27/04/2017

UM SALVADOR CAIU..., CAIU E COM QUE ESTRONDO...! O OUTRO..., VAI TENTANDO SE EQUILIBRAR...



Hercilia Oliveira 
Quando em 2012 François  Hollande chegou ao Eliseu, a euforia foi tal, que sobretudo para alguns crentes cá do nosso cantinho à beira mar plantado, era o salvador não só da França mas até quem sabe..., da Europa !
Por cá, Hollande era citado e adorado pelos seus aficionados e dado como um exemplo que teríamos que acompanhar e seguir, pois dele viria a solução socialista que salvaria a França e não só.
Entretanto em 2015  na Grécia, terra dos Deuses, nascia um novo: Tsipras.
Tsipras não foi recebido apenas como um salvador! Não..., Tsipras foi recebido como mais um Deus Grego que iria  salvar a Grécia, e não só, pois sendo de esquerda só poderia ser um  Deus!
E se por cá, Hollande, foi adorado como o salvador, Tsipras foi  endeusado até à adulação!
Lembro-me dos socialistas e sobretudo dos bloquistas, da forma como nos tentavam mostrar até à exaustão em como deveríamos seguir os ideais do Syriza e seu chefe Tsipras.
Poucos anos passados e aí estão os resultados a conferir e que não me surpreendem de modo algum pois logo na altura acerca dos dois personagens mostrei a minha falta de fé.
Hollande deixou a França num estado tal, que arrastou o PS para uma situação de total descrédito. E se por cá aos poucos os fieis se foram calando como se nunca nada tivessem dito que os comprometesse, agora já nem abrem o bico para falar de Hollande;.
Hollande caiu, e caiu com tal estrondo que para alguns até está morto!
Quanto ao Deus Tsipras, depois de ter imposto mais austeridade, dado aos gregos três resgates ( não podiam ficar atrás dos socialistas  portugueses...) tem levado com muitas manifestações de protesto violentas que só delas não temos grande conhecimento porque a comunicação social sempre mais dominada pela esquerda ditadora, não lhes dá visibilidade. A Grécia deixou há muito de ser notícia, é como que não exista no mapa.
Então para o PS e para o BE, falar no Deus Tsipras é como lhes falarem no diabo de quem querem distância.
E se Hollande caiu com estrondo, Tsipras lá se vai equilibrando porque no estado em que está a Grécia depois do Syriza, ninguém se atreve a querer ir para o comando de uma Grécia desmoronada em que já nem os Deuses são o que eram.

1 comentário:

  1. Olá Hercília.
    E dizêr que, o (agora largamente derrotado, Hamon, candidato do PSF), foi a Lisboa fazêr um estágio, para saber como se metem todos os Partidos de Esquerda dentro do mesmo saco. É obra !!!. O problema é que o Melanchon não entrou no jogo. Para o PSF o caso português era exemplo a copiar. Já não bastava o futebol !!!
    E em Democracia cada povo têm os politicos que quêr e o tratamento que merece.

    ResponderEliminar