Vivemos numa época zumbi de austeridade , poderíamos chamar-lhe austericídio , que está a deixar uma trilha de cadáveres pelo caminho ( classe média e os novos pobres ). Nunca mais se devolve a esperança de uma eurozona hipnotizada por esta filosofia económica de austeridade férrea , masoquista e deprimente.
Já fizemos alguns progressos mas parece que os sacrifícios nunca mais tem fim e os governantes actuam de uma forma catatônica esquecendo-se literalmente dos portugueses.
Vivemos num estado de negação,em que se só vê pó, fumo, nada, numa sensação de final dos tempos. A crise em Portugal está a ser muito sofrida pela classe média , não os ricos, banqueiros e políticos.
A política enferma de excesso de cacofonia e discursos retóricos em vez de irem directamente ao assunto com eficácia . Governar mais , aparecer menos e falar menos.
Não se vê avanços , vê-se por outro lado uma eternização de um défice alto ( + 3%) e os efeitos deste austericídio fazem-se sentir de uma forma violenta e dolorosa ,não havendo maneira de se sair desta politica " todavia continua" sendo decepcionante tudo que observamos não conseguindo livrarmo-nos da constante ansiedade, inquietação, medo. É preciso parar esta austeridade em espiral recessiva!
O tempo ajuda a ver melhor as coisas e os problemas mas também permite corrigi-los . Se este governo não corrige e não tem solução , passa a fazer parte do problema . A política não pode ser a arte da passividade , do faz de conta , do ensimesmamento e do receber ordens da Alemanha.
Temos que ensaiar uma nova democracia , com um novo modelo , mais versátil e sem dogmas.
JJ
