamar democracia ( dá vontade de gargalhar...), não se pode esperar outra coisa. São as leis, a falta de vergonha na cara e sobretudo o quererem o poder para se governarem a eles ,familiares e amigos.
    Com exemplos em quantidade e "qualidade" que dá pra vender, não se pode esperar outra coisa.

    Hercília Oliveira

    ResponderEliminar