24/11/2015

A chachada da educação



Andam a brincar com os professores, pais e alunos! Entrou um projecto de lei na Assembleia da República, para que em 2016, acabem com os exames do 4.º ano.
Andou-se apregoar que é importante aferir conhecimentos, ao longo do percurso escolar do aluno. No decurso da nossa democracia acabou-se com os exames, voltou-se a ter exames e agora querem acabar de novo com os exames.
Sempre a mudar as regras de avaliação durante a vida escolar de um aluno. Aluno que entrasse no 1ºano as regras de avaliação até à chegada da Universidade não poderiam ser alteradas. Ponto! Não podemos ter alunos licenciados: em que uns fizeram exames, outros não; uns aprenderam de uma maneira , outros de outra;  uns alunos fizeram exames com umas condições mais favoráveis , outros com condições mais desfavoráveis.
Os alunos não são cobaias de experimentação como se estivessem num laboratório. São seres humanos que têm "quereres", " vontades"," sentimentos" e que exigem ser tratados de igual modo.
Não compreendo porque se querem terminar com os exames do 4.ºano. Era um bom tirocínio e forma de ganhar traquejo para novas avaliações, mais para a frente. Poderia haver alguns ajustamentos nos moldes em que são realizados, mas, de repente, acabar com os exames não concordo.
Não devem ser feitas alterações legislativas com o ano a decorrer e ao longo do percurso escolar do aluno: desde o 1.ºano até ao 12.ºano. Deveria existir uma lei que não o permitisse fazer. Deste modo, professores, pais e alunos sabiam com o que poderiam contar e preparar-se para essa tarefa espinhosa e nobre de fazer com que os filhos e alunos aprendam e adquiram conhecimentos para o seu futuro na sua vida.
Sou a favor de um reescalonamento do calendário escolar. Em que as aulas lectivas comecem no início de Outubro que permita o normal funcionamento numa Escola com a colocação de professores e pessoal auxiliar. As aulas começam em Setembro pela pressão do ensino particular que desta forma recebem a mensalidade de Setembro e por pressão dos pais que não têm onde deixar os filhos. O ensino particular já recebe subsídios que chegue. Os pais, deste modo, poderiam tirar férias em Setembro, mais baratas e menos stress, com menos gente comparado com Agosto.
O regime de pausas pedagógicas está correcto: pausa no Natal, Carnaval, Páscoa. O ano escolar deve terminar no início de Junho e permitir a preparação para os exames que se devem continuar no 4.ºano. 6.ºano, 9.ºano e 12.ºano. Assim como a calendarização espaçada dos diferentes exames e acompanhamento dos professores.
A exigência e criar hábitos de trabalho e de avaliação de conhecimentos , deve ser entendido não como um drama ou fatalidade , mas como algo natural e importante para a edificação da personalidade do aluno.

JJ
*artigo de opinião publicado no PORTO 24

2 comentários:

  1. E com a eleição do novo ( des) governo, mais umas mudanças.
    É para não se perder o habito....

    Hercília Oliveira

    ResponderEliminar
  2. E as aulas deviam ser ou demanha ou de tarde e os alunos comiam em casa, as famílias desfavoráveis recebiam apoios da segurança social.

    ResponderEliminar