Francisco Azevedo Brandão
No Conselho Nacional do PSD, que decorreu na noite de segunda-feira, Manuela Ferreira Leite insistiu na promessa de renovação de propostas e listas de candidatos a deputados, acrescentando que ainda não estão definidos os critérios e os métodos para a sua escolha, que deverá estar concluída até finais de Julho. Esta decisão da líder do PSD, não deve cair bem no seio do aparelho partidário, agarrado ao poder como lapas na rocha, não quererá deixar-lhe fugir o «comando» e as benesses que tem usufruído ao longo dos anos, numa carreira feita à custa de muito sacrifício e muitos «sapos vivos», desde a sua entrada na JSD. Que é preciso renovar o sistema partidário, toda a gente sente isso. É uma necessidade urgente, pois, temos de convir, que o mesmo nunca esteve a um nível tão baixo.. O processo não vai ser fácil, porque os militantes activos, dentro e fora do aparelho, vão com certeza organizar-se com a finalidade de evitar que surjam outros valores novos a tentarem competir aos lugares que eles agora ocupam. Mas custe o que custar, é necessário dar lugar a novas personagens que, pela sua experiência e êxito profissional, dêem garantias de uma nova visão política, conducente a uma governação isenta, séria, responsável e realista. Já em em 19 de Junho, José Miguel Júdice num artigo de opinião no «Público» escrevia: «Paulo Rangel e José Pacheco Pereira afirmam claramente: O PSD precisa de renovar muito fortemente a sua lista de deputados. Parabéns por isso. E o mesmo poderá ser dito por qualquer dos outros partidos. Espero que todos o digam e depois passem das palavras aos actos, após o que os parabenizarei, como dizem os nossos irmãos brasileiros». E mais adiante o ilustre colunista acrescentava: «A dimensão dos desafios tem de aumentar o sentido de responsabilidade das elites, dos que muito ganharam com 30 anos de democracia e crescimento económico e que pouco ou nada deram ao Colectivo e ao Bem comum. Existe, por isso, uma janela de oportunidade para a renovação do pessoal político nas próximas eleições legislativas e autárquicas». Espera-se, portanto, que os partidos sejam capazes de candidatar pessoas com experiência de vida real «e que estejam com uma idade em que voltam a ter mais tempo para se dedicar á «Coisa» pública». Espera-se a coragem dos partidos para lançar Portugal num outro caminho - de progresso, de justiça social e de honestidade política!
No Conselho Nacional do PSD, que decorreu na noite de segunda-feira, Manuela Ferreira Leite insistiu na promessa de renovação de propostas e listas de candidatos a deputados, acrescentando que ainda não estão definidos os critérios e os métodos para a sua escolha, que deverá estar concluída até finais de Julho. Esta decisão da líder do PSD, não deve cair bem no seio do aparelho partidário, agarrado ao poder como lapas na rocha, não quererá deixar-lhe fugir o «comando» e as benesses que tem usufruído ao longo dos anos, numa carreira feita à custa de muito sacrifício e muitos «sapos vivos», desde a sua entrada na JSD. Que é preciso renovar o sistema partidário, toda a gente sente isso. É uma necessidade urgente, pois, temos de convir, que o mesmo nunca esteve a um nível tão baixo.. O processo não vai ser fácil, porque os militantes activos, dentro e fora do aparelho, vão com certeza organizar-se com a finalidade de evitar que surjam outros valores novos a tentarem competir aos lugares que eles agora ocupam. Mas custe o que custar, é necessário dar lugar a novas personagens que, pela sua experiência e êxito profissional, dêem garantias de uma nova visão política, conducente a uma governação isenta, séria, responsável e realista. Já em em 19 de Junho, José Miguel Júdice num artigo de opinião no «Público» escrevia: «Paulo Rangel e José Pacheco Pereira afirmam claramente: O PSD precisa de renovar muito fortemente a sua lista de deputados. Parabéns por isso. E o mesmo poderá ser dito por qualquer dos outros partidos. Espero que todos o digam e depois passem das palavras aos actos, após o que os parabenizarei, como dizem os nossos irmãos brasileiros». E mais adiante o ilustre colunista acrescentava: «A dimensão dos desafios tem de aumentar o sentido de responsabilidade das elites, dos que muito ganharam com 30 anos de democracia e crescimento económico e que pouco ou nada deram ao Colectivo e ao Bem comum. Existe, por isso, uma janela de oportunidade para a renovação do pessoal político nas próximas eleições legislativas e autárquicas». Espera-se, portanto, que os partidos sejam capazes de candidatar pessoas com experiência de vida real «e que estejam com uma idade em que voltam a ter mais tempo para se dedicar á «Coisa» pública». Espera-se a coragem dos partidos para lançar Portugal num outro caminho - de progresso, de justiça social e de honestidade política!

