Apesar do PSD dos Açores e Berta Cabral não terem querido ver nem falar de Pedro Passos Coelho , perderam as eleições regionais . Fizeram tudo para se desmarcar das medidas de austeridade e da política nacional , mas não resultou. O PS estava no poder com Carlos César há 16 anos . Seria lógico e natural uma mudança, mas não aconteceu . Isto é um aviso sério às hostes do PSD , não se iludam se não pararem para pensar e arrepiarem caminho serão varridos do mapa partidário.O PS teve 31 deputados, mais um do que há quatro anos, enquanto o PSD elegeu 20 deputados, contra os 18 na anterior eleição, mas isso não quer dizer nada. Em condições normais deveria vencer e por larga margem. É preciso ter em conta o desgaste de um governo do PS. A mudança foi na passagem do testemunho.
O CDS perdeu votos e passou de cinco para três deputados, o Bloco de Esquerda perdeu também um deputado, ficando com apenas um representante no parlamento regional, enquanto a CDU manteve o seu deputado único, tal como o PPM.
A abstenção ficou nos 52,1% . O novo presidente dos Açores, Vasco Cordeiro foi eleito por uma minoria ( 50% de 48% de votantes , isto dá : 24%) . É caso para reflectir e pensar...
Reparem por outro lado ,como o sistema eleitoral está obsoleto e não está de acordo com o número de votos expressos nos partidos.
O PPM, apesar de apenas ter alcançado os 0,08% (86 votos), conseguiu manter o seu deputado pelo círculo do Corvo.
Sem representação parlamentar ficaram o MPT (0,77%, correspondentes a 833 votos), o PDA (0,49%, 530 votos), a plataforma de cidadania (0,99%, 1.064 votos), o PCTP/MRPP (0,32%, 347 votos), o PAN (0,63%, 678 votos) e o PTP (0,44%, 470 votos).
Não está certo, todos estes partidos tiveram muito mais votos que o PPM e não tem deputados! Temos que ter um sistema eleitoral que esteja de acordo com o número de votos expressos e não com estas discrepâncias e incorrecções eleitorais.
O parlamento açoriano não representa a vontade eleitoral do povo açoriano nas sua totalidade.
JJ

