21/07/2007

Aos Jovens de todas as Idades


Rui Pinto

Dizem que quem paga as favas é a classe média e que até está a acabar. Mas eu acho que além da classe média há também a meia-idade que está a ser discriminada.
Além da nova forma de ajudar os desempregados com mais de 55 anos, temos as ajudas constantes aos jovens, ouvimos as promessas dos candidatos à Câmara de Lisboa dizer que iriam incentivar o regresso dos jovens á cidade, e este não é caso único, também noutras grandes cidades esta é a estratégia.
Mas então, qual é a definição de jovem? 35 anos? Se a longevidade está a aumentar, se a idade da reforma também, que fazemos? Vocês acham que a Juventude está no BI? Há tantos “jovens” de vinte e poucos anos que passam se afogam nos copos, conformados com a vida, parecem velhos caquécticos, e há tantos “velhos” de 50 e mais, que se tratam, que inovam todos os dias, que transpiraram vida. Esta conversa dos jovens já mete nojo.
Parem de discriminar as pessoas pela idade, é anticonstitucional.
Voltando a repovoamento das cidades… Pensem comigo, afinal isto é o «CLUBE DOS PENSADORES», não seria mais objectivo trazer de volta para a cidade aqueles que nela fazem vida, aqueles que voltando deixam de usar carro, deixavam de passar horas no transito, muitas vezes com crianças? Independentemente da idade, as ajudas devem ter em conta o resultado, então trazer de volta uma família com 4 ou 5 elementos, com crianças em idade de saltar e pular e encher a cidade de vida não seria um bom objectivo?
Meus caros, não entendo esta noção de democracia, muito mais vindo de quem se diz socialista, afinal decretar taxas moderadoras para quem trabalha e paga impostos, é democrático? Ajudar os jovens é democrático? Ajudar os mais velhos é democrático? E os de meia-idade? E dar oportunidades aos que ainda não tem o ensino básico, faz número, e os que não acabaram o secundário, é para a estatística, muito bem e aqueles que acabaram o 12º há mais de 15 ou 20 anos e depois querem voltar entrar na faculdade? Pois esses não devem ser ajudados, já temos licenciados a mais para a estatística.
Não entendo que raio de politica é esta que discrimina impondo cotas de sexo, catalogando jovens e não jovens, ricos e pobres, formados e não formados, que beneficia os Bancos e penaliza as empresas, que subsidia os que nada fazem e taxa os que trabalham.
Pronto já desabafei, tenho 42 anos, sinto-me imensamente jovem, cheio de vida e com vontade de viver, de brincar com os meus filhos, de rir, de ouvir musica no meu MP3, e agora?
Meus amigos, viver muitos anos nos “gabinetes do poder” envelhece e muito, não deixa tempo para rebolar no chão com os filhos, jogar futebol na praia, andar de bicicleta com quem realmente é amor em nós.
Acabo gritando aos sete ventos, EU SOU JOVEM, e o elixir da juventude não se compra nem está escondido em nenhuma fórmula química.
A Juventude é a capacidade de Viver o presente em harmonia com aquilo que somos e aquilo que nos rodeia, e isso não está numa data nem numa etiqueta que um qualquer Serviço do Estado nos impõe, está no dia a dia, está no nosso espírito empreendedor, na forma com olhamos os outros e amamos a vida.
Eu acho que esta geração que hoje governa os destinos do País não percebe isto, afinal este assunto não é “Macro” é infimamente pequenino e pessoal.Exalto os Jovens de todas as idades a mostrar que temos um país jovem, capaz de mudar o seu destino sem decretos discriminatórios. Força


consultor S.I.