AS RAZÕES DE UMA CANDIDATURA À CÂMARA DE LISBOA
Como alguns (poucos, dado o absoluto silenciamento a que tenho sido sujeito … saberão, decidi candidatar-me à Câmara de Lisboa, por um conjunto de razões que gostava de partilhar aqui convosco.
Antes de mais, por considerar que se torna absolutamente imperioso salvar Lisboa da situação de autêntica calamidade em que hoje se encontra e a que foi levada pela política de todos os partidos que pela respectiva governação passaram desde há 30 anos a esta parte.
Na verdade, Lisboa é hoje, no quadro europeu, uma simples vilória, sem qualquer viabilidade ou competitividade, desertificada, sem riqueza e sem emprego, suja e desleixada, insuportável de ruído e de poluição, onde não há lugar para o cidadão e onde os interesses instalados, a começar pelos da especulação imobiliária e corrupção, tomaram por inteiro conta da cidade.
E se a tal colapso se chegou, a verdade é que essa ruína e inviabilização crescentes de Lisboa têm responsáveis, e esses responsáveis têm nome – são eles o PS, o PCP, Bloco de Esquerda PPD/PSD e CDS/PP, os quais, sozinhos ou coligados entre si, têm estado à frente da Câmara da Capital desde o 25 de Abril para cá.
E que, aliás, têm agora o desplante de se procurarem apresentar junto dos lisboetas como as únicas alternativas que a estes se colocariam. Assim, primeiro, começaram por procurar impor uma data tal para as eleições que só as respectivas candidaturas teriam hipóteses de se apresentar e agora tratam – sempre sob a capa de pretextos discriminatórios e anti-democráticos como os dos “critérios jornalísticos”, da “falta de meios” ou “falta de espaço” – que das doze candidaturas só sete (as cinco dos Partidos do Poder e as duas de ditos “independentes” saídos desses mesmos Partidos) teriam direito à palavra.
Acresce que, ao contrário do que se poderia pensar, Lisboa não é um problema dos lisboetas. A necessidade de Portugal, e também da própria Europa, de que Lisboa seja uma grande capital europeia de progresso, de cultura e de bem-estar, seja um motor de desenvolvimento económico, político e social, é um problema não (só) da cidade mas sim do país e até da União Europeia que a têm de pagar e suportar !
O que é preciso então fazer ?
Para que Portugal e a Europa possam dispor dessa capital moderna, progressiva e avançada são precisos, antes de mais, três grandes investimentos ou estruturas de base. Mas também um programa estratégico. E ainda uma profunda reorganização administrativa de Concelho. E, finalmente, uma nova postura da Câmara, com medidas imediatas no dia a seguir à tomada de posse.
Esses três grandes investimentos são um grande aeroporto internacional (criador de cerca de 30.000 empregos, que não pode fica localizado na OTA, desde logo por razões políticas, mas também de custos e esgotamento a curto/médio prazo da sua capacidade operativa); um grande porto internacional (cerca de outros 20.000 empregos e porto de entrada na Europa dos produtos vindos da América, de África e até do Mediterrâneo) e uma grande via ferroviária (de ligação à Europa e ao resto do País e condição de viabilização do Porto e do Aeroporto).
O programa estratégico a que aludi visa fazer de Lisboa uma Cidade de Cultura (com instalações e oferta de cultura de elevado nível), de Turismo (de qualidade), de Novas Tecnologias e de Comércio (com incentivos para atrair e apoiar as empresas e os agentes económicos dessas áreas e o apoio ao Comércio Tradicional e de bairro) e de Gente Jovem (assente no combate sem tréguas à especulação imobiliária, com a fixação de um prazo máximo de seis meses aos proprietários para colocarem os milhares e milhares de casas actualmente devolutas no mercado e, caso não o façam, com a posse administrativa das mesmas casas e a sua colocação numa “bolsa de arrendamento”, em rendas limitadas, a atribuir, por concurso, a Jovens.
A reorganização administrativa passa desde logo por pôr fim à medieval divisão do município em “fregueziasinhas” e pela criação de sete ou oito barros, cada um dirigido directamente, de forma eficaz e muito mais barata, por um vereador e uma pequena equipe; por extinguir todas as empresas municipais (que apenas servem para criar tachos e fugir ao controle da despesa pública) e colocar as respectivas competências nos vereadores dos diferentes pelouros; por deixar claro que em tudo o que respeita a Lisboa quem manda é a Câmara e em particular o seu Presidente; por recolocar a Câmara na administração de todas as empresas públicas de transportes e a definir um novo plano de transportes; por pôr fim ao reinado dessa entidade feudal dona da margem esquerda do Tejo e que é a Administração do Porto de Lisboa; enfim pelo combate pela criação de uma Região Especial de Lisboa (de Torres Vedras a Setúbal) que resolva de forma integrada os problemas mais complexos dessa grande área metropolitana, como a recolha dos lixos e resíduos, os transportes colectivos, e o abastecimento de água.
Finalmente, a Câmara e o seu Presidente, devendo decidir e mandar em tudo o que respeite a Lisboa, devem de imediato tomar medidas para fazer respeitar a cidade – impondo um prazo máximo para a conclusão de obras (como as do Metro) que estão hoje “eternizadas”, deve fazer cessar e sancionar de imediato a até impune e à rédea solta ocupação indevida dos espaços públicos, deve colocar a Polícia Municipal a rebocar imediatamente todos os veículos estacionados em segunda fila, em cima dos passeios ou a fazer cargas e descargas fora do respectivo horário.
Há que salvar Lisboa, há que tomar medidas e estas são as ideias essenciais da minha candidatura para o fazer.
Quem tem medo de as discutir ? Quem quer impedir que se discutam responsabilidades, que se conheçam novas ideias e novos projectos e se quer impor como as únicas alternativas dos cidadãos, para assim voltar de novo ao poleiro do Poder e deixar tudo afinal na mesma ?
Quem, afinal, tem medo da livre e igual discussão de ideias ?
Como alguns (poucos, dado o absoluto silenciamento a que tenho sido sujeito … saberão, decidi candidatar-me à Câmara de Lisboa, por um conjunto de razões que gostava de partilhar aqui convosco.
Antes de mais, por considerar que se torna absolutamente imperioso salvar Lisboa da situação de autêntica calamidade em que hoje se encontra e a que foi levada pela política de todos os partidos que pela respectiva governação passaram desde há 30 anos a esta parte.
Na verdade, Lisboa é hoje, no quadro europeu, uma simples vilória, sem qualquer viabilidade ou competitividade, desertificada, sem riqueza e sem emprego, suja e desleixada, insuportável de ruído e de poluição, onde não há lugar para o cidadão e onde os interesses instalados, a começar pelos da especulação imobiliária e corrupção, tomaram por inteiro conta da cidade.
E se a tal colapso se chegou, a verdade é que essa ruína e inviabilização crescentes de Lisboa têm responsáveis, e esses responsáveis têm nome – são eles o PS, o PCP, Bloco de Esquerda PPD/PSD e CDS/PP, os quais, sozinhos ou coligados entre si, têm estado à frente da Câmara da Capital desde o 25 de Abril para cá.
E que, aliás, têm agora o desplante de se procurarem apresentar junto dos lisboetas como as únicas alternativas que a estes se colocariam. Assim, primeiro, começaram por procurar impor uma data tal para as eleições que só as respectivas candidaturas teriam hipóteses de se apresentar e agora tratam – sempre sob a capa de pretextos discriminatórios e anti-democráticos como os dos “critérios jornalísticos”, da “falta de meios” ou “falta de espaço” – que das doze candidaturas só sete (as cinco dos Partidos do Poder e as duas de ditos “independentes” saídos desses mesmos Partidos) teriam direito à palavra.
Acresce que, ao contrário do que se poderia pensar, Lisboa não é um problema dos lisboetas. A necessidade de Portugal, e também da própria Europa, de que Lisboa seja uma grande capital europeia de progresso, de cultura e de bem-estar, seja um motor de desenvolvimento económico, político e social, é um problema não (só) da cidade mas sim do país e até da União Europeia que a têm de pagar e suportar !
O que é preciso então fazer ?
Para que Portugal e a Europa possam dispor dessa capital moderna, progressiva e avançada são precisos, antes de mais, três grandes investimentos ou estruturas de base. Mas também um programa estratégico. E ainda uma profunda reorganização administrativa de Concelho. E, finalmente, uma nova postura da Câmara, com medidas imediatas no dia a seguir à tomada de posse.
Esses três grandes investimentos são um grande aeroporto internacional (criador de cerca de 30.000 empregos, que não pode fica localizado na OTA, desde logo por razões políticas, mas também de custos e esgotamento a curto/médio prazo da sua capacidade operativa); um grande porto internacional (cerca de outros 20.000 empregos e porto de entrada na Europa dos produtos vindos da América, de África e até do Mediterrâneo) e uma grande via ferroviária (de ligação à Europa e ao resto do País e condição de viabilização do Porto e do Aeroporto).
O programa estratégico a que aludi visa fazer de Lisboa uma Cidade de Cultura (com instalações e oferta de cultura de elevado nível), de Turismo (de qualidade), de Novas Tecnologias e de Comércio (com incentivos para atrair e apoiar as empresas e os agentes económicos dessas áreas e o apoio ao Comércio Tradicional e de bairro) e de Gente Jovem (assente no combate sem tréguas à especulação imobiliária, com a fixação de um prazo máximo de seis meses aos proprietários para colocarem os milhares e milhares de casas actualmente devolutas no mercado e, caso não o façam, com a posse administrativa das mesmas casas e a sua colocação numa “bolsa de arrendamento”, em rendas limitadas, a atribuir, por concurso, a Jovens.
A reorganização administrativa passa desde logo por pôr fim à medieval divisão do município em “fregueziasinhas” e pela criação de sete ou oito barros, cada um dirigido directamente, de forma eficaz e muito mais barata, por um vereador e uma pequena equipe; por extinguir todas as empresas municipais (que apenas servem para criar tachos e fugir ao controle da despesa pública) e colocar as respectivas competências nos vereadores dos diferentes pelouros; por deixar claro que em tudo o que respeita a Lisboa quem manda é a Câmara e em particular o seu Presidente; por recolocar a Câmara na administração de todas as empresas públicas de transportes e a definir um novo plano de transportes; por pôr fim ao reinado dessa entidade feudal dona da margem esquerda do Tejo e que é a Administração do Porto de Lisboa; enfim pelo combate pela criação de uma Região Especial de Lisboa (de Torres Vedras a Setúbal) que resolva de forma integrada os problemas mais complexos dessa grande área metropolitana, como a recolha dos lixos e resíduos, os transportes colectivos, e o abastecimento de água.
Finalmente, a Câmara e o seu Presidente, devendo decidir e mandar em tudo o que respeite a Lisboa, devem de imediato tomar medidas para fazer respeitar a cidade – impondo um prazo máximo para a conclusão de obras (como as do Metro) que estão hoje “eternizadas”, deve fazer cessar e sancionar de imediato a até impune e à rédea solta ocupação indevida dos espaços públicos, deve colocar a Polícia Municipal a rebocar imediatamente todos os veículos estacionados em segunda fila, em cima dos passeios ou a fazer cargas e descargas fora do respectivo horário.
Há que salvar Lisboa, há que tomar medidas e estas são as ideias essenciais da minha candidatura para o fazer.
Quem tem medo de as discutir ? Quem quer impedir que se discutam responsabilidades, que se conheçam novas ideias e novos projectos e se quer impor como as únicas alternativas dos cidadãos, para assim voltar de novo ao poleiro do Poder e deixar tudo afinal na mesma ?
Quem, afinal, tem medo da livre e igual discussão de ideias ?
Lisboa, 16 de Junho de 2007
António Garcia Pereira

