MELO ROSA
Quase uma centena de pessoas presenciou ontem à noite, num hotel de Vila Nova de Gaia, um interessante debate relacionado directamente com o futebol, moderado por Joaquim Jorge, presidente do Clube dos Pensadores, responsável pela organização deste evento que em debates anteriores já convidou figuras como Manuel Maria Carrilho, Santana Lopes ou Luís Filipe Menezes. Ontem, estiveram presentes Hermínio Loureiro, presidente da Liga, Ricardo Costa, jogador do FC Porto, Drulovic, ex-jogador e treinador, e Carlos Daniel, jornalista. Na plateia, entre outros, Reinaldo Teles, da SAD do FC Porto, Narciso Miranda, ex-presidente da Câmara de Matosinhos, e Semedo, antigo jogador.
Entre outros temas abordados, Hermínio Loureiro voltou a sublinhar duas ideias-fortes da sua gestão: a Taça da Liga e a profissionalização da arbitragem. Sobre a Taça da Liga, cuja final quer realizar no sábado de Páscoa do próximo ano, disse que tem “gerado enormes expectativas”, reconheceu que “não é fácil criar uma nova competição” e espera que na próxima Assembleia Geral da FPF, a 19 de Maio, possa ser aprovado o calendário. Sobre o apelo ao boicote da Taça da Liga por parte do Sindicato dos Jogadores, Hermínio Loureiro espera que “com tranquilidade essas questões sejam ultrapassadas”, adiantando que os clubes já receberam os regulamentos da competição.
Sobre a profissionalização do árbitros, prometeu que este objectivo será cumprido durante o seu mandato e levantou uma questão: “Será que os árbitros treinam bem depois de um dia de trabalho? Por que é que são os únicos a terem que dar prioridade aos seus empregos ou negócios? Se o futebol profissional não conseguir gerar riqueza para pagar aos árbitros, então está tudo errado. Numa competição profissional o elo mais fraco é o sector da arbitragem”, defendeu.
Confissão de Ricardo Costa “Gostava de promover o jogo de Paços”
Ricardo Costa não falou muito. Entre o que disse, destaca-se a incompatibilidade de conciliar os estudos com o futebol. “Não acabei o 12º ano porque tive de optar: ou o Torneio de Toulon ou os estudos”, confessou, dizendo que “não era fácil estudar depois de treinar ao fim da tarde e depois de um dia inteiro de aulas”. Outra confissão curiosa do defesa-central, relacionada com a promoção dos jogos. “Na Selecção Nacional faz-se muitas vezes, mas no clube não parte de mim. Mas é verdade que gostava de este fim-de-semana promover um jogo decisivo: portistas, domingo venham todos apoiar-nos a Paços de Ferreira”, confidenciou, acabando por publicitar o jogo.

