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| Rui Fernandes |
Excelentíssimo
Ministro, Nuno Crato
"Todos têm direito à educação e à cultura.", assim começa o artigo 73º da Constituição Portuguesa de 1976.
Depois do 25 de Abril uma nova cortina de esperança, o verde da nossa bandeira, abriu-se e iludiu o povo português de que o Passado estaria, eternamente, trancado numa cela distante para que a memór
"Todos têm direito à educação e à cultura.", assim começa o artigo 73º da Constituição Portuguesa de 1976.
Depois do 25 de Abril uma nova cortina de esperança, o verde da nossa bandeira, abriu-se e iludiu o povo português de que o Passado estaria, eternamente, trancado numa cela distante para que a memór
ia
não pudesse recordar os velhos tempos. Pensou-se e perspectivou-se um futuro de
conhecimentos, de cultura, de educação, de liberdades, de expressão. No início,
após os dois anos conturbados da revolução, as medidas referentes à educação
pareciam óptimas. Um novo começar, ou talvez, um rejuvenescer do conceito de
"educar" em Portugal! Foi notório esse esforço. Nenhum português pode dizer o
contrário.
A taxa de analfabetos desceu mas, no entanto, a nossa cultura e o método de ensino continuou a ser pouca ou nenhuma quando, actualmente, somos comparados com outros países europeus. Estamos fartos de ser o palhaço de serviço de um circo que não tem um leão capaz de manter a ordem.
Como conseguem fazer um corte no orçamento de Estado de 700 milhões de euros para a Educação? "O ensino deve contribuir para a superação de desigualdades económicas, sociais e culturais, habilitar os cidadãos a participar democraticamente numa sociedade livre e promover a compreensão mútua, a tolerância e o espírito de solidariedade" (art. 74º/2/1976) . Já leu este artigo, senhor ministro? Pensa que é a fazer cortes que está a ajudar todos os estudantes deste país? Ou que é assim que vai retirar Portugal desta crise? A educação é um promotor da mobilidade social e de prosperidade de um país e não o contrário!
Menos 57 milhões de euros para o Ensino Superior? Atendendo que muitos estudantes universitários ultrapassam dificuldades por causa de uma má gestão governativa (certo é que todos temos culpa, também) e o seu governo determina estes cortes? Como vai atribuir bolsas? Imagine um estudante onde o seu agregado familiar aufere apenas, no seu conjunto, 500 euros. Pagar propinas e residência! (sem contar os gastos alimentares e escolares). Como é que o resto da família vai sustentar-se sem bolsa? Sim, senhor ministro, não me diga que isso não vai acontecer, porque já está a acontecer. Diga-me, qual são os seus critérios para atribuição de uma bolsa de Estudo? Sim, porque até agora são poucas as bolsas que são dadas realmente a quem precisa. Poupe-me os seus devaneios e a sua falta da realidade nas contas públicas. Poupe-me os lamentos e as mentiras. Aja, e venha ver a realidade. Estar num "poleiro" como um galo despreocupado é muito fácil, ser a galinha e ter todas as dificuldades é que é o mais complicado.
Se realmente conhece a constituição, os direitos e deveres dos estudantes, o seu código de governação, a realidade do país, as ajudas das comissões internacionais e, o mais importante, a Vontade de Um Povo que anseia por um Governo Presente e Cooperante com as suas necessidades, diga "não" e faça, em vez do "irei fazer". O diz que diz e o vice-versa já é rotina e ninguém acredita nas suas palavras, nem de ninguém que na AR esteja sentado. É no fazer que somos regidos. Por Isso Faça !
Lembre-se: a nossa história já nos deu muito para analisar no futuro. Conquistas e derrotas. Lágrimas e sorrisos. Mas, por favor, não cometa os mesmos erros do passado porque isso não é má gestão governativa mas sim falta de conhecimentos da cultura do nosso país. Olhe, talvez ao senhor ministro falte também uma certa educação!!
Cordialmente me despeço com votos de esperança e ventos de mudança porque "tudo vale a pena se a alma não é pequena"!
A taxa de analfabetos desceu mas, no entanto, a nossa cultura e o método de ensino continuou a ser pouca ou nenhuma quando, actualmente, somos comparados com outros países europeus. Estamos fartos de ser o palhaço de serviço de um circo que não tem um leão capaz de manter a ordem.
Como conseguem fazer um corte no orçamento de Estado de 700 milhões de euros para a Educação? "O ensino deve contribuir para a superação de desigualdades económicas, sociais e culturais, habilitar os cidadãos a participar democraticamente numa sociedade livre e promover a compreensão mútua, a tolerância e o espírito de solidariedade" (art. 74º/2/1976) . Já leu este artigo, senhor ministro? Pensa que é a fazer cortes que está a ajudar todos os estudantes deste país? Ou que é assim que vai retirar Portugal desta crise? A educação é um promotor da mobilidade social e de prosperidade de um país e não o contrário!
Menos 57 milhões de euros para o Ensino Superior? Atendendo que muitos estudantes universitários ultrapassam dificuldades por causa de uma má gestão governativa (certo é que todos temos culpa, também) e o seu governo determina estes cortes? Como vai atribuir bolsas? Imagine um estudante onde o seu agregado familiar aufere apenas, no seu conjunto, 500 euros. Pagar propinas e residência! (sem contar os gastos alimentares e escolares). Como é que o resto da família vai sustentar-se sem bolsa? Sim, senhor ministro, não me diga que isso não vai acontecer, porque já está a acontecer. Diga-me, qual são os seus critérios para atribuição de uma bolsa de Estudo? Sim, porque até agora são poucas as bolsas que são dadas realmente a quem precisa. Poupe-me os seus devaneios e a sua falta da realidade nas contas públicas. Poupe-me os lamentos e as mentiras. Aja, e venha ver a realidade. Estar num "poleiro" como um galo despreocupado é muito fácil, ser a galinha e ter todas as dificuldades é que é o mais complicado.
Se realmente conhece a constituição, os direitos e deveres dos estudantes, o seu código de governação, a realidade do país, as ajudas das comissões internacionais e, o mais importante, a Vontade de Um Povo que anseia por um Governo Presente e Cooperante com as suas necessidades, diga "não" e faça, em vez do "irei fazer". O diz que diz e o vice-versa já é rotina e ninguém acredita nas suas palavras, nem de ninguém que na AR esteja sentado. É no fazer que somos regidos. Por Isso Faça !
Lembre-se: a nossa história já nos deu muito para analisar no futuro. Conquistas e derrotas. Lágrimas e sorrisos. Mas, por favor, não cometa os mesmos erros do passado porque isso não é má gestão governativa mas sim falta de conhecimentos da cultura do nosso país. Olhe, talvez ao senhor ministro falte também uma certa educação!!
Cordialmente me despeço com votos de esperança e ventos de mudança porque "tudo vale a pena se a alma não é pequena"!

