07/08/2010

Obviamente, deveria demitir-se!


Não fosse o nosso país governado por um “grupo de folclore”, já o Procurador Geral da República estaria a gozar as delícias de uma reforma dourada, como é da norma e como prenda da excelência com que tem vindo a exercer o cargo, para que foi nomeado pelo “regente” do dito “grupo”, já que o não fez de “motu proprio”.
Na verdade, os últimos acontecimentos ligados ao caso Freeport, apenas vieram reforçar o pensamento já muito negativo sobre o trabalho do PGR, que por falta de poderes, como afirmou, ou por não ter sabido ou querido usar, atempadamente, os que tem, ou ainda por outras razões que têm vindo a público, deixou-se enterrar até aos joelhos, e, nesta altura, todas as justificações que ainda possa ter, já por ninguém são aceites.
Como é possível que durante seis anos não tenha havido tempo de se ouvirem meia dúzia de pessoas, alegando falta de tempo?
Como é possível que o PGR deixasse que isto acontecesse com um caso grave e ainda mais com a suspeição de neles estarem envolvidas personalidades importantes, como o actual primeiro ministro, que embora “inocentado” não se livra do que o povo pensa da sua possível intervenção neste caso.
Serão, por ventura, os dirigentes sindicais dos magistrados do Ministério Público, tão parcos de conhecimentos para fazerem as acusações que produziram?
Lemos que o PGR só se pronunciará no dia 18 sobre as críticas que lhe fizeram estes dirigentes sindicais, pois encontra-se em gozo de férias.
Férias, depois das acusações feitas?
Não, senhor PGR, o que deveria ter feito era de pronto esclarecer os portugueses de toda a verdade – se é que tem alguma a revelar – e só depois, não ir para férias, mas tomar a atitude mais séria, a de se demitir.
Nós já não acreditamos em si, senhor PGR!


Meneres Castanheira


P.S. – Isto é mesmo um “post-scriptum” e nada tem a ver com outro PS. Não quererá ir até Inglaterra para saber quais os poderes de Isabel II? Talvez a mudança de ares lhe fizessem bem!