19/01/2017

O PS a cidade e o futuro (2)



António Fernandes 
Para o cidadão eleitor é importante que o Partido Socialista lhe diga quem pensa apresentar como candidato ao Município de Braga e qual será a equipa que o acompanhará e se para esta candidatura tenciona avançar com um acordo de convergência política à esquerda, o que lhe garantiria de imediato vencer a eleição, ou se pensa avançar sozinho para a citada eleição. Uma solução mais do agrado da sua militância mais relutante que ao longo dos anos anquilosou princípios de ação politica resultantes das maiorias absolutas que foi conseguindo. Facto que dispensa acordos extrapartidário. Simplesmente os tempos são outros; a conjuntura politica é outra; a área de intervenção politica também são outras; e as populações tem hoje carências diferentes; a cidade, no seu espaço geográfico necessita de intervenções de fundo que respondam aos problemas de hoje e não aos de ontem, mesmo nos casos em que se avolumaram ou repetiram;
Condições a que uma convergência social responderia com maior eficácia tanto no Município como nas Assembleias Municipal e de Freguesias.
Assembleias em que, como se verifica nas freguesias citadinas, aonde – todas – a coligação “Juntos por Braga” tem maiorias relativas que não tem respondido com eficácia às muitas carências dos segmentos sociais mais críticos por condição e aos a quem a condição empurrou para a necessidade de apoio, mas que, mesmo assim, governaram como entenderam.
Na Assembleia Municipal a falta de caráter e de sentido da responsabilidade assumida para com o ideal primeiro que é o da força politica por quem se concorre, ao ter permitido o descalabro a que assistimos, não pode “lavar as mãos como Pilatos” enjeitando responsabilidades que são suas por inteiro (!) sob o falso pretexto de que a responsabilidade eleitoral lhe tira o cariz partidário para lhe conceder graciosamente um cariz suprapartidário. Uma autentica falácia com laivos de farsa politica.
É com esta realidade conjuntural que o Partido Socialista tem de lidar e aplicar o que aprendeu durante os quatro anos de oposição que soube fazer, pese a ideia peregrina de que nada fez. Um equívoco completo na justa medida em que não se pode fazer oposição assertiva a quem pouco fez e muito menos quando esse pouco foi rebuscado no trabalho dos seus antecessores.
Aos que proclamam dever haver oposições construtivas, no sentido de que deve a oposição apresentar propostas, melhor seria que tivessem colocado a oposição no exercício do poder politico por manifesta incompetência daqueles que foram eleitos.
Porque, se duvidas havia, hoje estão completamente esclarecidas.
A cidade que herdaram parou no preciso momento em que a herdaram!
A cintura rodoviária exterior nunca ninguém lhe viu o traçado; a confiança aguarda o dinheiro dos outros; o mercado Municipal idem; as interfaces rodoviárias foram reduzidas a placas do tipo “paragem” de autocarro em locais injustificados; o corredor entre a UM e a estação da CP continua a ser mote; as ciclovias paixões de adolescente; a empresa concessionária do parqueamento pago alargou a sua área; a montanha das sete fontes pariu uma pintura nova; no monte do Picoto nem as espécies cinegéticas foram repovoadas;  o caso Parque Norte no domino da defesa do interesse publico versus interesse privado foi aquilo que se sabe; a plantação de hipermercados no perímetro urbano é aquilo que está á vista, com licença ou sem licença; etc., etc.
Obviamente de que este estagnar da cidade também não é do agrado do maior partido da coligação no poder. Facto que indicia possível substituição de elementos da equipa. Uma tarefa que se adivinha complexa porque quem manda na coligação não é o PSD a quem dava um certo jeito poder alterar desígnios de extrema importância como o são o ambiente e a cultura, mas também, no desporto e no urbanismo que tem sido um fiasco de dimensão impensável aquando da constituição da equipa.
Não tem por isso, e muito mais, o PSD a tarefa facilitada.
Factos que abrem caminho a uma candidatura do Partido Socialista com fortes motivos para poder levar de vencida esta eleição.
Está ao seu alcance e depende exclusivamente de si próprio em que as escolhas vão ditar os resultados.
Haja bom senso, rigor, humildade e empenho, e o Partido Socialista conseguirá ganhar a eleição e os Bracarenses o orgulho em dizer: - É BOM VIVER EM BRAGA!

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