JOAQUIM JORGE
Parece que desta vez o Governo vai ter o bom senso de suavizar esta lei de forma a ser exequível a sua aplicação .Pois não vale a pena fazer regras que não sejam cumpridas. A proibição não pode chegar ao ponto dos seus defensores tentarem incrementar e impor a necessidade de proteger os não fumadores dos fumadores mas também estes de si mesmo!
Convém analisar o que se passou em Espanha com a entrada em vigor da proibição de fumar, a partir de 1 de Janeiro de 2006, nos locais públicos e centros de trabalho públicos e privados, restringindo-se em bares e restaurantes com mais de 100 metros quadrados. Nestes passou haver uma zona específica para fumadores com um máximo de 30% do espaço total. A publicidade foi fortemente condicionada a locais específicos, como locais de venda.
Depois de aprovada a lei anti-tabaco em Espanha, os restaurantes e bares onde é permitido fumar estão a aproveitar esse facto como um factor de publicidade , colocando grandes cartazes à entrada dos estabelecimentos , o que é uma forma de contornar a lei. Além deste exemplo , lembro-me que Fernando Alonso,campeão do Mundo de Fórmula1, fazia publicidade ao tabaco no seu bólide.
Espero que em Portugal não se adira a esta moda fundamentalista,com radicalismos ferozes, mas sim com grandes medidas de prevenção e de alerta, para que haja uma consciencialização do problema. Um fumador não é um maroto ou anti-social e não se pode, nem se deve discriminar, mas sim ajudar.
Deve haver uma batalha pela saúde além do tabagismo , luta contra a obesidade ( incluindo a infantil), a anorexia,o cancro,as drogas,o álcool. Em termos económicos o estado pouparia milhões de euros no tratamento destas doenças e concomitantemente aumentar-se-ia a qualidade e esperança de vida.

