02/04/2013

Moção de censura do PS

Esta quarta-feira o PS vai apresentar uma moção de censura ao governo. Não passa de marcar uma posição e de demonstrar que não está de acordo com o governo.

Porém quando não se está de acordo e se rejeita uma politica , por princípio, apresenta-se uma alternativa.

Tenho lido com bastante interesse algumas propostas do PS
 .1- A taxação a 100% dos lucros dos parcerias público-privadas que ultrapassem os proventos definidos em contrato e ainda 20% sobre os juros e outros proveitos obtidos pelos bancos que financiaram esses projectos ( ia-se buscar 120 milhões de euros)
2- taxação de dividendos distribuídos a SGPS ( ia-se buscar 250 milhões)
3- Fim da isenção do IMI para os fundos de investimento imobiliários ( ia-se buscar 100 milhões)

Com estas propostas iria-se buscar 500 milhões de euros , para dar subsidio de desemprego, para quem cessa , por mais 6 meses e eliminar a taxa de 6% no subsidio de desemprego e 5% no subsidio de doença , reduzir as taxas moderadoras e o IMI em uma décima. 

No debate de urgência forçado pelo PS no Parlamento ,António José Seguro propôs para a consolidação das contas públicas.

1-  Plano de emergência para desempregados e uma estratégia realista para o controlo do défice e da dívida pública.
2-A redução do IVA para a restauração,
3-O aumento do salário mínimo nacional. 
4-Aumento das  pensões mais baixas negociados na concertação social
5-um plano de reabilitação urbana, que dê  prioridade à eficiência energética, com recurso a fundos comunitários.
6- defende o alargamento dos prazos para pagamento da dívida pública.

Continua a  rejeitar o corte de quatro mil milhões de euros na despesa pública.


Boas ideias mas não passam . Problema de imagem? Problema de comunicação? Problema de quê?

Por outro lado olhando-se para França onde governa um socialista , para podermos ter termo de comparação . François Hollande em 2012 reduziu o défice mas falhou os objectivos de um corte mais pronunciado. E a dívida pública atingiu um novo máximo.

A solução para estes tempos difíceis provavelmente será rigor sem mais austeridade, temos que fazer economias para que não haja mais necessidade de esforços pelos portugueses.

Porém tanto faz estar lá o PSD como o PS as coisas não mudam muito de figura, cabe a António José Seguro fazer ver aos portugueses que é diferente e capaz de fazer as coisas de outro modo.

JJ