23/10/2014

Surf

Como o surf está a contribuir para a economia nacional (com VÍDEO)Como o surf está a contribuir para a economia nacional 

A Califórnia da Europa. É assim que Portugal é cada vez mais conhecido no circuito mundial de surf. A quantidade de campeonatos da modalidade tem aumentado nos últimos anos e são factores como o clima, o mar e, mais recentemente, as ondas gigantes da Nazaré que trazem turistas de todo o mundo e até as próprias empresas ligadas ao desporto.
É o caso da Rusty Boards, uma empresa norte-americana de pranchas de surf que se instalou recentemente em território nacional. “Instalámo-nos aqui principalmente pela ligação de Portugal com o surf. Pela quantidade de praias e pela facilidade da prática do desporto no país”, explica Pedro Battaglin, sharper de pranchas da marca ao Economia Verde. “Acho que Portugal é o país certo para nos instalarmos na Europa”, acrescenta.
Para além da qualidade técnica que se pode encontrar no país, Portugal representa uma porta para o mercado europeu. “Ter a proximidade do fabrico cá em Portugal é uma vantagem muito grande para posicionar a marca no mercado e conseguimos convencer a empresa que seria uma boa solução, apesar dos custos ligeiramente mais elevados, e iriamos ter retorno no posicionamento da marca”, conta Paulo Machada, agente da Rusty Boards em Portugal.
É na Charneca da Caparica que são produzidas as pranchas desta marca e também de outras. O trabalho é maioritariamente artesanal, mas a fábrica possui equipamento técnico que é capaz de fazer uma reprodução fiel projectada em qualquer parte do mundo. “Há um cliente que quer uma coisa muito especial. Se tivermos a fábrica ao pé de nós é possível fazer isso e afinar o produto ao cliente final e isso é uma vantagem competitiva enorme”, indica Paulo Machado.
A Rusty Boards é um dos exemplos de empresas ligadas ao surf que se têm instalado no país, criando riqueza para o país, além da já proporcionada pelos eventos e turismo ligado à modalidade.


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