Foi sempre para mim de especial interesse, estes temas de intervenção cívica, participação democrática e a cidadania.
Ao ler a entrevista de JJ no 24 horas, da passada quarta feira, dia17 do corrente mês, onde o JJ, faz as seguintes afirmações;
“…Os portugueses têm falta de coragem cívica. Ser assertivo e auto-afirmativo é mal visto…”, e na última pergunta JJ responde;
“…melhorar a participação cívica dos cidadãos, e os seus direitos e zelar pela cidadania…”
Logo me ocorreu a feitura de um texto.
Historicamente, o poder tem sido concentrado e unitário, os poderes políticos e económicos, por exemplo, podem ser funcionalmente diferenciados apenas como aspectos distintos de um único poder [maiorias partidárias]. Em quase todos os seus exemplos a experiência humana tem mostrado de quem possui poder económico. Também controla o Governo e a Lei [Paulo Morais no último debate em Leça do C P citou quem financiava as Câmaras]. É discutível se esta situação tem provocado e está sendo contestada pelo desenvolvimento da CIDADANIA DEMOCRÁTICA. A luta pela CIDADANIA tem sido a luta contra a rejeição e contra as desigualdades que a rejeição produz. Mas o desenvolvimento da CIDADANIA DEMOCRÁTICA, não acabou com a desigualdade. Antes criou esferas de participação igualitária, que são paralelas às do poder exclusivo.
As observações feitas atrás são indiscutivelmente aplicáveis à CIDADANIA que incluiu direitos civis e políticos. O desenvolvimento da CIDADANIA civil trouxe consigo não apenas a igualdade perante a Lei mas também a Lei como instituição independente da propriedade privada e formalmente dela separada. Na verdade, a eliminação dos privilégios legais por meio de CIDADANIA, foi ao mesmo tempo a separação das instituições legais do poder económico. O advento de CIDADANIA
Política ajudou de maneira semelhante a igualdade política ao retirar aos governos e aos meios de escolher os indicadores que irão compor os governos, o controlo exclusivo dos detentores do poder económico. Assim a avanço da CIDADANIA tem significado, o deslocamento de 3 exclusão com a participação universal.
Assim è importante recordar que, embora, os direitos de CIDADANIA sejam universais, o princípio da CIDADANIA nunca foi generalizado a todas as instituições sociais. Especialmente o sistema económico e as classes sociais a ele associadas permanecem exclusivas da sua natureza e marcados por um alto grau de desigualdade e de concentração de poder nestas bases que o sistema capitalista de classe pode ser contrastado com o sistema de CIDADANIA DEMOCRÁTICA.
É pertinente perguntar se a CIDADANIA social, que diz directamente respeito da desigualdade económica, tem sido mais bem sucedida contra a exclusão económica do que a CIDADANIA civil e política.
Não pode haver dúvidas de que o desenvolvimento da CIDADANIA durante o século XX, alterou o padrão de desigualdade social. Porém, seria desnecessariamente limitado sugerir que a CIDADANIA foi o único factor nesse processo. Em muitos casos, a melhoria das condições das pessoas vulgares pode ser directamente atribuída a causas económicas.
A identidade dos grupos ou movimentos sociais pode basear-se na lealdade de classe ou em quaisquer outras ligações religiosas, étnicas, sexuais, partidárias ou outras
Para terminar um exemplo recente. A elevação da Senhora da Hora a cidade, só se vai cumprir, quando for PENSADA, PROJECTADA e EXECUTADA, inequivocamente com a POPULAÇÃO. Não contra ela ou à margem dela, agora SENHORA DA HORA como cidade a sua gestão autárquica não deve ser com o mesmo ritual do passado, têm de votar e decidir com mais frequência os interesses dos SENHORENSES.
A seriedade da passagem a cidade, exige uma execução coerente, nos planos traçados. MAS SEMPRE COM A COOPERAÇÃO ACTIVA DA POPULAÇÃO RESIDENTE.
Agora, os SENHORENSES devem ter uma maior participação e mais CIDADANIA, devem reivindicar mais, com esta auto-estima.
JORGE CARVALHO
Ao ler a entrevista de JJ no 24 horas, da passada quarta feira, dia17 do corrente mês, onde o JJ, faz as seguintes afirmações;
“…Os portugueses têm falta de coragem cívica. Ser assertivo e auto-afirmativo é mal visto…”, e na última pergunta JJ responde;
“…melhorar a participação cívica dos cidadãos, e os seus direitos e zelar pela cidadania…”
Logo me ocorreu a feitura de um texto.
Historicamente, o poder tem sido concentrado e unitário, os poderes políticos e económicos, por exemplo, podem ser funcionalmente diferenciados apenas como aspectos distintos de um único poder [maiorias partidárias]. Em quase todos os seus exemplos a experiência humana tem mostrado de quem possui poder económico. Também controla o Governo e a Lei [Paulo Morais no último debate em Leça do C P citou quem financiava as Câmaras]. É discutível se esta situação tem provocado e está sendo contestada pelo desenvolvimento da CIDADANIA DEMOCRÁTICA. A luta pela CIDADANIA tem sido a luta contra a rejeição e contra as desigualdades que a rejeição produz. Mas o desenvolvimento da CIDADANIA DEMOCRÁTICA, não acabou com a desigualdade. Antes criou esferas de participação igualitária, que são paralelas às do poder exclusivo.
As observações feitas atrás são indiscutivelmente aplicáveis à CIDADANIA que incluiu direitos civis e políticos. O desenvolvimento da CIDADANIA civil trouxe consigo não apenas a igualdade perante a Lei mas também a Lei como instituição independente da propriedade privada e formalmente dela separada. Na verdade, a eliminação dos privilégios legais por meio de CIDADANIA, foi ao mesmo tempo a separação das instituições legais do poder económico. O advento de CIDADANIA
Política ajudou de maneira semelhante a igualdade política ao retirar aos governos e aos meios de escolher os indicadores que irão compor os governos, o controlo exclusivo dos detentores do poder económico. Assim a avanço da CIDADANIA tem significado, o deslocamento de 3 exclusão com a participação universal.
Assim è importante recordar que, embora, os direitos de CIDADANIA sejam universais, o princípio da CIDADANIA nunca foi generalizado a todas as instituições sociais. Especialmente o sistema económico e as classes sociais a ele associadas permanecem exclusivas da sua natureza e marcados por um alto grau de desigualdade e de concentração de poder nestas bases que o sistema capitalista de classe pode ser contrastado com o sistema de CIDADANIA DEMOCRÁTICA.
É pertinente perguntar se a CIDADANIA social, que diz directamente respeito da desigualdade económica, tem sido mais bem sucedida contra a exclusão económica do que a CIDADANIA civil e política.
Não pode haver dúvidas de que o desenvolvimento da CIDADANIA durante o século XX, alterou o padrão de desigualdade social. Porém, seria desnecessariamente limitado sugerir que a CIDADANIA foi o único factor nesse processo. Em muitos casos, a melhoria das condições das pessoas vulgares pode ser directamente atribuída a causas económicas.
A identidade dos grupos ou movimentos sociais pode basear-se na lealdade de classe ou em quaisquer outras ligações religiosas, étnicas, sexuais, partidárias ou outras
Para terminar um exemplo recente. A elevação da Senhora da Hora a cidade, só se vai cumprir, quando for PENSADA, PROJECTADA e EXECUTADA, inequivocamente com a POPULAÇÃO. Não contra ela ou à margem dela, agora SENHORA DA HORA como cidade a sua gestão autárquica não deve ser com o mesmo ritual do passado, têm de votar e decidir com mais frequência os interesses dos SENHORENSES.
A seriedade da passagem a cidade, exige uma execução coerente, nos planos traçados. MAS SEMPRE COM A COOPERAÇÃO ACTIVA DA POPULAÇÃO RESIDENTE.
Agora, os SENHORENSES devem ter uma maior participação e mais CIDADANIA, devem reivindicar mais, com esta auto-estima.
JORGE CARVALHO

