07/06/2014

A Floresta, o Oxigénio e a Longevidade






Miguel Mota
Há tempos li referência a um qualquer estudo que concluía que a longevidade das pessoas era menor em zonas poluídas do que em zonas sem poluição. Uma tal conclusão parece lógica mas talvez tivesse interesse em ir um pouco mais longe e saber se zonas com ar mais rico em oxigénio têm alguma influência.
Pensa-se, com algum fundamento, que a atmosfera inicial da terra não continha oxigénio. Este só apareceu quando a natureza “inventou” a clorofila e deu às plantas essa fabulosa capacidade de utilizar o anidrido carbónico (o CO2) da atmosfera para fabricar os seus açúcares, libertando o oxigénio.
Apesar de algumas tentativas, não consegui saber se há estudos do teor de oxigénio no ar que mostrem se ele é mais alto em zonas de vegetação abundante do que em locais desprovidos de plantas. Mas parece lógico que ele seja mais alto na floresta ou num campo de milho ou trigo. Os números astronómicos de folhas de árvores duma floresta, a lançar oxigénio na atmosfera sempre que a luz incide sobre elas, além de captarem o CO2 levam a considerar como muito provável que a proporção destes componentes no ar seja diferente da que se encontra num terreno nu ou numa cidade.
Obter elementos da composição do ar, especialmente o teor de oxigénio, em locais de grande vegetação (especialmente em florestas) e em locais sem ela, não deve ser difícil pois há vários processos simples de determinar esse valor. A comparação dos dados obtidos com a longevidade das pessoas será o passo seguinte. Se houver diferenças significativas, teremos mais alguns pontos a favor da florestação e da agricultura. Mais uma vez lembro que, por variadas razões, a florestação da serra do Algarve será um investimento de grande valor.

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