05/05/2007

FUTEBOL PORTUGUÊS



Luís Fialho



Estádios vazios, clubes falidos, espectáculos degradados, arbitragens pouco credíveis. Mesmo que em rigor nem sempre seja esta a realidade, é assim que a opinião pública interpreta hoje o futebol português.
É verdade que os Cristianos Ronaldos, os Mourinhos, ocasionalmente os F.C.Portos, Benficas e Sportingues, e sobretudo a nossa selecção, vão disfarçando no plano internacional aquilo que se vive por esse país fora, nos campos onde as estrelas não brilham, onde os adeptos não comparecem, as receitas não entram e muitas vezes os salários não se pagam.
Há que fazer algo, e neste sentido aquilo que se propõe como base de reflexão traduz-se novo quadro competitivo, bem como algumas iniciativas capazes de tornar o futebol mais apelativo, sobretudo para os mais jovens.
Aqui vai:
1ªDIVISÃO (Profissional)-10 clubes, todos contra todos a 4 voltas, descendo os 2 últimos classificados.- Jogos todos televisionados, com horários fixos, sempre ao fim-de-semana e evitando o domingo à noite (por exemplo, sábado as 15.00, às 17.00 às 19.00 e 21.00, e domingo às 18.00).- Receitas televisivas e de publicidade geridas pela Liga, com repartição pelos concorrentes de acordo com as pontuações.- Exigências quanto aos estádios, obrigando se necessário a jogar em estádios do Euro, e especial cuidado no tratamento dos relvados.
- Árbitros e assistentes profissionais, em número reduzido e bem pagos.- Limitação a 3 estrangeiros por equipa (não contrariando naturalmente as leis em vigor)- Bilhetes de três níveis e três tipos: centrais, 20, 30 e 40 euros; laterais, 10, 20 e 30; superiores, 5, 10 e 20 euros. Facilidades para familiares e sobretudo crianças, para as quais se poderia tornar apelativo a criação de mascotes, que antes e no intervalo dos jogos fariam actuações no relvado.- Publicações próprias sobre a liga, e programas televisivos de antevisão dos jogos e rescaldo dos mesmos.- Hino da liga, tocado antes dos jogos.- Fim das duas primeiras voltas coincidente com a época natalícia e com a abertura do mercado de transferências (sendo permitidas apenas 2 por equipa).- Inscrição de 25 jogadores por equipa, numerados (de 1 a 25), 3 dos quais formados no clube, favorecendo financeiramente os clubes que inscrevessem mais.
2ª DIVISÃO (semi-profissional ou amadora)- 4 séries de 22 equipas, e uma segunda fase com os dois melhores classificados de cada por eliminatórias até apurar dois primodivisionários.
-Proibição de jogadores estrangeiros, e de transferências a meio da época. 3ª DIVISÃO (amadora)- 8 séries de 22 equipas, com a subida dos 2 primeiros mais os 4 melhores segundos.



gestor e sociólogo