20/09/2015

O impasse de uma maioria insuficiente




As próximas eleições legislativas estão renhidas e podem dar uma vitória quer ao PSD/CDS quer ao PS. Tudo aponta para que não haja uma maioria suficiente para formar um governo estável e duradouro.
Quem vencer terá uma maioria que não deixará de ser minoritária . Um coisa é ter uma maioria absoluta , outra coisa, é ter uma maioria relativa que não permite a manutenção de um governo e o seu programa. A existência de duas maiorias similares pode levar ao bloqueio permanente e gerar uma situação de conflito e de crise latente.

Todavia também pode abrir caminho ao entendimento, uma vez que ambos os lados sabem até onde podem ir e que contar.

Depois do dia 4 de Outubro cada partido ou coligação contará os seus votos e redesenhará a sua estratégia em função dos resultados.

O Presidente da República está impedido pela Constituição de dissolver um governo nos últimos seis meses do seu mandato . Por outro lado , o próximo Presidente da República, eleito em Janeiro de 2016, está de igual modo, impedido de dissolver um governo nos primeiros seis meses do seu mandato.

Isto significa que Portugal pode ver-se obrigado a viver sem um governo em pleno das suas funções até Julho de 2016. Teremos um governo de gestão e Portugal viverá com um Orçamento de Estado em duodécimos.

Haverá um impasse, serguir-se-á o caos e todos os sacrifícios que fizemos durante estes quatro anos irão por água abaixo, depois de muito esforço, tudo foi em vão.

A maioria que se formar no dia das eleições pode muito bem ser uma maioria minoritária.

JJ.

1 comentário:

  1. Olá Joaquim Jorge,
    Essa é uma das possibilidades. O empastelanço total e a ingovernabilidade. No entanto, eu não acredito nas sondagens. Estão ao nível dos governantes. Ainda recentemente o INE, que era credível, levou um aperto de orelhas de PPC porque este anunciou os números de desemprego e, infantilmente veio dizer o contrário. As explicações dados são surreais. Senão vejamos, Percentagens de desemprego em 3 meses todas acima de 12 % e o INE tem a lata de fazer a média e dar abaixo de 11%, para agradar a PPC.

    As sondagens são manipuladas vergonhosamente por quem as paga e sabemos quem é.

    Como pode um líder rejeitado como urticária, poder ganhar umas eleições? Se isto acontecer estamos num país de loucos ou de imbecis.

    Um governo que não tem uma única ideia sobre o país. A única coisa que fez foi executar ao máximo que pode as determinações da Troika. Usaram o plano da Troika como seu programa e agora será mais do mesmo.

    É uma questão ideológica. Querem um Estado mínimo, com poucos impostos para que as grandes fortunas, a finança e conglomerados não tenham de pagar... para os outros.

    O Bem estar Europeu que estes governos querem destruir, é por questões ideológicas, a mando de quem tem dinheiro e nem pensa em comparticipar com a sociedade os altos rendimentos.

    Primeiro, porque eles não precisam da solidariedade de ninguém pq têm dinheiro para a saúde, educação, etc. Por isso, pensam que não têm de pagar nada, ou o menos possível.

    Este governo abandonou a Educação. Estrangulou o financiamento para investigação e para o ensino superior. Limitou a justiça, fechou Tribunais. Fechou Escolas, centros de saúde, vendeu as empresas publicas que davam lucro, destruiu centenas de milhares de postos de trabalho e ainda beneficia da baixa do petróleo (economia de 6,5 MM €), juros sobre a dívida próximo de zero, por obra e graça do BCE, a economia interna deu um sopro por obra e graça do TC, que impediu o saque total aos funcionários.

    É muita maldade. O show off e a imprensa a seu serviço não devem enganar o povo. Mesmo com os tiros nos pés que o PS adora dar

    A verdade
    E se isso acontecer, é porque os deuses andam loucos...

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