30/05/2016

Artigo de opinião de Joaquim Jorge no ECONÓMICO


Os políticos em Portugal, a sua maioria, na forma como fazem política, não passam de uns empertigados. O deslumbramento no poder e com o poder é evidente.
ECONOMICO.SAPO.PT

3 comentários:

  1. Subscrevo, acrescentando: e aproveitadores. Faço, também, uma ressalva, por via das dúvidas: só "afectos" não chega para política, vamos ver como vai terminar.


    Sande Brito Jr

    Políticos empertigados e aproveitadores
    00:05 Joaquim Jorge, Fundador do Clube dos Pensadores
    Os políticos em Portugal, a sua maioria, na forma como fazem política, não passam de uns empertigados. O deslumbramento no poder e com o poder é evidente.
    Infelizmente estamos rodeados de políticos empertigados e cada vez há mais. Acham que têm a verdade absoluta, que têm sempre solução para os problemas, apesar de se dizerem democratas e eleitos em eleições livres não gostam mesmo nada de críticas.

    Usam grandes etiquetas, enormes palavras e usam muito o dedo polegar. Nunca são responsáveis e arranjam rapidamente culpados. Julgam-se uns iluminados a quem não interessa entender as causas das coisas porque acham que já as conhecem de antemão.

    Não entendem que a democracia é bastante mais do que votar de quatro em quatro anos. Esquecem-se que acima de tudo a democracia é uma forma de entender a convivência dos cidadãos com o poder. A democracia é uma cultura política rica nas suas formas e instituições.

    Os políticos empertigados estão desconectados das preocupações dos cidadãos. Os políticos empertigados são a favor do status quo e não da mudança.

    A política em Portugal actualmente não é excitante. É uma seca. É muito cautelosa e previsível. Marcelo Rebelo de Sousa tem sido uma lufada de ar fresco, não é empertigado – nem pouco mais ao menos.

    Dialogar com um político empertigado é impossível. Se lhe perguntas algo sente-se questionado, se o criticas sente-se atacado, se argumentas enrosca-se, se sugeres um caminho e uma solução fica irritado e ataca-te.

    Tem a mania que sabe tudo, críticas nem vê-las e está fascinado com o poder. Esquecendo-se que o poder é efémero, ao contrário da educação, do carácter, da honra, da personalidade e do bom nome. Parafraseando Augusto Branco, poeta e escritor brasileiro, “os políticos empertigados gostam do ideal de liberdade de expressão até o momento em que começam a ouvir aquilo que eles não gostariam que dissessem a respeito deles”.

    Os políticos empertigados estão permanentemente em campanha, distinguem-se pelos seus medos, pelas suas respostas, pelas suas ameaças. Sempre com o fito de se protegerem e de não se exporem. Os políticos empertigados esquecem-se de fazer boa política e de encontrar o modo de fazer o que devem fazer.

    O mal dos políticos empertigados é que se julgam de tal maneira superiores que pensam que lhes passa tudo por baixo. Mas não passa. As pessoas cada vez estão mais atentas e conhecedoras. Tenho pena mas a política portuguesa está cheia de políticos altivos, arrogantes, empinados, espigados, pretensiosos, convencidos. A maioria dos políticos são uns empertigados. E aproveitadores.

    ResponderEliminar
  2. Caro professor: outros adjectivos por certo cabiam no texto, e, não eram demais mas este basta. Para quem entender o professor sabe a que nomes se reporta directamente, penso, no momento actual. É caso para dizer que esta escola não precisamos. mas enfim ...
    Termino a dizer que além do valor do exposto, aparece na hora e no momento certo.
    Bem haja.
    Inocêncio Matos

    ResponderEliminar