03/10/2015

Dia de Reflexão



Hoje é dia para reflectir. Não é dia para discutir política, é apenas dia para descansar e pensar.

É proibida a publicação de textos ou imagens cujo conteúdo seja de promoção de algum candidato ou partido. Os cartazes que tenham sido colocados nas imediações dos locais de voto foram, ou pelo menos deviam ter sido, retirados durante esta noite. Tudo para não influenciar ninguém no momento de votar.

E mesmo no Facebook ou na Blogosfera  é preciso ter cuidado. A deliberação da CNE, prevê que as proibições abranjam comentários, desabafos ou partilhas de conteúdo eleitoral.

É proibido praticar acções ou desenvolver actividades de propaganda por qualquer meio, quer se trate de cronologias pessoais, quer de páginas no Facebook ou Blogues.

A ideia de propaganda eleitoral tem um carácter público, por isso, só poderá discutir a questão das eleições legislativas, no dia de hoje, em casa, sem que os vizinhos oiçam.

Toda a actividade que vise directa ou indirectamente promover candidaturas é proibida em dia de reflexão e pode mesmo ser punida. É esta frase que se lê no artigo 61º da Lei Eleitoral para a Assembleia da República.

Numa sociedade globalizada, em que a informação circula de forma livre e sem controlo em inúmeras plataformas, a existência de um dia como este é não só um absurdo como um insulto à inteligência dos cidadãos eleitores.

O dia de reflexão não só é inútil como hipócrita mas dá jeito para acabar com o  besouro ,haver um pouco de paz e as noticias poderem tratar de outros assuntos bem interessantes. 

JJ

1 comentário:

  1. Muita gente nas urnas para votar. Novos e velhos, mesmo em tempo de chuva. É bom. Exercer o nosso direito cívico, sem colocar nas mãos de outros o destino da governação.É um direito adquirido enquanto cidadãos livres. Votar é essencial e prioritário. E decidir em consciência é um direito que nos assiste. Assim se decide em democracia. Eu já o fiz. Em consciência e decidindo por mim. Outros o farão por si. Em consciência e livres de o fazer, decidindo por eles. Assim manda a democracia e a liberdade. Seja-lhes feita a vontade.

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