31 de Agosto de 2009

BONS POLÍTICOS

Joaquim Jorge

Os políticos estão rodeados de servilismo , convertendo-se em ídolos mas a maioria deles são normais e os povos têm tendência a serem governados por natureza por medíocres . Deveríamos ser governados por seres excepcionais cujo talento esteja no limiar da genialidade. Muitos portugueses , quiçá centenas poderiam governar ou fazer parte de um governo. Não são precisas qualidades fantásticas , mas sim as que pode reunir qualquer um de nós.

Todavia é um truismo para ser Primeiro- Ministro ou membro de um governo , tem que se dedicar à politica , militar num partido , ser proposto para deputado pelo seu partido , conseguir apoio dos votantes , conseguir o apoio da maioria dos deputados da Assembleia da República , ser escolhido pelos seus pares .

Praticam a manipulação, defendem os seus interesses e minam os seus rivais. Tem uma visão maniqueísta e beligerante mais parecendo um novo catecismo contra os delitos de opinião susceptível de afastar qualquer um. E não estão para receber lições de nada sobre como exercer o poder quer no partido quer no governo. E, julgam-se o centro do Mundo mas quando perdem eleições, caem em si.

Para ser um bom polítco é preciso trabalhar duro , não ter vocação de ídolo , nem de herói , nem de mártir e não ter a mania que se vai ficar na história. Não inventar problemas , procurar solucionar os que há , dominar os números e não meter a mão na "caixa" , não rodear-se de servilismo e procurar ter uma vida normal. Não querer constantemente , a todas as horas aparecer na televisão e nos jornais , falar pouco , de vez em quando contar uma piada , não insultar , não gritar , não mentir e, dizer sempre a verdade.

Poucos o fizeram e fazem , daí a diferença entre bons políticos e medíocres. Mas a situação actual que é excepcional requer pessoas excepcionais pois estas que nos têm governado ( com raras excepções) não servem e têm sido um desastre.

Temos que abandonar esta forma de fazer politica prosaica , enfadada e deixar a diversão para outras coisas . A politica tem que ser reduzida ao que deve ser : a arte de darmos uma vida boa ao maior número de pessoas .

A política tem que ser reduzida ao que deve ser: a arte de darmos uma vida boa ao maior número de pessoas e se a oligarquia dos partidos não cede nos seus princípios por bem, um dia o povo obrigá-los-á a fazer por mal.





Artigo publicado na NM pág.8 em o JN ou DN.

17 comentários:

  1. Caro JJ:
    Assino por baixo.
    Este texto se, passasse de mão em mão, e pedir, para dar opinião, faria maioria. Era uma sondagem que estragaria algumas candidaturas.
    Até amanhã! Até sempre! Júlia Príncipe

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  2. Caro JJ:
    Assino por baixo.
    Este texto se, passasse de mão em mão, e pedir, para dar opinião, faria maioria. Era uma sondagem que estragaria algumas candidaturas.
    Até amanhã! Até sempre! Júlia Príncipe

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  3. ANtes de ser politico, as pessoas devem ter uma profissão e infelizmente não é isso que se vê no panorama politico nacional.
    Miguel Azevedo Brandão

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  4. A receita para se ser um bom político está cá toda! Está completa! Só resta quem a queira seguir sem ceder ao deslumbre do poder! Resta apenas encontrar quem queira o bem do seu povo e não apenas de si mesmo! O problema é que o ciclo já está de tal forma viciado que quem entra na política, já desde muito jovem através das J, está já com a mente virada para o poder e para o que pode fazer por si e qual a forma mais rápida de subir no partido! Sei do que falo, porque há cerca de 9 anos, ainda no liceu, foi isso que vi! Jovens a inscreverem-se nas J com o único objectivo de ter poder, de vir a ter um belo "tacho"! E assim foi! Muitos deles conseguiram o desejado "tacho"! Se fazem alguma coisa pelo seu semelhante? Não! Não sabem como fazê-lo, nem sei muito bem se querem sequer faze-lo. O que se vê é o de sempre: A promessa fácil. Não existe ideias fundamentadas e, como diz o nosso povo, "com pés e cabeça". E porquê? Porque para "subir" tiveram apenas que entrar nesse mundo cedo e conhecer os "padrinhos" certos! Não foi necessário provar qualquer tipo de capacidade a não ser o saber manipular e saber debitar as promessas que o povo quer ouvir! Enquanto a carreira política não mudar de rumo, enquanto não conhecer outra forma de recrutamento de novos políticos,enquanto não fôr necessário mais do que a manipulação e o débito de palavras ocas, será assim até este pobre Portugal não aguentar mais e seguir o seu pensamento, JJ: obriga-los a fazer tudo isso, por mal. Ass. Sofia Reis

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  5. Meu caro

    Li o seu artigo e gostei muito. Poderia/deveria constituir preâmbulo de qualquer campanha e programa eleitoral, hoje e sempre.

    Parabéns!

    abraço

    PM

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  6. Meu caro

    Li o seu artigo e gostei muito. Poderia/deveria constituir preâmbulo de qualquer campanha e programa eleitoral, hoje e sempre.

    Parabéns!

    abraço

    PM

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  7. Caro JJ

    Gostei, sempre frontal e directo, faltou dizer que não se pode fazer politica como faz o Sócrates, esse tem de ser um dos exemplos a banir da cena politica.

    Faz politica como quem vende banha da cobra, inaugura ao almoço e ao jantar, este tipo de acções é o que há de mais deprimente na politica.

    Abraço

    Eduardo

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  8. Penso que o senhor escreve apenas para uma elite.
    Use palavras mais simples que o povo perceba.

    A.B.

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  9. De facto poderia ser o prefácio de um tratado sobre política.

    Ser político é servir a pátria, depois de ter dado mostras na sociedade da sua capacidade para o fazer.

    Hoje as regras são outras: servir-se da pátria e dos papalvos da pátria.

    Meia dúzia consegue orientar e impor nomes do seu circulo de interesses, que conduzem à governação efectiva.

    Bons políticos conseguem-se com bons cidadãos. Com uma sociedade instruída e educada, que combate o servilismo, contribui para outra classe de políticos.

    As novas tecnologias de informação e comunicação podem ajudar ao aparecimento do novo político, mas ainda estamos longe.

    Um grande abraço,

    Mário Russo

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  10. Assunto deveras importante, para ser debatido em futuros JOBS para os JJJJJJsss dos partidos. Seria melhor: 1º arranjar um trabalho, já não digo emprego. Cumprir horário de trabalho !!!. Conhecer a vida profissional, conhecer a realidade das empresas, dar produção, sujar as mãos, com ou sem luvas, se forem distribuidas pelos empresários, já não digo patrões. Não subir como rojões de depois de assentar praça, nos secretariados das secções. Vão logo para as Assembleias Municipais depois de abanar as cabeçinhas aos acólitos das CPC.

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  11. Caro Amigo,

    Se estou totalmente de acordo com o parágrafo que começa "Para ser bom político é preciso..." tem outros pontos de que já não poso dizer o mesmo. Fico, até, com a impressão de que a ditadura a que estamos submetidos e a que quase toda a gente chama, impropriamente, "democracia", o influencia de tal forma que não põe o dedo na ferida autêntica: o sistema ditatorial que nos impuseram sem referendo. Um sistema em que os cidadãos não se podem candidatar a deputados e em que meia dúzia de pessoas dizem a 8 milhões de eleitores em quem é que eles têm "licença" de votar é ditadura em qualquer parte do mundo.

    "Para ser Primeiro Ministro ou membro dum governo" ... "ser proposto para deputado pelo seu partido" é aceitar a ditadura partidocrática (para a qual cunhei o nome de "partidismo"), que eu considero abominável.

    Também não creio que "os povos têm tendência a ser governados por natureza por medíocres". Cito frequentemente o caso do sueco Tage Erlander, longos anos Primeiro Ministro e o principal obreiro do grande desenvolvimento da Suécia. O que sucede é que, seja por erro de escolha (os políticos são com os melões...) ou quando não os deixam escolher livremente e só lhes apresentam medíocres (como tem sido o caso de Portugal)... têm o azar de ser governados por medíocres.

    Só temos em Portugal uma eleição democrática: para o Presidente da República. Se ele funcionar mal só podemos culpar a maioria que o elegeu. Se queremos democracia (um sistema cheio de defeitos, mas os outros ainda são piores), temos de aceitar essa decisão.

    Creio que nos artigos que lhe enviei e que incluem uma "Proposta de Alterações à Constituição", para dar a Portugal um sistema democrático, encontra o que penso e as receitas que preconizo. Se precisar posso enviar novamente. Por exemplo, em 2002 publiquei "Considerações sobre o défice orçamental e a forma de o anular". Digam-me porque não se faz o que ali indico.

    Um abraço.

    Miguel Mota

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  12. O seu artigo está extraordiná-
    mente bem escrito, demonstra
    bem a realidade dos dias de hoje
    qualquer pessoa vai para a polí-
    tica sem saber do que fala, sem
    qualquer experiência de vida,
    mas apenas por interesses pesso-
    ais e partidários.
    Gostei, bem haja...

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  13. Li o artigo com bastante interesse . Gostava de assistir ao debate nomeadamente o de 6feira.
    Qual a hora e o local do debate ? Obrigado .

    Rui Marques

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  14. O artigo publicado é uma análise inteligente e excelente .

    Fernando Morais

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  15. JJ - TGV ; mais emprego e mais investimento nacional!

    Utilidade do TGV ??? Proposta mais barata ? De um consórcio liderado por espanhóis que empregariam ( presumo) muitos trabalhadores mas muito poucos portugueses !Ou seja endividamo-nos para que os outros enriqueçam à nossa custa !

    Vale a pena pensar nisto !

    Abraço

    Pedro Carvalho Esteves

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  16. Quem o manda andar sempre a mudar de jornal ? Ora no Público ora no JN.

    Abraço e Força .


    Maria dos Reis Gomes

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  17. Quem o manda andar sempre a mudar de jornal ? Ora no Público ora no JN.

    Abraço e Força .


    Maria dos Reis Gomes

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