Esta quarta-feira o PS vai apresentar uma moção de censura ao governo. Não passa de marcar uma posição e de demonstrar que não está de acordo com o governo.
Porém quando não se está de acordo e se rejeita uma politica , por princípio, apresenta-se uma alternativa.
Tenho lido com bastante interesse algumas propostas do PS
.1- A taxação a 100% dos lucros dos parcerias público-privadas que ultrapassem os proventos definidos em contrato e ainda 20% sobre os juros e outros proveitos obtidos pelos bancos que financiaram esses projectos ( ia-se buscar 120 milhões de euros)
2- taxação de dividendos distribuídos a SGPS ( ia-se buscar 250 milhões)
3- Fim da isenção do IMI para os fundos de investimento imobiliários ( ia-se buscar 100 milhões)
Com estas propostas iria-se buscar 500 milhões de euros , para dar subsidio de desemprego, para quem cessa , por mais 6 meses e eliminar a taxa de 6% no subsidio de desemprego e 5% no subsidio de doença , reduzir as taxas moderadoras e o IMI em uma décima.
No debate de urgência forçado pelo PS no Parlamento ,António José Seguro propôs para a consolidação das contas públicas.
1- Plano de emergência para desempregados e uma estratégia realista para o controlo do défice e da dívida pública.
2-A redução do IVA para a restauração,
3-O aumento do salário mínimo nacional.
4-Aumento das pensões mais baixas negociados na concertação social
5-um plano de reabilitação urbana, que dê prioridade à eficiência energética, com recurso a fundos comunitários.
6- defende o alargamento dos prazos para pagamento da dívida pública.
Continua a rejeitar o corte de quatro mil milhões de euros na despesa pública.
Boas ideias mas não passam . Problema de imagem? Problema de comunicação? Problema de quê?
Por outro lado olhando-se para França onde governa um socialista , para podermos ter termo de comparação . François Hollande em 2012 reduziu o défice mas falhou os objectivos de um corte mais pronunciado. E a dívida pública atingiu um novo máximo.
A solução para estes tempos difíceis provavelmente será rigor sem mais austeridade, temos que fazer economias para que não haja mais necessidade de esforços pelos portugueses.
Porém tanto faz estar lá o PSD como o PS as coisas não mudam muito de figura, cabe a António José Seguro fazer ver aos portugueses que é diferente e capaz de fazer as coisas de outro modo.
JJ
