19/09/2014

Dizer como




Miguel Mota
Assisti aos primeiros debates entre os Antónios, Seguro e Costa. À data em que escrevo estas linhas o terceiro ainda não ocorreu.
Talvez a única conclusão válida que se pode tirar, na base do que cada um disse do outro, é que nenhum dos dois presta para primeiro-ministro. Houve concordância no que cada um disse que queria para o país, como crescimento económico, baixar  desemprego, etc. É óbvio que isso é o que todos queremos! Mas faltou o essencial: dizer como atingir esses objectivos, dizer as medidas a tomar e a legislação a propor para desenvolver a economia, baixar o desemprego, etc. Não basta declarar os objectivos  desejáveis, disso estamos fartos. É necessário dizer de que forma os vão atingir. Sobre isso, nada.
Costa disse que só depois apresentará o programa do governo, se for eleito. Ou seja, quer um cheque em branco.
Seguro declarou que não vai aumentar a carga fiscal. Convém não embandeirar em arco. Primeiro, porque, na base do passado,  não temos qualquer garantia de que, quem for eleito, cumpra o que prometeu em campanha. Mas, também em face do passado,  nada garante que, sem alterar a massa fiscal, aumente os impostos dos pobres e remediados, para dar mais aos ricos. Não podemos esquecer que, nos últimos tempos, tem aumentado o número de pobres  e também o número de milionários.



1 comentário:

  1. Caro Miguel Mota,

    Concordo com a sua análise. Os políticos que temos revelam bem o quão despreparados estão. Adivinha-se nas promessas de Seguro a violação dos compromissos, caso seja eleito (que duvido), na senda do que tem sido a triste sina nacional em que todos os ganhadores de eleições não passaram de mentirosos compulsivos.

    Mário Russo

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