Com efeito, PPC sendo licenciado revela um incompreensível complexo de inferioridade, manifestada na subserviência às doutrinas do Sr. Gaspar, que é um doutorado. Só que PPC devia saber que um doutorado não é um sábio e apenas se dedicou a um assunto restrito com maior profundidade e que tem obrigação de o dominar. Mas isso não faz de qualquer doutorado alguém superior. Em todos os assuntos fora da sua esfera de especialização muito restrita (essência dos doutoramentos) é um conhecedor ou desconhecedor como qualquer outro. Tudo que Gaspar lhe incutiu como sendo bom, ele acredita como uma profissão de fé ou dogma e acha “chique” aplicar “custe o que custar”, numa teimosia que roça a burrice.
Gaspar não passa de um tecnocrata, pelos resultados
apresentados comprovadamente medíocre, sem estatura política, sem experiência
empresarial e de gestão. Um controlador de índices económicos em Bruxelas.
Coisa que PPC deveria ter de sobra, dado vir da linha política do seu partido.
Deveria exibir esta dimensão política e social superior, mas
incompreensivelmente não a apresenta.
Em segundo lugar, na Europa, os nossos governantes (Gaspar
incluído) querem ser bons alunos e revelam-se marrões, que exibem o seu
complexo de inferioridade e apenas sabem dizer YES, naquelas reuniões em
inglês, com receio de contestar e serem acusados de terceiro-mundistas,
julgando-se elogiados como bons alunos. Não passam de seres pequenos.
O terrível mito do bom aluno, próprio dos pensamentos
medíocres, devia ser substituído pelo do Bom Professor. Aquele que, sem
complexos de inferioridade, mostra aos seus pares e aos credores que a receita
dada não é a melhor. Que misturando-se aqueles ingredientes só dá uma coisa
(pobreza, miséria, desemprego, convulsão social) e, por isso, não se pode
esperar outra coisa.
O bom Professor mostra e demonstra que a sua “receita” é
mais sustentável: de facto é preciso reformar e reorganizar o país. Definir a
missão do Estado e dimensionar para esse desafio. É preciso corrigir muitos dos
regabofes cavalgados por sucessivos governos com o beneplácito dos credores e
da UE. Sim, é preciso, mas isso demanda em tempo e em menos de 2 legislaturas
não é possível.
Porque se teima em não experimentar uma receita não tentada,
quando se aplica uma receita que não surtiu efeito positivo em lugar algum? Só
conduziu à miséria absoluta.
O que se precisa é de tempo e um plano sério e competente
com um calendário transparente. As famílias e as empresas sabem já o que as
espera. Dê-se o tempo para o ajuste. As contas em ordem e equilibradas serão o
resultado da aplicação do programa e não a sobra da implosão incendiária da
receita que este Governo está a aplicar sem dó, nem piedade, nem sabedoria
nenhuma.
Mário Russo
* novo AO

