01/11/2007

Clube Pensadores recebeu Paulo Portas



Susana Ferreira

Debate repleto de cidadãos , teve que abrir -se outra sala em vídeo-conferência apesar de há mesma hora ainda se estar a realizar o jogo de futebol Porto – Leixões. Na assistência presentes: Diogo Feyo, líder parlamentar do PP; Álvaro Castello – Branco ; vice-presidente da CMP ;, Lino Ferreira , vereador da CMP ; Mário Fontemanha ,vereador na CMG ; António Barbosa , vereador da CMG ; Sampaio Pimentel , vereador na CMP ; Nuno Magalhães , deputado do PP.

“Uma ideia para Portugal – o papel da oposição em Democracia” foi o tema proposto pelo Clube dos Pensadores, ao convidado especial, Paulo Portas.
À margem do quarto ciclo de debates do clube, o líder do CDS - PP veio até Gaia revelar alguns segredos da oposição e apresentar algumas soluções possíveis para o sistema.

“Não há vida democrática sem oposição, para governar é preciso saber aquilo que está certo ou errado e isso depende, muitas vezes, das escolhas que fazemos”, foi assim que Paulo Portas iniciou o seu discurso onde se apresentou natural e descontraído.
As críticas ao Primeiro-ministro não foram poupadas e o líder apresentou a educação, a segurança e a política fiscal como as principais diferenças de pensamento político.
“É nítido que existe um mundo de diferenças entre o PS e o CDS nestes três assuntos. Em relação à política fiscal, é o olhar que cada um tem sobre o peso que a carga fiscal deve ter relativo à criação de riqueza, creio que existe um fanatismo fiscal e alguém ter que chamar a atenção disso e opor-se determinantemente”.
Já nos assuntos de segurança e educação, Paulo Portas acusa o governo de “muita filosofia e pouca acção” criticando principalmente o tempo perdido com estratégias em vez dos conteúdos. “É preciso reagir e tomar atitudes substanciais”, afirmou o líder.

Joaquim Jorge, biólogo e fundador do clube, marcou a sua linha de pensamento pela defesa dos professores bem como da população em geral afirmando que “é preciso perguntar aos Portugueses « que país queremos ter ?», «é preciso ouvir as pessoas e entender as necessidades de cada um”.
O fundador alertou que o governo tem fama “de reformador”, “que é uma atitude de curto prazo, é preciso sim inovar , pensar a longo prazo”. Acrescentando que o papel da oposição é “ ser o eco no que preocupa o país”.

Ainda a completar o painel deste debate, estava o convidado especifico Pedro Cruz, jornalista da SIC e o convidado da sociedade civil Mário Aguiar, empresário.
Pedro Cruz criticou a oposição por falta de acção e força para resistir afirmando que “a oposição tem de ser clara e firme não pode ter obscurantismo nem ser de meias tintas”. Já Mário Aguiar recaiu mais sobre a falta de uma estratégia nacional pouco definida. “Faltam-nos ideias e é esse o problema, Portugal não tem ideias”.

Seguidamente a numerosa plateia teve a palavra e questionou Paulo Portas. Com intervenções pertinentes e a propósito : Macedo Pinto, Malila Fontes , Sérgio Mourão , Mário Fontemanha ,Paulo Pereira ,João Ribeirinho , Paulo Soares , Gonçalo Cevada , Mário Russo , José Carvalho , Maria Manuel ; Mário Russo entre outros . Mais uma noite de cidadania