31/05/2014

A Vingança vem aí





Mário Russo
O Tribunal Constitucional decidiu pela inconstitucionalidade de 3 das normas do Orçamento que previa um saque ainda maior sobre salários e pensões. Este Governo acha-se no direito de afrontar a carta Magna da Nação, ao bom estilo dos gângsteres e ditadores.
Mas não só. De facto, cada cidadão estrutura a sua vida de acordo com os seus rendimentos e assume compromissos de acordo com eles. Este Governo acha-se no direito de sacar (só uma palavra existe, que é roubo) o salário de trabalhadores que têm salários mais altos com o argumento de que podem subtrair (locupletar-se). Compromete a idoneidade de quem se vê sem uma parcela do seu legítimo rendimento.
Uma análise do homem da rua já previa este desfecho tendo em conta o que o TC já havia dado a indicar em anteriores decisões. TC que foi responsável pelo mísero crescimento da nossa economia ao impedir o saque que o Governo queria perpetrar contra funcionários públicos e pensionistas. Curiosamente bandeira que o Governo iça, sem qualquer mérito, como é mais que evidente.
Agora, e à falta de inteligência e bom senso, segue-se mais uma vingança Governamental contra a população “que tem o desplante de querer sobreviver”. Na verdade quem vai levar com chumbo grosso vai ser o povo português, uma vez mais. A economia vai afundar ainda mais, mas Pedro Passos Coelho ( PPC) não consegue perceber isso, inebriado que está com os indicadores macroeconómicos falsos que as máfias da comunicação vendem a soldo dos interesses capitalistas selvagens.
Este aluno cábula da professora Merkel não descansa enquanto não aniquilar completamente o país, e depois fugir para alguma cadeira dourada que um grupo económico lhe preparou em agradecimento ao trabalho sujo que fez em Portugal, como cangalheiro da comissão liquidatária.
Nem a derrota clamorosa nas eleições é suficiente para inverter o caminho do precipício, que sugere que o povo terá de equacionar apear à força quem tão mal nos governa (rouba física e psicologicamente até a esperança).
Os governantes que se apresentam ao eleitorado com um programa e que fazem o oposto, como PPC, deviam ser julgados em Tribunal e, caso declarados culpados, deviam ir para a cadeia. Acho que seria a única maneira de acabar com estes Estados Bandidos que se estão a criar. Portugal é um deles. Quem mais prevarica, rouba, saca, é o Governo em benefício de uma clique endinheirada e poderosa que há muito capturou o poder político que só serve para lhes servir.



  

5 comentários:

  1. Liberdade estranha esta!,.. que ao longo de 40 anos de "..governantes que se apresentam ao eleitorado com um programa e que fazem o oposto...", nenhum deles foi julgado em Tribunal e declarado culpado! Após o julgamento popular sobre a figura de Salazar, condenado para eternidade, como uma nódoa na historia de Portugal, quem faz julgamento dos que até agora nos afundam e quase que nos entregam a uma soberania estrangeira, a roçar a Traição à Pátria!!

    "Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes."
    (William Shakespeare)

    Isabel Coutinho

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  2. Talvez o Clube pensar em protagonizar uma mudança...

    Muito tem sido feito mas se calhar não nos levam muito a sério.

    A maioria tem vindo ao arrepio do que fazemos...

    JJ

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  3. “Os governantes que se apresentam ao eleitorado com um programa e que fazem o oposto, como PPC, deviam ser julgados em Tribunal”. Está certa esta afirmação. Mas porque será que apenas indica PPC, quando Sócrates fez exactamente o mesmo? Não deveria ser julgado em tribunal?
    Os portugueses não se esquecem que os principais apoiantes de Costa foram antigos ministros do governo de Sócrates e querem voltar a governar, sabendo que, se Seguro for PM, certamente não os escolherá.

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  4. Caro JJ, tens razão. não é fácil protagonizar uma mudnça for a dos partidos. Mas dentro de um deles uma sensibilidade CdP podia voltar o barco.

    Ao Anónimo
    O que disse que deviam ser julgados, é de forma generica e abrange "Os Governantes...sejam eles quais forem".
    PPC serve para ilustrar que tipo de Governantes, porque é um exemplo atual.

    .

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  5. Dentro de um partido com esta forma tradicional de actuar. Não.
    Uma candidatura independente?Talvez.
    Um partido político? Se as regras forem mudadas.Talvez.
    Vamos ver. Também pelo que temos feito podemos aspirar a intervir de outro nodo.
    JJ

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