Esta crise actua como uma lupa em que mostra os defeitos da democracia que já existiam mas não se tinha a exacta percepção e se sentiam.
A resposta a esta crise está entrelaçada : a resposta para a saída da crise está na política e nos políticos , mas por sua vez a política e os políticos estão em risco pelo descrédito e má imagem na opinião pública.
A maioria dos cidadãos são a favor de mudanças na Constituição , nas instituições públicas e no modelo de Estado.
Os cidadãos sentem-se órfãos de líderes políticos e lamentam a falta de consenso básicos.
O descrédito político aumenta com a banalização do incumprimento de promessas em campanha eleitoral e dos respectivos programas.
A opinião pública e os cidadãos estão fartos deste modo de fazer política e pode traduzir-se por uma ainda maior abstenção.
A impressão que os cidadãos têm é que Portugal cada vez tem menos soberania e está sujeito a uma Europa em que muitas decisões económicas de corte de direitos e prestações sociais não estão sujeitas a debate e aprovação parlamentar.
O risco do descrédito total da classe política alimentados por redes sociais como foi o caso da manifestação do 15 de Setembro é iminente. Há muita gente que está a passar mal.
A brecha social pode tornar-se uma fractura insanável.
JJ
JJ
