O poder negocial por influência, dinheiro ou parentesco tem que acabar
Joaquim Jorge
Jorge Jardim Gonçalves presidente do conselho geral e de supervisão do BCP , assumiu a dívida do seu filho Filipe Gonçalves . Gesto digno, mas seria que o teria feito se esta dívida não tivesse vindo a público e outros accionistas como Joe Berardo ( está em todas ) e Pedro Teixeira Duarte exigem -se investigações.Os actuais dois principais administradores- executivos Filipe Pinhal e Alípio Dias decidiram perdoar os créditos! Sucedia com um normal cliente que tivesse dívidas ao banco ? Alegaram que as empresas do filho de Jardim faliram e os empréstimos foram declarados incobráveis. Este folhetim do ponto de vista ético é duvidoso tendo em conta o grau de parentesco ; pai e filho. Contudo acho Jardim Gonçalves alguém com passado , obra e credibilidade , porém ultimamente tudo lhe acontece . Desde querê-lo correr do BCP , a quem deu a mão ( Paulo Teixeira Pinto ) e agora o seu filho ( traiu-o ). Mas existem outras questões : em que condições foi o crédito concedido ; como é que o banco deixou acumular a dívida até 12 milhões de euros ; porque é que o banco não interveio ; as empresas do filho de Jardim tinham capitais próprios adequados aos financiamentos . Como na política e na economia, isto é, na nossa sociedade o poder negocial por influência, por dinheiro, por grau de parentesco, etc. e tal têm que acabar. Depois queixamo-nos dos políticos , dos outros e no fundo somos iguais temos uma prática similar e culpados da naturalização da : cunha ; amigalhaço ; favor ; nepotismo . É a chico-esperteza portuguesa!
publicado no jornal MeiaHora quarta-feira na minha crónica
01/11/2007
JARDIM GONÇALVES
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Clube dos Pensadores
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Economia
