É necessário uma verdadeira educação fiscal para a cidadania
JOAQUIM JORGE
Eu sou a favor de quem paga impostos , deveria ter um tratamento preferencial pois parto do princípio, e bem, porque sei do que se passa com a mentalidade portuguesa institucionalizada (fuga aos impostos), que não são só, os mais pobres e necessitados que não pagam impostos. Existe muita gente com altos padrões de vida, luxos e até reprováveis desperdícios, com declarações fiscais de indigência , que a permeio nem declarações ao fisco faz. Quem paga impostos deveria ter acesso gratuito se assim entendesse: saúde; ensino; justiça. Habitação a preço reduzido, igualdade de oportunidades e apoio na livre iniciativa. Porém não é isso que acontece.
JOAQUIM JORGE
Eu sou a favor de quem paga impostos , deveria ter um tratamento preferencial pois parto do princípio, e bem, porque sei do que se passa com a mentalidade portuguesa institucionalizada (fuga aos impostos), que não são só, os mais pobres e necessitados que não pagam impostos. Existe muita gente com altos padrões de vida, luxos e até reprováveis desperdícios, com declarações fiscais de indigência , que a permeio nem declarações ao fisco faz. Quem paga impostos deveria ter acesso gratuito se assim entendesse: saúde; ensino; justiça. Habitação a preço reduzido, igualdade de oportunidades e apoio na livre iniciativa. Porém não é isso que acontece.
O Privado está a substituir o Público. Existe uma procura crescente nos PPR´s, seguros de saúde, ensino privado, etc. O Estado não tem dinheiro e está falido, mas o que me parece é que tal, não é para todos. Os nossos governantes, não me estando a referir a este governo em concreto, não têm dado bons exemplos. Quem paga mais impostos, além de pagar para quem não paga impostos, é prejudicado, veja-se o caso do abono de família retirado a partir de determinado vencimento (isto é , a quem mais declara).
O Público e o Privado deveriam concorrer de uma forma honesta e leal. Quem paga impostos deveria usufruir do direito de optar ou pelo Público ou pelo Privado, todavia não é isso que acontece.No ensino é gritante a «décalage», a saúde está pelo mesmo caminho. Quem tem dinheiro opta por colocar os filhos em colégios, universidades privadas e levá-los a hospitais particulares. As pessoas não são números, são seres humanos, com sentimentos, dor, com necessidade de cuidados e apoio.
É necessário começar a pensar na quarta idade, no desenvolvimento da Geriatria, o aumento de esperança de vida assim o impõe.
Portugal foi o 3º país da OCDE e o 1º da U.E. a 15 a apresentar maior acréscimo da carga fiscal durante os últimos 20 anos- carga fiscal 35,3% do PIB.
Portugal foi o 3º país da OCDE e o 1º da U.E. a 15 a apresentar maior acréscimo da carga fiscal durante os últimos 20 anos- carga fiscal 35,3% do PIB.
É necessário uma verdadeira educação fiscal para a cidadania; pagar impostos, entender a função social do tributo mas questionar a transparência , na gestão dos gastos e recursos públicos. E sem ser bufo ou pidesco, questionar a exteriorização de riqueza para além do admissível e sensato.
Para isso é preciso líderes 360 graus , que pratiquem os valores que defendem, falem aos olhos, não apenas aos ouvidos e liderem para fora, cima, lados e para baixo.
artigo publicado na revista Perspectiva , distribuída no sábado com o jornal PÚBLICO
Se desejar ver basta clicar aqui.

