21/06/2017

Livro de Joaquim Jorge : CANDIDATO que não chegou a sê-lo



No dia da apresentação do livro será a minha última intervenção pública e não tecerei mais comentários sobre este assunto.

Foi um processo moroso, que criou algum suspense pela possibilidade de Joaquim Jorge ser candidato, tendo em conta que foi escolhido na concelhia por maioria e voto secreto, como exigiu o presidente da distrital, Bragança Fernandes.

Todavia o nome de Joaquim Jorge foi vetado, não chegando a ir a votos na distrital. Não se entende porquê? Pois apesar do plenário não ter sido favorável não era vinculativo.
Em consequência do veto a Joaquim Jorge, o presidente da concelhia, José António Barbosa demitiu-se levando consigo 16 elementos da concelhia incluído o presidente da mesa.




Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, no dia 29 de Junho (quinta-feira), pelas 21h30 na FNAC do NorteShopping em Matosinhos, vai dar a conhecer o seu novo livro da Quinto Império Editora: “CANDIDATO que não chegou a sê-lo”.
A apresentação da obra estará a cargo de:José António Barbosa, arquitecto e presidente da concelhia do PSD Matosinhos, Ernesto Páscoa, professor universitário e presidente da concelhia do PS Matosinhos. 


Estará presente:
António Tavares, dirigente do PSD e Provedor da SCMP. Falará na qualidade de amigo pessoal de Joaquim Jorge.

O livro retrata o que se passou ao longo deste processo de candidatura, após o convite de José António Barbosa, presidente da concelhia do PSD Matosinhos . 

Contém uma carta enviada ao líder do PSD, Pedro Passos Coelho e outra a Bragança Fernandes, presidente da distrital do PSD Porto que só agora as torno públicas.

Sou um activista cívico, que pensa a democracia e se bate por projectos de cidadania, como o Clube dos Pensadores.
A vida partidária que dá acesso a candidatos rege-se por uns poucos, de um modo ensimesmado e desfasado da realidade.


Entrei neste processo depois de pensar bem, saí pensando, sem azedume e ressentimento. 
Sinto um misto de impotência e alívio, vou continuar como sempre fui: transparente, livre, independente e insubmisso.
Não sei se a minha vida de candidato e de possível eleito seria feliz? As pessoas pensam muito em cargos e mordomias. Eu não! Actualmente, sou feliz isso é o mais importante para mim.
Quem define, para onde eu vou e com quem eu vou, sou eu. Esta minha hipótese de candidatura se tiver contribuído para a abertura e evolução dos partidos, já me dou por satisfeito.

O meu maior poder é não querer nada, todavia a minha vida nunca estará sujeita a pessoas que não são mais do que eu, só porque têm um cartão de militante.
Hoje em dia , na política não há partidos nem independentes, nem direita nem esquerda, só gente aberta ou fechada, ágil ou desajeitada, educada ou grosseira, nobre ou canalha, generosa ou egoísta, profissional ou amadora, boa ou má.
Esta classificação de pessoas vai para além de ideologias, há uma classe de gente
 que preserva os seus princípios e rebelde perante as injustiças.

2 comentários:

  1. Caro Joaquim Jorge,
    De facto parece Kafkiano o que se passou, revelador da qualidade de muitos dos nossos políticos. Como já referi antes, também não me espanta o caciquismo reinante. Os partidos políticos, ciclicamente são capturados por um conjunto de pessoas que os amordaçam. Sobretudo perigoso são os casos em que essa captura é feita por medíocres que após alcançarem o seu objetivo, rodeiam-se de guardas pretorianas inexpugnáveis. Esses medíocres têm uma característica comum, que é a persistência no objetivo. Não se cansam enquanto não lograrem o objetivo, que é a captura do partido. Aí chegados, jamais permitem que alguém que pense por sua cabeça possa pôr em risco o seu reinado. Instalam o compadrio e o medo.
    Fizeste o que se impunha, que foi aceitar o honroso convite de quem tem visão de longo prazo, mas que foi engolido pelo incêndio da mediocridade do respetivo partido. Tinhas condições de fazer diferente do que tem acontecido, pela tua terra. Matosinhos precisa de mudar de paradigma. De facto, o município teve uma evolução notável nos últimos 40 anos. Passou de um município rural a urbano e moderno. Mas agora o município tem de sair dessa ótica de crescimento orgânico para o qualitativo e excelência para deixar de ser subalternizado pelos municípios da AMP. Terá de apostar na excelência em algumas vertentes como a cultural, educacional, qualidade habitacional e lúdica, industrias de ponta, nichos na saúde, sustentabilidade urbana e ambiental, que sejam motivos de atratividade para o município. Isso leva a apostas diferentes das tradicionais na construção civil e infraestruturas básicas.
    Honraste o compromisso e ninguém pode dizer que te furtaste ao dever cívico de servir a tua cidade natal.
    Abraço
    Mário Russo

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  2. Uma análise fidedigna e desabrida. Nada cimo estar atento a apresentação do livro que tem um belo texto teu

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