20/01/2017

Opinião de Joaquim Jorge no Noticias ao Minuto



Para Joaquim Jorge o facto de Donald Trump tomar hoje posse, mesmo apesar de ter tido menos dois milhões de votos do que Hillary Clinton, é a prova de que a democracia tem “coisas inexplicáveis”. A situação remete para um dos principais problemas que a política portuguesa enfrenta: a abstenção.
Um “problema que parece sem solução: a indiferença, desilusão, apatia, afastamento e desinteresse. E, diria até de muitos o desdém com que se olha para a democracia”.

6 comentários:

  1. O ZÉ POVINHO, muito embora, seja visto com altivêz pelos " doutores ", está farto que lhe comam o caldo em cima da cabeça.
    Para além do mais O ZÉ POVINHO, sabe distinguir " Entre, UM LÍDER e UM PALHAçO " e escrêvo PALHAçO com letra grande, pela apreciação que nutro pelos verdadeiros Palhaços.
    O problema da abstenção em Portugal (mas não só), dêve-se sobretudo à falta de verdadeiros Líderes, com projecto.
    Eu penso em Eleições onde se batêram Homens como Soares Carneiro, Freitas do Amaral, Mario Soares.
    Votou-se nesse tempo ou não ???
    Os seguintes fugiram. Um " Quando a Europa começou a entrar em decadência" Bruxelas foi buscá-lo para sêr assim uma " Espécie de Testa de Ferro para no caso da Europa Unitària ficar tudo em àguas de bacalhau" têr a quem deitar as culpas. Ninguém queria sujar as mãos. Está à vista. Alias Bruxelas já o acusa de têr ido para os States tocar " SAX-o-fone ".
    O Outro também deu o fora. É hoje o dono do Mundo.
    Depois Tivemos UM LÍDER. O SOCRATES. O problema dele, foi têr confundido alhos com bugalhos. Foi ou não foi eleito o Socrates. E foi eleito pelo Zé Povinho DUAS VÊZES.
    Vou mais uma vêz REPETIR_ME: Na Suissa vivêm cerca de 280.000 portuguêses. Somos menos de 5.000 recenseados nos Consulados, para poder Votar.
    "Deixa ardêr que o meu pai é bombeiro".
    Nelson Fernandes

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  2. Caro Amigo, estou de acordo. Esta eleição deve deixar os políticos com as orelhas a arder, ou deveria.
    É uma consequência dos políticos fracos que temos, caindo no absurdo de se eleger um "Sassá Mutema", tal como os alemães elegeram Hitler, de tão cansados das mentiras. Assim preferem votar até no rato Mickey.

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  3. Não é só queixarmo-nos dos políticos que temos. Eles estão lá porque os elegemos. Devemos queixar-nos de nós próprios que muitas vezes não cumprimos o nosso dever cívico de votar para que os medíocres e os mal intencionados não tenham lugar nos Orgãos para os quais são eleitos. O deixa andar, a preguicite aguda o alheamento total dos problemas e a desilusão são os focos maiores para que a abstenção aconteça mas simultaneamente transformam-se no ponto fulcral e perigoso para que depois tenhamos algumas desilusões e nos causem algum espanto determinado tipo de resultados. Acho que votar é um acto da plenitude da consciência cívica de cada um e o não voto um acto de cobardia, um acto indesculpável de passar para os outros a sua própria responsabilidade na tomada de uma decisão.

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  4. Daniel excerto do meu texto

    (...)Há muitas causas para a abstenção, mas uma delas, para quem vota, é não se rever em nenhum candidato. Porventura, se houvesse mais candidatos independentes emanados da sociedade civil, seria diferente.
    Os cidadãos não se revêem na forma de fazer política no dia-a-dia e têm a percepção que a política é impotente para resolver os seus problemas e mudar as suas vidas. A consequência é a volatilização do voto e, pura e simplesmente não irem votar.
    Os partidos continuam com larga vantagem numa eleição local.
    A lei eleitoral não estabelece um mínimo de votantes, para alguém ser eleito. Há a questão da legitimidade, mas ninguém liga nada a isso. A situação crónica de mais de 50% do eleitorado não votar é uma anomalia no sistema político português.
    Era importante o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa alertar para abstenção e a ponderação de escolha de candidatos às autárquicas com perfil e credibilidade. Chega-se ao ponto de gastar imenso dinheiro em apelar ao voto e o resultado parece ser o contrário.(...)

    (...) Muitos portugueses votam por consciência democrática, não porque apreciem muito em quem vão votar. Nem foram ouvidos nem achados na escolha dos candidatos. Essa escolha foi feita entre paredes pelo partido e muitas vezes contra a maioria dos seus militantes.
    Os portugueses preocupam-se, falam, debatem e participam se têm a percepção da mudança. De outro modo, nem se dão ao trabalho de ir votar. Essa atitude não é falta de cumprimento de um dever cívico, mas que não concordam com tudo isto.
    Porém, parece que os partidos instituídos fazem de conta. Uma das formas da democracia evoluir seria os cidadãos poderem participar na vida politica, para além dos partidos, mas em igualdade de circunstâncias que os candidatos dos partidos.


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  5. Eu tenho elementos sobre outros Países com uma problemática semelhante à nossa, ( POR EX: A REUNIÃO DE KOBLENZ HOJE 21.01.2017), mas volto ao que a nós interessa. Os Portuguêses não vão VOTAR nem tão depressa voltarão a fazê-lo até que apareça um LÍDER, e que a LEI DO VOTO, EXPRESSA NA CONSTITUICÃO, SEJA ALTERADA, COMO EU PROPUNHA EM 2005/06, QUANDO FUI CANDIDATO A PRESIDENTE DA NOSSA REPUBLICAZITA "DAS BANANAS" EU DIRIA DOS BANANOS.
    Vou-me repetir sobre outro assunto. Há mais Portuguêses fora, que dentro de Portugal.
    Quando os rapazes do meu tempo e eu, jogava-mos ao pião (das nicas),havia sempre um grupo a volta, (de sabichões), que nem um pião sabiam lançar, mas tinham sempre vóz na matéria...!!!
    Dizia-se então: " Quêm està fora racha lenha ...!!!)
    Visto que estou fora, talvêz eu deva (varrer diante da minha porta )e fazêr o mesmo.
    Nelson Fernandes

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  6. O sistema de Democracia existente é igual ao dos tempos dos Reis, as gerações de famílias que governavam século após século, no presente as famílias partidárias seguem o mesmo caminho. É impossível alguém se intrometer neste sistema e quem o tenta irá certamente sair prejudicado e ficar desiludido.

    "É importante votar por convicção e não por obrigação moral”, é uma frase honesta e sem hipocrisia.
    A abstenção é enorme porque as pessoas não se revêem nos partidos e seus filiados e amigos, têm a noção que as coisas não mudam e os partidos dirigem as suas politicas para a % da população que lhes permite ficar no poder, que são os funcionários públicos , famílias partidárias e pensionistas. Estas classes votam não por convicção mas por conveniência !

    Hitler ganhou as eleições é um facto, mas foi por minoria, o que aconteceu a seguir foi tudo menos democrático até ganhar o poder total do Reichstag . O discurso do Presidente dos Estados Unidos foi idêntico , só não tinha a suástica atrás dele e a data , o resto foi com o se tivesse-mos assistir o canal História.

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