12/02/2017

Debate no Orfeão de Matosinhos



Parabéns ao Fernando Sousa que tudo fez para que as coisas corressem bem. Assim aconteceu no edifício do Orfeão muito bem estimado e tratado pelo seu presidente Cunha e Silva e seus colegas de direcção como Eugénio Queirós.

Sinceramente não apostava muito neste debate : um Sábado , uma noite fria, com futebol na televisão.
Mas esteve bastante gente salientando a presença de Henrique Calisto e de Ernesto Páscoa, entre outros.

Um debate dos mais difíceis de moderar que tive até hoje pela impetuosidade e o querer falar muito de Narciso Miranda. Depois o Pedro Caetano como vinha de Lisboa chegou atrasado. Tudo complicado, mas chegou-se a bom porto e correu bem.

É preciso perceber que os debates fazem-se com as pessoas e não para as pessoas. Quem vem assistir a um debate é um acto respeitável que tem ideias válidas e a ter em conta.

Procurei controlar os tempos e, apercebi-me da necessidade dos participantes exporem a suas ideias, mais do que fazer perguntas ao painel. Boa intervenção de José Guimarães que vinha preparado de casa , Jorge Pisco polémico e acintoso mas verdadeiro, Joaquim Gomes muito bem nas suas perguntas aos convidados. Saliento o desabafo e critica de Eduardo Saraiva sobre o funcionamento do PS. A pergunta de Fernando Sousa a Narciso Miranda sobre o seu momento mais triste na sua vida politica.

Por fim, falou Mascarenhas Loureiro sobre o mau funcionamento dos partidos políticos.
Este debate foi sobre política e não sobre a candidatura de Narciso Miranda . Houve por parte de Narciso Miranda uma tendência natural para falar disso. Narciso Miranda, as páginas tantas ao intervir disse-o com muita emoção e convicção que me tocou na sua autenticidade. Não tenho dúvidas que Narciso Miranda ama Matosinhos, mas falta o resto.

Pedro Caetano falou da política internacional, das eleições nos EUA e em Inglaterra . Na política portuguesa que os cidadãos que a exerçam não dependam dela.

Joaquim Jorge pôs a tónica em menos tricas e questiúnculas e mais Matosinhos , seu futuro e projectos para a cidade. A questão recente do Metro foi paradigmático da falta de estratégia de algo tão importante.

Mas, um momento alto e inesperado, foi a intervenção de Ernesto Páscoa que pediu a palavra e disse de sua justiça sobre o momento socialista em Matosinhos.

Debate aceso, vivo, sem pontos mortos e com muito interesse.

Obrigado pelo convite e até breve.

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