18/06/2015

CIVA (Centro de Investigação da Vida Alheia)




1- Fui convidado a visitar a sede do CDS em Gaia por um amigo, Abel Guedes do CDS e membro do Clube dos Pensadores, a pedido do líder da concelhia do CDS Fernando Barbosa. Dou conhecimento público porque não me foi pedido sigilo e por outro lado não tem nada de mal pessoas civilizadas encontrarem-se e conversarem.
2- Na altura, mostrei-me renitente nesse encontro no CDS pois não percebi o porquê? Foi-me explicado que eu tinha escrito que o CDS não existia em Gaia. Porém o que quis dizer nesse referido artigo é que o CDS não se vê o que tem feito e não há notícias nos jornais. Para qualquer cidadão comum fica com a ideia da sua não existência.
3- Não gosto muito de frequentar partidos, mas fiquei agradavelmente impressionado com o que ouvi. Fernando Barbosa numa atitude inteligente quis de viva voz ser esclarecido do que eu disse do CDS e falar-me do que o CDS tem feito e de futuros projectos do CDS em Gaia
4- Confesso que vi uma sede muito bem arranjada e simpática. Na entrada tem fotos da história do CDS, em que recordei imagens de Adelino Amaro da Costa braço-direito na altura de Diogo Freitas do Amaral. Vi Adriano Moreira e Vieira de Carvalho amigo pessoal de meu pai na Maia, entre outros. Vi indubitavelmente o meu amigo Paulo Portas. As fotos a preto e branco são de muito bom gosto.
5- Apercebi-me que o CDS tem muitas queixas, na relação de convivência democrática pela postura do PS em Gaia e funcionamento da sua Assembleia Municipal. Todavia a quem compete denunciar essas situações deve ser ao CDS e não estar à espera que outros o façam por si.
6- Se o CDS tem dificuldade em passar a sua mensagem nos jornais deve denunciar essa situação e os gaienses saberem desse facto, de forma a pensar-se que o CDS tem actividade política mas é coarctado no que faz.
7- Tenho denunciado várias situações que acho anómalas outras caricatas em Gaia. Faço sempre para melhorar Gaia e numa atitude de boa-fé, todavia sou um cidadão que "represento" muita gente que pensa como eu, mas não sou um partido, nem tenho responsabilidades políticas.
8- Sei que o que faço no Clube dos Pensadores me tem dado visibilidade e notoriedade, mas o mais importante para mim, é a credibilidade. Tudo que digo, ou escrevo é avalizado e tem eco. Por essa razão mais responsabilidade e cuidado tenho que ter no uso das minhas palavras.
9- A minha missão é fazer cidadania, denunciar, alertar, não é fazer oposição à CM Gaia. Se com os meus escritos as coisas melhorarem, fico feliz. Quem deve fazer oposição à CM Gaia é o PSD, CDS, CDU, BE e outros partidos. O meu humilde papel é intervir civicamente. Uns gostam, outros não, porém Gaia deve gostar.
10- O carácter de um homem é o seu destino (Decia Heráclito). A vida leva-te a ser tu mesmo. O tempo educa o teu gosto e as tuas preferências.
11- Eu sou uma pessoa privada e por vezes a minha exposição pública resulta pesada para mim. Sou muitas vezes vítima de determinados interesses, alguns partidários que nada tenho que ver com isso. A liberdade não é o Estado ou uma qualquer Câmara que te dá, mas tu mesmo. O poder na CM Gaia só quer aplausos e uma adesão incondicional.
12- Se alguém pensa pelo sua cabeça e pergunta: Porquê? Torna-se um oximoro. Se há alguém que não aplaude, questiona o modo como aplaude e quem aplaude.  Torna-se persona non grata. A culpa é da oposição em Gaia que deixou tomar todo o espaço público pelo PS e os seus apaniguados.
13 - Esta CM Gaia tem um problema de relacionamento com quem não lhe diz ámen. Apesar de não ter uma maioria absoluta, mas sim, relativa.  Gosta de fazer alarde da sua "força", de um ritual de submissão, de adesão incondicional. No fundo quer estar num estado de ovação permanente.
14 - Quem dá a sua opinião é alarmista, ressabiado, persegue a CM Gaia, etc. Estes tiques ditatoriais no séc.XXI são inqualificáveis numa democracia plena.
15- Tão inquietante é um silêncio imposto como o aplauso unânime. Não interessa que o poder vigente em Gaia diga que «dois mais dois são cinco». Temos que estar calados e aplaudir, de outro modo tudo que se crítica tem segundas intenções.
16- Em vez de uma atitude inteligente analisarem o conteúdo e a mensagem que se pretende sugerir, entendem como um ataque pessoal. A diferença entre a vulgaridade e a transcendência é perceber quem não pensa como nós.
17 - O direito a criticar tem como lugar correspondente o dever de suportar a crítica.
18 - Um coisa é certa nunca deixarei de dar a minha opinião sempre que se justifique. Augusto Branco diz, «as pessoas gostam do ideal de liberdade de expressão até o momento em que começam a ouvir aquilo que elas não gostariam que dissessem a respeito delas». Esta CM Gaia é assim que funciona...Lamento.
JJ
*artigo de opinião publicado no jornal Audiência 

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